CORONAVÍRUS NO BRASIL
Estudo revela as portas de entrada do “Coronavírus” no Brasil
Ao contrário do que aconteceu em outros países, em que a “Covid-19” se espalhou devagar, por aqui centenas de viajantes chegaram infectados ao mesmo tempo e “Mais” da metade dos primeiros brasileiros infectados pegou o “Coronavírus” na Itália.
No dia 26 de fevereiro de 2020, o Brasil confirmou o primeiro caso de “Coronavírus“, o “Sars-CoV-2“, e a 1ª morte, em 17 de março de 2020. Tratava-se de um homem na casa dos 60 anos, que regressara a São Paulo após uma viagem para a Itália. De lá para cá, o número de casos aumentou consideravelmente, numa curva semelhante ao observado em outras partes do mundo.
Mas, claro, esse indivíduo não foi o único a importar o vírus por trás da “Covid-19“. Como então essa doença se espalhou entre a nossa população? Essa foi uma das perguntas que cientistas brasileiros, canadenses e ingleses responderam numa pesquisa publicada recentemente no Journal of Travel Medicine.
Os resultados mostram que centenas de viajantes chegaram já infectados da Europa ou da Ásia, que foram os primeiros epicentros globais da “Pandemia”. Para ser exato, 54,8% dos casos confirmados no Brasil até o dia 5 de março eram pessoas que vieram da Itália. Outros 9,3% adoeceram na China e 8,3% na França.
O principal destino dentro do “Coronavírus“ no Brasil foi São Paulo. Um quarto das pessoas infectadas com o “Sars-CoV-2“ desembarcaram no Aeroporto de Guarulhos, o centro de voos internacionais que atende a capital paulista.
Mas esse agente infeccioso não se espalhou a partir de um único ponto. Outras cidades que receberam os primeiros casos foram Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Vitória e Florianópolis.
No início da “Pandemia” por aqui, 14 dos primeiros 29 pacientes com “Covid-19” estiveram na Itália. E 23% deles regressaram dessa nação europeia para São Paulo.
Comparação com outros lugares
De acordo com os responsáveis pelo trabalho, a situação brasileira se difere da encontrada em outros países: a “Covid-19” costuma se iniciar com poucos pacientes infectados, que transmitem para contatos próximos, que passam para mais dois ou três… e assim por diante.
O exemplo mais notável disso aconteceu na Coreia do Sul, com a chamada “Paciente 31“. Segundo informações, essa pessoa teve contato com 1.160 outros indivíduos nas cidades de Daegu e Seul. A partir daí, o vírus se espalhou pra valer nesse país asiático.
Claro que nem todos os primeiros casos importados para o Brasil se tornaram focos de transmissão para a comunidade. Talvez a detecção precoce de muitos desses pacientes tenha permitido tomar medidas de isolamento que impediram um estrago ainda maior.
Navio às cegas
Mas a verdade é que precisaríamos fazer um número bem maior de exames de diagnóstico para entender o real cenário do que está ocorrendo em nosso país. Por ora, realizamos apenas 296 testes por 1 milhão de habitantes. Nações como Mongólia, México, Paquistão, Camboja, Iraque e Togo estão na nossa frente, apesar de possuírem bem menos casos confirmados e mortes.
Brasil tem aumento de casos da “Covid-19”, mas número de mortes fica estável
Nesta 4ª feira (15), o Brasil registrou 3.058 novos casos de “Coronavírus“ no Brasil em 24 horas, segundo informou o Ministério da Saúde. Isso equivale a 1 aumento nominal de 1.226 sobre o dia anterior, quando foram registrados 1.832 novos diagnósticos.
O número de mortes em 24 horas foi de 204, mesmo número do dia anterior. No período houve, portanto, estabilidade na quantidade diária de óbitos por “Covid-19“. O total de casos registrados no Brasil é de 28.320. O número de mortes é de 1.736.
Há 9 dias o país acumula mais de 1.000 novos diagnósticos a cada 24 horas. Também há registro acima de 100 mortes a cada 24 horas nos últimos 3 dias.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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