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"TENHO ATÉ 31 DE DEZEMVRO"

Entre votos e decisões judiciais, Câmara de Várzea Grande mantém indefinição sobre nova Mesa

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A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande permanece sem data definida para uma nova eleição da Mesa Diretora que comandará o Legislativo no Biênio 2027/2028. O atual presidente, Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou que não pretende antecipar a convocação e, questionado sobre o prazo para realizar a votação, resumiu sua posição: “Tenho até 31 de dezembro”. A declaração mantém em aberto o calendário de uma disputa que envolve articulações políticas e uma controvérsia judicial.

A indefinição ocorre após a eleição realizada em 14 de maio, quando a chapa encabeçada por Wanderley Cerqueira recebeu 12 votos, contra 11 da chapa liderada pelo vereador Lucas Chapéu do Sol (PL). A votação, registrada oficialmente pela Câmara Municipal e pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), definiu naquele momento a composição da Mesa Diretora para o próximo biênio e estabeleceu uma diferença mínima entre os dois grupos.

O resultado, porém, acabou anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão de 22 de maio, o ministro Dias Toffoli julgou procedente uma reclamação e determinou a anulação da eleição realizada em maio, considerando que a escolha ocorreu fora do marco temporal estabelecido pelo Supremo Tribunal para eleições de Mesas Diretoras de Casas Legislativas. Com isso, a composição escolhida naquele pleito deixou de produzir os efeitos pretendidos.

A decisão judicial alterou o cenário político da Câmara Municipal e devolveu aos vereadores a necessidade de construir uma nova solução para a escolha da direção do Legislativo. O processo passou a depender, simultaneamente, das articulações entre os parlamentares e da definição jurídica sobre os procedimentos que deverão ser observados na próxima votação, especialmente quanto ao momento adequado para a realização do pleito.

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Nesse ambiente, os grupos políticos que disputam o comando da Casa de Leis apresentam avaliações diferentes sobre a correlação de forças. Aliados da prefeita do município Flávia Moretti (PL) afirmam ter ampliado o número de vereadores dispostos a apoiar uma alternativa à atual presidência. Wanderley Cerqueira, por outro lado, sustenta que continua contando com os mesmos 12 votos que lhe deram a vitória na votação de maio, embora aquela eleição tenha sido posteriormente anulada.

A diferença entre as duas versões será relevante quando uma nova eleição for efetivamente convocada. A votação anterior mostrou um Legislativo dividido em dois blocos de tamanho semelhante, circunstância que reduz a margem de segurança de qualquer candidatura e torna decisivas as negociações individuais. Na prática, a composição da futura Mesa Diretora dependerá da manutenção ou da alteração desses apoios até o momento em que os vereadores forem chamados novamente às urnas.

Enquanto isso, Wanderley Cerqueira mantém uma postura de cautela em relação ao calendário. Ao indicar que dispõe de prazo até o fim do ano, o presidente sinaliza que não considera necessário antecipar a convocação da eleição. A estratégia permite que as forças políticas continuem negociando enquanto o cenário jurídico permanece em evolução, sem que uma nova votação seja imediatamente colocada na pauta do Legislativo.

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O recurso apresentado contra a decisão que anulou o pleito também integra o cenário. Segundo o andamento processual do STF, houve a interposição de agravo regimental, e o caso passou por julgamento na Segunda Turma. Em agosto, o processo registrou novos atos processuais, incluindo a publicação da ata de julgamento e o destaque do caso, o que demonstra que a controvérsia judicial ainda não havia sido encerrada naquele momento.

A definição do calendário também ganhou importância diante do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a realização de eleições antecipadas para Mesas Diretoras. No caso de Várzea Grande, a decisão que anulou a votação de maio determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) observe a orientação estabelecida pela Corte ao analisar o processo de origem. A questão jurídica, portanto, permanece diretamente relacionada à organização da próxima eleição.

