Política
Eduardo Paes declara apoio e confirma presença em Cuiabá
O prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PMDB) declarou apoio político aos trabalhos da Frente Parlamentar em prol da Retomada e Conclusão das Obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Cuiabá/Várzea Grande. O peemedebista confirmou presença no ato de instalação, que ocorrerá no dia 11 de dezembro, em Cuiabá.
O coordenador-geral da Frente Parlamentar, o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), esteve em audiência com o prefeito, no seu gabinete, na ultima quinta-feira (19).
Segundo Pinheiro, o objetivo é verificar as peculiaridades do VLT carioca, que tem semelhanças ao da Região Metropolitana de Cuiabá, e buscar respaldo político, técnico, urbanístico, econômico-financeiro e social para subsidiar o movimento pela retomada e conclusão das obras.
Paes elogiou os trabalhos da Frente Parlamentar e aproveitou para discorrer sobre a implantação do VLT carioca, que conta com 85% das obras concluídas. "As pessoas precisam repensar o futuro da cidade. O VLT é um legado em mobilidade e requalificação urbana", disse o prefeito, que destacou a importância do investimento privado, neste caso, a Parceria Público Privada (PPP), na execução das obras.
Pinheiro comenta que a experiência da Cidade Maravilhosa é bastante oportuna para a implantação do VLT na Região Metropolitana de Cuiabá, pois a cidade enfrenta uma onda de investimento na infraestrutura urbana devido os Jogos Olímpicos, previsto para o mês de julho de 2016.
"Estamos bastante honrado com o apoio do prefeito Eduardo Paes e isso mostra que estamos no rumo certo. A parceria estimula ainda mais nossa frente de trabalho. Vamos construir uma ponte Rio-Cuiabá em prol da retomada imediata das obras do VLT. Esse apoio político representa o que há de melhor em termos de moralidade política", afirmou o parlamentar.
Após apresentação do projeto do VLT carioca feito pela equipe técnica, o coordenador-geral, acompanhado do diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano, Alberto Gomes Silva, vistoriaram as instalações do Centro de Operações e Manutenção, localizado na região portuária do Rio de Janeiro.
Em seguida, conferiram o protótipo do modal, na Praça Mauá. O sistema passará pelos primeiros testes neste sábado (21). O deputado Emanuel Pinheiro foi convidado pelo prefeito Eduardo Paes a acompanhar esse grande momento, que irá remodelar a paisagem do Centro Histórico do Rio de Janeiro.
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) carioca é formado pelo Consórcio que conta com a união das empresas – CCR Almeida (também presente no Consórcio de Cuiabá); Odebrecht; RIOPAR e INVEPAR. O valor total é de R$ 1,1 bilhão; sendo R$ 600 milhões da iniciativa privada e R$ 500 milhões da União.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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