INSTITUTO PARANÁ PESQUISA
Pivetta amplia vantagem e consolida liderança em novo cenário eleitoral de Mato Grosso
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso, com 42,4% das intenções de voto no principal cenário estimulado da nova pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (18). O levantamento mostra Wellington Fagundes (PL) em segundo lugar, com 29,6%, enquanto a candidata Natasha Slhessarenko (PSD) registra 13,5%. Os números correspondem ao cenário em que os nomes dos possíveis candidatos são apresentados aos entrevistados.
Na sequência, os demais nomes testados registraram percentuais inferiores a 1%. Sargento Laudicério (Agir) aparece com 0,8%, enquanto Mauricio Coelho e Rafaell Milas alcançam 0,4% cada. Entre os entrevistados, 7,1% declararam que não votariam em nenhum dos candidatos, optariam pelo voto branco ou nulo. Outros 5,8% não souberam responder ou preferiram não opinar. Os dados indicam, portanto, a distribuição das intenções de voto entre os nomes apresentados e as opções de indecisão ou rejeição ao conjunto de candidaturas.
A série histórica do levantamento registra alterações nas intenções de voto dos três principais nomes. Pivetta passou de 39% em agosto para 40,8% no início de setembro e chegou aos atuais 42,4%. Wellington Fagundes, por sua vez, tinha 35% na primeira rodada, caiu para 30% na etapa seguinte e agora aparece com 29,6%. Natasha apresentou crescimento no período, avançando de 8,7% para 12% e, posteriormente, para 13,5%.
A evolução dos percentuais, considerada dentro das margens de erro de cada levantamento, retrata as oscilações registradas pela série de pesquisas.

Em um eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington Fagundes, o atual governador também registra percentual superior ao do senador no levantamento. Pivetta aparece com 49,1% das intenções de voto, enquanto Wellington soma 37,4%. Nesse cenário, 7,7% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois nomes. Outros 5,8% não souberam responder ou não quiseram opinar.
A comparação com rodadas anteriores mostra mudanças relevantes nesse cenário de segundo turno. Em dezembro de 2025, Wellington Fagundes registrava 48,6%, contra 32,8% de Pivetta. Em agosto de 2026, os percentuais eram de 40,8% e 44,3%, respectivamente. No início de setembro, Pivetta alcançou 47,2%, enquanto Wellington marcou 38,3%.
A série, portanto, registra alterações sucessivas nas intenções de voto ao longo do período analisado, sem que esses resultados, isoladamente, determinem o comportamento do eleitorado até a eleição.
Na pesquisa espontânea, realizada sem a apresentação prévia dos nomes aos entrevistados, Pivetta também aparece com o maior percentual de citações, alcançando 27%. Wellington Fagundes registra 14%, enquanto Natasha soma 5,9%. Nesse formato de consulta, 47,6% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não declarar uma preferência.
Outros 4,7% afirmaram que não votariam em nenhum dos nomes, escolheriam branco ou nulo. A modalidade espontânea busca identificar as preferências manifestadas sem uma lista previamente apresentada.
O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos, permitindo que cada entrevistado mencionasse mais de um nome. Wellington Fagundes registra 26,8%, seguido por Natasha, com 23,3%, e Pivetta, com 19,6%. Sargento Laudicério aparece com 14,2%, enquanto Mauricio Coelho e Rafaell Milas registram 9,6% e 9,5%, respectivamente. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, os percentuais de rejeição não devem ser somados para formar um total de 100%.

