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HONRA PESSOAL DA GESTORA

Eleitores pedem afastamento de vereador em Aripuanã por supostos ataques misóginos contra prefeita; União Brasil analisa expulsão

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Na manhã desta segunda-feira (23), eleitores municipais protocolaram, na Câmara Municipal de Aripuanã, pedido formal de providências contra o vereador Luciano Aparecido Demazzi. A iniciativa foi motivada por declarações atribuídas ao parlamentar e classificadas pelos signatários como misóginas, sexistas, difamatórias e pejorativas, direcionadas à prefeita Seluir Peixer Reghin.

Segundo o documento, o inconformismo não se refere às publicações gerais do vereador nas redes sociais, nas quais ele se apresenta como fiscal do povo, mas especificamente a manifestações que teriam atingido a honra pessoal da gestora. Os autores sustentam que as declarações configurariam ataque “covarde e gratuito”, extrapolando o campo da crítica administrativa.

Com fundamento na vontade popular e nas previsões regimentais, os requerentes solicitam a instauração de procedimento para submeter ao plenário o afastamento cautelar do vereador até a conclusão de eventual processo investigativo. A medida, conforme defendem, visa assegurar a regularidade das apurações e preservar a imagem do Legislativo Municipal.

O expediente também requer o encaminhamento do caso à Primeira Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal da cidade, recentemente instituída, para análise sob a perspectiva da proteção aos direitos das mulheres. O órgão tem como procuradora a vereadora Érica Aparecida da Costa Tatsch e, como procuradora adjunta, a vereadora Helida Correia da Costa.

Além do afastamento, os signatários pedem que, ao término da apuração, seja avaliada eventual cassação do mandato por suposta violação ao decoro parlamentar. Requerem, ainda, o envio de cópias ao Ministério Público, a fim de que sejam examinadas possíveis medidas na esfera criminal.

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O pedido foi protocolado sob o Nº 248/2026, tendo como interessado o escritório de advocacia Julio Cesar Pilegi Rodrigues. Os autores também solicitam ampla publicidade do documento, com o objetivo de assegurar transparência e conhecimento público acerca dos fatos narrados.

Paralelamente, a presidente da Executiva Estadual do União Brasil, deputada federal Gisela Simona, protocolou representação pleiteando a expulsão do vereador dos quadros partidários. A legenda sustenta que as declarações públicas teriam ultrapassado a crítica política e configurado, em tese, violência política de gênero, nos termos do artigo 326-B do Código Eleitoral, incluído pela Lei nº 14.192/2021.

Não vamos admitir violência política de gênero. Como mulher, deputada federal e presidente-executiva do União Brasil Mulher, apresentei o pedido de expulsão pelos graves ataques feitos contra a prefeita Seluir. É inaceitável tentar desqualificar uma mulher com insinuações machistas e ofensivas”.

O dispositivo tipifica como crime atos destinados a impedir ou dificultar o exercício dos direitos políticos da mulher, prevendo pena de até quatro anos de reclusão, além de multa. De acordo com a representação, as publicações tiveram início em 11 de fevereiro e incluiriam referências ao tratamento oncológico da prefeita, insinuações sobre sua vida pessoal e questionamentos acerca de sua família.

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Diante da gravidade das declarações, a prefeita registrou boletim de ocorrência e apresentou queixa-crime por calúnia, injúria e difamação, alegando que os ataques persistiram mesmo após a adoção das medidas judiciais. A executiva do União Brasil Mulher, através da parlamentar federal, Gisela Simona, afirmou que condutas dessa natureza comprometem o compromisso institucional da sigla com o enfrentamento à violência política de gênero.

Já é difícil ser mulher na política. Não podemos naturalizar ataques que buscam diminuir, humilhar ou intimidar. Eu já sofri esse tipo de violência e não irei me calar diante de mais um caso”.

Em manifestações anteriores, o vereador Luciano Demazzi declarou temer por sua segurança após críticas à gestão municipal. Ele afirma que seus questionamentos tratam de supostas irregularidades administrativas, como despesas superiores a R$ 1 milhão com serviço de fumacê, que, segundo sustenta, não teriam comprovação compatível com o valor contratado. O caso será analisado pela direção estadual do partido, que deverá instaurar procedimento interno para apuração e eventual aplicação de sanções.

