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BANDEIRA PRINCIPAL NAS ELEIÇÕES

Eleições 2026: Segurança Pública como tema central

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Então passou o Natal, as luzes foram apagadas. A data ficou para trás. Mas o legado do Natal permanece, e todo mundo foi trabalhar nesta sexta-feira, parecendo que estava de ressaca e, no desespero os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda resolveram descansar, não só o corpo, mas também a cabeça.

Natal? Bom…, passei no lugar mais confortável e democrático da casa: minha cama. Enquanto uns enfrentam fila na ceia e outros discutem política, eu estava em paz com meu prato de lasanha e controle remoto.

Bom…, e foi nesse meio tempo, entre festas e comidas, que um monte de coisas aconteceram e caso você esteja perdido nos acontecimentos, pega o seu café e o pão de queijo, porque ao que tudo indica que a Segurança Pública será a principal bandeira de alguns de nossos políticos para 2026.

Sim claro, o ano que vem independentemente do clima entre o cacique do União Brasil (UB), o governador Mauro Mendes e o hoje soldado da sigla, o Senador Jayme Campos, que para alguns do União Brasil, ele esta se rebelando,  tema da Segurança Pública é crucial devido a escalada do crime organizado, feminicídios, e políticos, como o governador Mauro Mendes, veem a necessidade de uma resposta forte para a eleição deste próximo ano.

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Em resumo caro leitores do Blog do Valdemir, a Segurança Pública é uma pauta forte e divisível que será central no pleito eleitoral 2026.

Já há alguns meses…

Que as pesquisas mostram e entremostraram a escalada da violência é a principal preocupação dos mato-grossenses, e seu combate será decisivo.

O último levantamento da Atlas Intel sobre o tema (17 de dezembro 2025), mostrou que o setor recebeu a terceira melhor avaliação do país. Mais da metade dos mato-grossenses (55%), classificou os serviços como ótimo ou bom.

A Segurança Pública foi o setor mais enfatizado pelo ao longo dos anos, com foco no Programa Tolerância Zero, contra o crime organizado.

Com o privilégio do retrospecto, é possível projetar o ânimo dos eleitores nas cabines de votação, e como vão encarar o projeto de cada candidato para a segurança pública.

Somente no ano de 2025, a Polícia Civil, do meu “QUERIDO”, “LINDO” e MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, e também da Terra de Rondon deflagrou 553 operações, de janeiro até o dia 15 de dezembro, a Polícia Civil levou a prisão 8,6 mil infratores por cumprimento de mandados judiciais e lavrou mais de 26 mil flagrantes.

Apesar dos acertos do governo Mauro Mendes nos últimos anos, a violência não se dá por vencida facilmente.

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Porém…, quando há patrulhamento, presença do Estado, existe um recuo, mesmo que não deixe de existir.

Entretanto, contudo, todavia, é necessária ação constante. Não basta ter feito prisões, ter feito um Projeto de Lei; é preciso estar fazendo algo agora, de imediato com resultado já.

Mato Grosso tem o que mostrar que de 2018 a 2025, acontecerão reduções consecutivas de taxas de homicídios. Não é apenas uma vitória, são ocasiões em que o Estado cumpriu a meta.

E por falar em segurança…

O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral e corregedor (TER/MT), desembargador Marcos Machado, disse que o principal desafio da Justiça Eleitoral em 2026 será impedir o avanço de facções criminosas no pleito eleitoral.

E segundo o desembargador, Marcos Machado, a Justiça mato-grossense já sabe de casos em que bandidos planejam se infiltrar na política.

Primeiro, identificar quem são os candidatos que estão sendo apoiados por esses grupos, que não são um só, em todo Mato Grosso. Fazer uma atuação permanente de investigação. E isso já está acontecendo e, no momento certo, preterir candidaturas que vão influenciar resultados eleitorais. Esse trabalho tem que ser contínuo, célere, pontuou o vice-presidente do TRE/MT.

Segue o fluxo!

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Política

Palanque de Wellington Fagundes “AVERMELHOU”

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A articulação política com vistas ao pleito de 2026 no Estado de Mato Grosso deflagrou uma profunda reorganização nas bases partidárias locais, unindo lideranças historicamente opostas em um mesmo palanque. O movimento central orbita em torno da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo do Estado, cuja base de sustentação passou a abrigar, direta e indiretamente, figuras proeminentes do cenário político estadual e nacional. Entre os articulações de destaque, constam o apoio do senador Jayme Campos (UB) e a aproximação tática do senador Carlos Fávaro (PSD), e aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidando um arranjo político caracterizado pela pluralidade ideológica.

O epicentro do rearranjo partidário consolidou-se após o senador Jayme Campos romper estrategicamente com o grupo político de Mauro Mendes (UB). A cisão ocorreu após o parlamentar ser preterido por sua própria agremiação na disputa pela indicação ao governo estadual. Diante do impasse interno, a liderança de Várzea Grande declarou apoio formal à postulação de Wellington Fagundes, assumindo o papel de ponte interlocutora para atrair o grupo político de Carlos Fávaro para a mesma esfera de convergência eleitoral, alterando o equilíbrio das forças políticas regionais.