Na comparação com a pesquisa anterior, Wellington passou de 25,7% para 26,8% no índice de rejeição. Natasha, por sua vez, oscilou de 24,2% para 23,3%, enquanto Pivetta passou de 19,3% para 19,6%. As variações representam mudanças registradas entre as rodadas do levantamento e devem ser interpretadas considerando a margem de erro da pesquisa.
O resultado oferece um retrato momentâneo das percepções dos entrevistados, e não uma projeção definitiva do resultado eleitoral.
Para chegar aos resultados, o Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente 1.352 eleitores em 50 municípios de Mato Grosso, entre os dias 15 e 17 de setembro de 2026. A pesquisa apresenta margem de erro de aproximadamente 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado para consultar a população sobre a situação eleitoral para o Executivo Estadual e o Legislativo Federal, além de avaliar a administração estadual.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-09335/2026. Os resultados divulgados representam as intenções e percepções dos eleitores entrevistados no período de coleta e estão sujeitos às limitações estatísticas próprias de levantamentos de opinião. Com a divulgação da nova rodada, a disputa pelo Governo de Mato Grosso passa a contar com mais um retrato do cenário eleitoral de 2026, marcado, nesta pesquisa, pela liderança de Pivetta nos cenários estimulados e espontâneo e pela evolução dos percentuais dos principais nomes ao longo da série histórica.
Política
Cálculo eleitoral e nomes de peso credenciam o Podemos na disputa por vagas federais em Mato Grosso
Nas eleições de outubro, milhões de eleitores e eleitoras de todo o território brasileiro vão escolher os seus representantes para as Assembleias Legislativas, Câmaras Federias e presidente da Republica pelo sistema proporcional de votação. E o cenário político de Mato Grosso ganha novos contornos com as projeções do Podemos para a disputa das cadeiras na Câmara dos Deputados no próximo pleito eleitoral. A agremiação partidária estruturou uma chapa competitiva na consolidação do coeficiente necessário para garantir representatividade parlamentar em Brasília, mobilizando lideranças regionais de forte apelo popular.
A conjuntura eleitoral atual indica que o Quociente Eleitoral para que um Partido ou Federação conquiste uma cadeira de deputado federal no estado está estimado em 231 mil votos. Diante desta exigência matemática rigorosa, a sigla desenhou uma estratégia focada em garantir o patamar mínimo indispensável, mapeando o potencial de votação em diferentes macrorregiões mato-grossenses.
A movimentação partidária ocorre no âmbito do Território Estadual de Mato Grosso, local onde as articulações regionais e as alianças locais definem a força dos candidatos no pleito. O eleitorado das principais cidades do interior e da capital será decisivo para confirmar as projeções traçadas pelas lideranças do partido ao longo da campanha.
As estimativas internas apontam para o alcance de até 280 mil votos na votação total da legenda, volume suficiente para assegurar com folga a primeira vaga direta. Adicionalmente, especula-se no meio político a possibilidade concreta de obtenção de uma segunda cadeira por meio da distribuição das sobras partidárias.

A confirmação da segunda vaga dependerá diretamente do desempenho das legendas concorrentes nas urnas, com atenções voltadas para os blocos formados por União Brasil/PP e pelo PL. Espera-se que esses agrupamentos adversários obtenham votações expressivas e elejam pelo menos dois representantes federais cada um, o que alterará a dinâmica de distribuição dos assentos restantes.
A viabilidade técnica do plano eleitoral fundamenta-se na montagem de uma chapa diversificada, constituída por nove candidatos dispostos estrategicamente em base regional. Essa seleção busca capturar votos de variados segmentos socioeconômicos e geográficos, desde o agronegócio pujante do norte mato-grossense até a densa população urbana do sul do estado.
O grupo de maior destaque é composto por cinco nomes de ampla visibilidade pública: o deputado federal Nelson Barbudo, o ex-deputado Neri Geller, o ex-secretário estadual de Segurança Pública, César Roveri, o ex-prefeito da cidade de Querência, Fernando Gorgen e a vereadora de Rondonópolis, Kalynka Meirelles.
A diversidade de trajetórias dessas lideranças fortalece o apelo da legenda junto a diferentes perfis de eleitores.
A vereadora Kalynka Meirelles assume papel tático fundamental nesse contexto, emergindo como a principal representante do município de Rondonópolis na corrida rumo ao Congresso Nacional. Sua presença na chapa visa atrair o expressivo eleitorado do segundo maior polo econômico do estado, consolidando uma base eleitoral sólida na região sul.
O planejamento estipula que cada um desses cinco candidatos principais obtenha uma votação individual situada entre 30 mil e 70 mil votos. Essa margem projetada garante a sustentação necessária para atingir a meta global da agremiação e otimizar o somatório de votos válidos exigido pela legislação vigente.
A estratégia adotada pelo Podemos demonstra como a engenharia eleitoral contemporânea exige previsibilidade matemática associada à capilaridade política. Ao combinar nomes consolidados no cenário estadual com lideranças emergentes, a legenda busca assegurar voz ativa na formulação das políticas públicas nacionais nos próximos anos.
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