Com a eleição geral de 4 de outubro no horizonte e a disputa interna ainda sem data oficial, a Câmara de Várzea Grande tende a permanecer no centro das articulações políticas do município. Até que uma nova convocação seja formalizada e o impasse judicial tenha seus próximos capítulos definidos, os 23 vereadores seguem diante de um cenário aberto, no qual a composição de alianças e a segurança jurídica deverão determinar os próximos movimentos da sucessão na Mesa Diretora.

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Política

Cálculo eleitoral e nomes de peso credenciam o Podemos na disputa por vagas federais em Mato Grosso

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Nas eleições de outubro, milhões de eleitores e eleitoras de todo o território brasileiro vão escolher os seus representantes para as Assembleias Legislativas, Câmaras Federias e presidente da Republica pelo sistema proporcional de votação. E o cenário político de Mato Grosso ganha novos contornos com as projeções do Podemos para a disputa das cadeiras na Câmara dos Deputados no próximo pleito eleitoral. A agremiação partidária estruturou uma chapa competitiva na consolidação do coeficiente necessário para garantir representatividade parlamentar em Brasília, mobilizando lideranças regionais de forte apelo popular.

A conjuntura eleitoral atual indica que o Quociente Eleitoral para que um Partido ou Federação conquiste uma cadeira de deputado federal no estado está estimado em 231 mil votos. Diante desta exigência matemática rigorosa, a sigla desenhou uma estratégia focada em garantir o patamar mínimo indispensável, mapeando o potencial de votação em diferentes macrorregiões mato-grossenses.

A movimentação partidária ocorre no âmbito do Território Estadual de Mato Grosso, local onde as articulações regionais e as alianças locais definem a força dos candidatos no pleito. O eleitorado das principais cidades do interior e da capital será decisivo para confirmar as projeções traçadas pelas lideranças do partido ao longo da campanha.

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As estimativas internas apontam para o alcance de até 280 mil votos na votação total da legenda, volume suficiente para assegurar com folga a primeira vaga direta. Adicionalmente, especula-se no meio político a possibilidade concreta de obtenção de uma segunda cadeira por meio da distribuição das sobras partidárias.

A confirmação da segunda vaga dependerá diretamente do desempenho das legendas concorrentes nas urnas, com atenções voltadas para os blocos formados por União Brasil/PP e pelo PL. Espera-se que esses agrupamentos adversários obtenham votações expressivas e elejam pelo menos dois representantes federais cada um, o que alterará a dinâmica de distribuição dos assentos restantes.

A viabilidade técnica do plano eleitoral fundamenta-se na montagem de uma chapa diversificada, constituída por nove candidatos dispostos estrategicamente em base regional. Essa seleção busca capturar votos de variados segmentos socioeconômicos e geográficos, desde o agronegócio pujante do norte mato-grossense até a densa população urbana do sul do estado.

O grupo de maior destaque é composto por cinco nomes de ampla visibilidade pública: o deputado federal Nelson Barbudo, o ex-deputado Neri Geller, o ex-secretário estadual de Segurança Pública, César Roveri, o ex-prefeito da cidade de Querência, Fernando Gorgen e a vereadora de Rondonópolis, Kalynka Meirelles.

A diversidade de trajetórias dessas lideranças fortalece o apelo da legenda junto a diferentes perfis de eleitores.

A vereadora Kalynka Meirelles assume papel tático fundamental nesse contexto, emergindo como a principal representante do município de Rondonópolis na corrida rumo ao Congresso Nacional. Sua presença na chapa visa atrair o expressivo eleitorado do segundo maior polo econômico do estado, consolidando uma base eleitoral sólida na região sul.

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O planejamento estipula que cada um desses cinco candidatos principais obtenha uma votação individual situada entre 30 mil e 70 mil votos. Essa margem projetada garante a sustentação necessária para atingir a meta global da agremiação e otimizar o somatório de votos válidos exigido pela legislação vigente.

A estratégia adotada pelo Podemos demonstra como a engenharia eleitoral contemporânea exige previsibilidade matemática associada à capilaridade política. Ao combinar nomes consolidados no cenário estadual com lideranças emergentes, a legenda busca assegurar voz ativa na formulação das políticas públicas nacionais nos próximos anos.

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