PSDB SE FORTALECE PARA 2024
“Esperamos eleger em Cuiabá pelo menos três no pleito de outubro”
Partidos travam uma batalha para conseguir o maior número possível de eleitos em prefeituras municipais e Câmaras de Vereadores, de olho em 2026. O PSDB quer fortalecer o nome da legenda no pleito de 6 outubro, e tentar controlar prefeituras das cidades para se capitalizar eleitoralmente.
O que vemos hoje de algumas eleições municipais passadas, são partidos que reflete as diferentes correntes ideológicas da sociedade, favorecendo a identificação do eleitor. Aqui, entretanto, temos uma multiplicidade de partidos que não se alinham a nada, a não ser aos próprios interesses personalistas de seus membros.
O quadro partidário hoje é marcado pela proliferação de pequenas agremiações, criadas em geral para viabilizar projetos individuais ou de grupos, mas sem compromisso com a sociedade. Muitos desses partidos cumprem uma tarefa politicamente abominável: “vendem” seu tempo de Televisão e Rádio, já que cada partido, independentemente de sua representatividade, conta com um tempo mínimo. Por isso, vemos alianças aparentemente paradoxais sendo feitas entre partidos políticos, antes das eleições, para garantir maior espaço no Rádio e na Televisão.
Não é por acaso que vários partidos merecem o nome espúrio de “legenda de aluguel”. Qualquer proposta séria de reforma política tem de ter como prioridade a exigência de uma base eleitoral representativa, para inviabilizar a sobrevivência dessas organizações oportunistas.
Com a rechaça de que esteja “em morte cerebral” e fora do debate político nacional, o PSDB articula para se fortalecer e se organizar como oposição. A proposta é mostrar que o partido tem “voz” e força para abrir uma trilha consolidada pela polarização e cooptar eleitores que votaram em um candidato como protesto ou insatisfação ao outro.

Orientação do PSDB Nacional
A Comissão Executiva Nacional Provisória do PSDB decidiu, depois de varias reuniões que a sigla deve e tem que apresentar candidato próprio a prefeito nas eleições de 2024 nos municípios com mais de cem mil eleitores. A diretriz também vale para as cidades que tenham geração de programa de televisão e aquelas que venham a ser consideradas estratégicas pela Executiva Nacional.
Também decidiu pelo lançamento de candidatos a prefeito e/ou celebração de coligação, nos cinco municípios de maior eleitorado de cada estado e naqueles com mais de 100 mil eleitores.
A deliberação tem o objetivo de garantir o crescimento do partido nas eleições municipais de 2024, no projeto de reestruturação que está em andamento. Na resolução, a Executiva do partido destaca a importância das eleições municipais nessa construção política. O pleito das cidades é muito importante para impulsionar futuras candidaturas de deputados federais e estaduais, além de ter um papel importante de incentivo à participação de grupos sub-representados, como jovens, mulheres, negros e diversidade.
Além disso, a resolução enfatizou a necessidade de fortalecer a comunicação com os eleitores de acordo com as diretrizes do PSDB e de construir alianças partidárias para melhorar a administração pública em busca do crescimento do país.
Fortalecendo o PSDB em Mato Grosso
Em Mato Grosso, foi apresentado uma estratégia para as eleições de outubro próximo, pelo vice-presidente do PSDB, Marcelo Maluf, avaliando que a sigla saiu fortalecido após a “Janela Partidária”, e deve vir mais forte em 2024 na disputa por 41 prefeituras e com chapa completa de vereadores em 101 cidades.
“O PSDB vai se manifestar com ideias claras em relação aos temas mais relevantes, mas vamos também apresentar ideias, força, projetos“.
“O PSDB filiou 51 novos vereadores com mandatos durante a abertura da “Janela Partidária”. Somente em Cuiabá aumentamos a nossa bancada de um para três vereadores e esperamos eleger pelo menos três no pleito de outubro“, destaca Marcelo.
Foi criado Diretórios Municipais em 112 municípios e há mais 20 em fase de implantação e documentação, aumentando a presença dos tucanos em 132 dos 142 municípios do estado.
Cerca de 90% dos candidatos da Federação PSDB/Cidadania são tucano e o objetivo é ultrapassar a marca de 200 vereadores eleitos em todo o Estado de Mato Grosso.
Prefeitos
Dois vice-prefeitos se filiaram no PSDB, caçula do município de Juruena e Meire, de Rosário Oeste. O partido deve lançar pré-candidatos de 39 a 41 municípios e com a possibilidade de ter de 19 a 20 vice-prefeitos em Mato Grosso.