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Política

Realinhamento partidário em Várzea Grande reflete “Tensões Institucionais” e “Impasses no PL”

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A Prefeita do Município de Várzea Grande, Flávia Petersen Moretti de Araújo, mais conhecida como Flávia Moretti, estuda de maneira conclusiva a sua desfiliação do Partido Liberal (PL) para ingressar em uma nova agremiação situada no mesmo espectro ideológico da direita. O movimento estratégico de migração partidária fundamenta-se na necessidade de reorganizar sua base de apoio governamental diante do atual cenário de instabilidade, buscando uma legenda que ofereça respaldo político proporcional aos desafios administrativos enfrentados pela Executiva Municipal no Estado de Mato Grosso.

Esta reconfiguração partidária ocorre em meio à severa crise política e institucional enfrentada pela administração municipal de Várzea Grande neste momento. O conturbado panorama local tem exigido da chefe do Poder Executivo Municipal um posicionamento firme para assegurar a governabilidade, além da busca constante por alianças mais sólidas que consigam garantir a estabilidade necessária para a condução das políticas públicas e para a gestão do município.

A motivação central que impulsiona a mandatária a planejar sua saída do Partido Liberal (PL) reside no profundo sentimento de disparo político enfrentado perante a alta cúpula da sigla. A gestora municipal avalia que a legenda não tem oferecido a sustentação política indispensável para o enfrentamento das adversidades locais, situação que compromete diretamente a articulação de projetos cruciais para a cidade e fragiliza sua posição de liderança institucional.

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A mudança de sigla está sendo articulada para se concretizar nas próximas semanas, período considerado decisivo pelas lideranças envolvidas na negociação. A definição do cronograma de transição atende a critérios estratégicos de conveniência política, com o objetivo de minimizar os impactos administrativos na prefeitura e permitir uma transição partidária harmoniosa que proteja a estabilidade da gestão do município.

O plano de migração vem sendo executado na cidade de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado de Mato Grosso e centro de expressiva relevância política regional. Por sua localização estratégica e importância econômica, os desdobramentos das decisões tomadas na cidade reverberam de maneira significativa sobre todo o cenário político estadual, atraindo a atenção de analistas e dirigentes partidários de diversas regiões.

O processo de transição ocorre mediante intensas negociações de bastidores conduzidas pela prefeita e por seus articuladores mais próximos junto a presidentes regionais e nacionais de siglas de direita. O método adota uma abordagem estritamente diplomática, pautada no diálogo reservado e na avaliação criteriosa do alinhamento programático, visando a obtenção de garantias formais de apoio governamental e de autonomia política para a gestora.

Entre as razões determinantes para essa ruptura sobressai o desconforto gerado pelo fato de o ex-vice-prefeito Tião da Zaeli, considerado seu principal desafeto político, continuar exercendo forte influência no comando do Partido Liberal local. A coexistência de forças antagônicas no mesmo diretório inviabilizou a convivência pacífica, transformando o ambiente partidário interno em um obstáculo permanente para a consolidação da autoridade política da prefeita.

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O anúncio público da nova filiação partidária dependerá da consolidação dos acordos formais de liderança que vêm sendo firmados com os novos aliados estratégicos. A confirmação oficial será feita assim que estiverem asseguradas as garantias de espaço e representatividade no novo partido, elemento considerado indispensável para o fortalecimento do grupo político que sustenta a atual administração municipal.

As projeções e apostas feitas por analistas do meio político local dão como praticamente certa a efetivação dessa transferência partidária nas instâncias competentes. A convergência de opiniões entre os especialistas reforça a percepção de que o isolamento interno no Partido Liberal tornou a permanência da prefeita insustentável, convertendo a mudança de legenda em uma etapa inevitável para a sobrevivência política do seu mandato.

Por fim, a iminente filiação de Flávia Moretti a outra legenda da direita visa redefinir o equilíbrio de forças na política várzea-grandense e consolidar sua autonomia de gestão. Com essa manobra, a gestora busca afastar as interferências de opositores internos, assegurar a governabilidade até o término do seu mandato e estruturar uma base partidária coesa para os futuros pleitos eleitorais do município.

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