A reaproximação entre os grupos políticos ocorreu no âmbito do território mato-grossense, desdobrando-se em reuniões partidárias, articulações de bastidores e atos públicos nos principais colégios eleitorais do estado, com especial relevância para Cuiabá e Várzea Grande. O alinhamento progressivo ganhou visibilidade pública a partir das movimentações conjuntas e das declarações de lideranças estratégicas durante encontros institucionais de correligionários, definindo a geografia eleitoral que delimita os palanques das próximas eleições estaduais.

As motivações subjacentes a essa engenharia política fundamentam-se na busca por hegemonia eleitoral e na neutralização de adversários comuns dentro do próprio espectro partidário. A preservação da candidatura de Carlos Fávaro à reeleição pelo Senado, ainda que realizada de forma discreta por setores da coligação, visa enfraquecer concorrentes diretos, como o deputado federal José Medeiros (PL) e o próprio Mauro Mendes (UB), candidato a uma das vagas ao Senado Federal.

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Paralelamente, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) também busca consolidar sua viabilidade ao Senado Federal construindo pontes transversais que transcendem as barreiras ideológicas tradicionais.

O desenrolar decisivo dessa convergência manifestou-se quando a deputada Janaína Riva declarou publicamente a intenção de compor uma chapa dobrada com o senador Carlos Fávaro rumo ao Congresso Nacional. A confirmação do alinhamento ocorreu durante uma reunião partidária promovida pelo deputado federal Emanuelzinho Pinheiro (PSD), vice-líder do governo federal na Câmara dos Deputados.

O respaldo público manifestado por Janaína Riva aos dois quadros do PSD formalizou a intersecção pragmática entre o MDB e setores alinhados à administração federal, expondo a complexidade das alianças regionais.

A reação do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs as fraturas internas provocadas pela composição heterogênea do palanque oposicionista. Por meio de manifestações públicas e redes sociais, o gestor municipal criticou enfaticamente a aliança do Partido Liberal (PL) com o MDB, argumentando que a proximidade com nomes ligados ao governo federal descaracteriza o projeto político da direita conservadora no estado.

Brunini reiterou que a presença de quadros governistas e o apoio explícito a vice-líderes do Executivo Nacional configuram uma contradição ideológica perante o eleitorado conservador mato-grossense.

As engrenagens dessa complexa aliança eleitoral funcionam por meio de concessões mútuas e composições proporcionais que visam maximizar o tempo de propaganda rádio e televisiva, além de capilaridade regional. Enquanto a candidatura majoritária ao governo busca unificar o eleitorado sob uma bandeira de oposição à atual gestão estadual, as candidaturas ao Senado operam de forma autônoma para captar votos em nichos diversos. Essa dinâmica permite coexistir, no mesmo espaço político, projetos de poder que divergem substancialmente quanto às diretrizes econômicas e sociais no plano federal.

E aí está a ironia do roteiro.

Wellington Fagundes, o Lanterna Verde, o Homem da Camisa Verde, também identificado por setores da direita como Senador Melancia, Verde por fora e vermelho por dentro, terá que administrar um palanque no qual o VERMELHO já não parece estar escondido debaixo do palanque.

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As consequências imediatas do arranjo refletem-se no tensionamento das instâncias partidárias locais e no silêncio seletivo do comando estadual do PL diante das composições regionais.

Enquanto a presidente estadual do partido, Ananias Filho, direciona severas críticas aos prefeitos liberais que declararam apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), constata-se a ausência de penalizações ou manifestações oficiais a respeito da presença de lideranças alinhadas ao governo federal na base de Wellington Fagundes, sinalizando uma tolerância tática em prol da viabilidade eleitoral.

O cenário consolidado projeta desafios complexos para a gestão da imagem pública de Wellington Fagundes junto à sua base eleitoral de origem. Historicamente associado ao centro pragmático, o parlamentar enfrenta questionamentos de setores ortodoxos da direita, que utilizam a presença de elementos progressistas na coligação para contestar sua coerência doutrinária.

A necessidade de administrar um palanque de composição ideológica mista exigirá do candidato um contínuo exercício de equilíbrio político para reter o eleitorado conservador sem repelir os apoios estratégicos vindos do centro e da centro-esquerda.

Por fim, o panorama atual evidencia que o pragmatismo político em Mato Grosso sobrepôs-se às polarizações nacionais, redefinindo os contornos da disputa de 2026. A aliança que reúne sob o mesmo teto político o PL, o MDB, o PSD e alas do União Brasil (UB) demonstra que a busca pelo “Poder Estadual” suplantou divisões partidárias rígidas.

O sucesso dessa empreitada dependerá da capacidade dos articuladores em convencer o eleitorado de que a heterogeneidade da coligação representa amplitude governamental, e não incoerência ideológica, na construção do futuro político do estado.

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