“Temos nomes como a reeleição da prefeita Iraci de Pedra Preta. O ex-presidente da Empaer Layr Mota vai concorrer a Prefeitura de Figueirópolis D´Oeste, temos o Coronel Pedroso em Nova Nazaré, o ex-prefeito Sidney que concorrerá em Curvelândia, a vereadora Hillary Mileide entre tantos outros nomes“, comentou Maluf.
Política
Interferência externa no “Legislativo Cuiabano” amplia debate sobre a autonomia da Câmara Municipal
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), afirmou que há interferência de deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) nas articulações políticas envolvendo o Legislativo da Capital. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, na qual a parlamentar reconheceu a existência de movimentações externas relacionadas à composição das forças políticas da Casa de Leis, embora tenha optado por não citar nomes de parlamentares estaduais.
Segundo Paula Calil, o cenário político é marcado por constantes diálogos e alinhamentos entre diferentes atores institucionais, circunstância que, em sua avaliação, confirma a existência de influência da Assembleia Legislativa nas discussões internas da Câmara Municipal. Ao comentar o tema, a presidente destacou que essas articulações fazem parte da dinâmica política contemporânea, especialmente em momentos de definição de posições estratégicas dentro do Parlamento.
Ao abordar as pressões envolvendo a sucessão da Mesa Diretora, a Chefe do Legislativo Cuiabano reforçou o entendimento de que há participação indireta de agentes externos nas negociações políticas. Durante a entrevista, afirmou que as manifestações sobre o assunto refletem uma realidade percebida no ambiente político e reconheceu que a interlocução entre diferentes esferas de poder ocorre de forma permanente.

Paula Calil também ressaltou que sua eleição para a presidência da Câmara de Cuiabá não decorreu de uma decisão unilateral do Poder Executivo, mas de uma construção política coletiva. Conforme explicou, o então nome inicialmente apoiado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) era o vereador Dilemário Alencar, enquanto sua candidatura surgiu posteriormente como resultado do consenso alcançado entre integrantes de um grupo de vereadores.
As declarações da presidente reforçam posicionamentos manifestados anteriormente pelo prefeito Abilio Brunini e pela vereadora Samantha Iris (PL). Em ocasiões anteriores, o chefe do Executivo municipal justificou mudanças na organização de sua base política ao afirmar que determinados vereadores passaram a seguir orientações de um grupo político que, segundo ele, sofreria influência direta da Assembleia Legislativa.
Na mesma linha, Samantha Iris elevou o tom das críticas ao classificar a atuação de deputados estaduais como um “complô” destinado a influenciar a composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. De acordo com a vereadora, o objetivo desse movimento seria ampliar o “PODER” de influência sobre as decisões do Legislativo e criar mecanismos de pressão política sobre a administração municipal.
Ainda segundo Samantha Iris, medidas adotadas pelo Executivo, entre elas o ajuizamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para questionar dispositivos do Regimento Interno relacionados ao quórum de votação, representam instrumentos legítimos de autodefesa institucional diante das pressões que, conforme sua interpretação, estariam sendo exercidas por integrantes da Assembleia Legislativa.
Em sentido contrário, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), negou qualquer tentativa de interferência ou disputa pelo controle político da Câmara Municipal de Cuiabá. O parlamentar afirmou que sua atuação restringe-se ao apoio partidário ao vereador Ilde Taques (Podemos), destacando que essa postura decorre exclusivamente de sua condição de dirigente estadual da legenda.
Max Russi também criticou qualquer tipo de interferência externa nas normas internas do Legislativo Municipal, incluindo eventual participação do Poder Executivo nas definições relacionadas ao funcionamento da Câmara de Cuiabá. Para o deputado, a escolha da Mesa Diretora constitui prerrogativa exclusiva dos 27 vereadores eleitos, devendo ocorrer de forma autônoma, conforme estabelece a independência entre os poderes.
As manifestações públicas dos diferentes agentes políticos evidenciam o aprofundamento do debate sobre os limites da atuação institucional entre os Poderes e sobre a autonomia do Parlamento Municipal. Enquanto representantes da Câmara e do Executivo sustentam a existência de influência externa nas articulações políticas, integrantes da Assembleia Legislativa rejeitam essa interpretação, mantendo o tema no centro das discussões políticas em Cuiabá e sinalizando que a disputa em torno da governabilidade e da composição da Mesa Diretora deverá permanecer em evidência nos próximos desdobramentos.
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