QUARENTENA OBRIGATÓRIA
“É preciso reduzir a necessidade de as pessoas saírem de casa em vez de tirar o direito de ir e vir”
O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira (DEM), decretou durante reunião com autoridades do Legislativo, Judiciário e Prefeitos, novas medidas para tentar frear o avanço da Covid-19 no Estado. As novas medidas, que valerão por 15 dias, passaram a ser aplicadas a partir do dia 3.
O novo Decreto do Governo do Estado foi motivado pelo aumento dos casos da Covid-19 em Mato Grosso nas últimas semanas tem resultado, consequentemente, na lotação dos leitos hospitalares.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (04), 258.460 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 5.941 óbitos em decorrência do Coronavírus no Estado.
Foram notificadas 2.748 novas confirmações de casos de Coronavírus no Estado. Dos 258.460 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 9.883 estão em isolamento domiciliar e 241.068 estão recuperados.
O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), e médico sanitarista Lúdio Frank Mendes Cabral, reforçou, mais uma vez, a necessidade de decretar quarentena obrigatória em todo o território de Mato Grosso, com restrição de funcionamento das atividades não essenciais, por pelo menos 14 dias, para reduzir as taxas de transmissão da Covid-19.
O parlamentar estadual argumentou que o toque de recolher decretado pelo governador nesta semana é insuficiente e inapropriado para conter a transmissão do Coronavírus.
“O governador de Mato Grosso precisa, imediatamente, converter esse decreto de toque de recolher em um decreto de quarentena, por algumas razões. Primeiro: o vírus não circula só à noite, o vírus circula 24 horas por dia e é exatamente durante o dia que a população circula mais. Então o efeito do toque de recolher é muito pequeno. Segundo: toque de recolher tem um ranço autoritário, porque proíbe as pessoas de circularem em determinados horários. O direito de ir e vir tem que ser preservado. Além disso, o toque de recolher tem o efeito colateral de gerar aglomerações nos serviços essenciais, como aconteceu nesta semana em supermercados“, afirmou Lúdio.
Para frear a Pandemia, o deputado Lúdio Cabral explicou que é necessário decretar uma quarentena que suspenda as atividades não essenciais e que permita que as atividades essenciais funcionem sem restrição de horário, para evitar aglomerações.
Ele observou que a quarentena vai permitir que as pessoas que não trabalham nos serviços essenciais fiquem em casa, diferente do toque de recolher, que proíbe as pessoas de saírem às ruas em determinados horários.
“Uma quarentena planejada e organizada vai reduzir a necessidade de as pessoas circularem. As atividades econômicas não essenciais precisam ser paralisadas, para que as pessoas tenham o direito de ficar em casa e se proteger do contágio. Para que elas não precisem entrar no ônibus, aglomerar, se expor, ficar em ambiente fechado, sem ventilação, expostas ao risco de adoecer. É o direito das pessoas não circularem que precisa ser assegurado por meio de uma quarentena“, explicou Lúdio.
A recomendação de quarentena foi feita por Lúdio ao governador em ofício no dia 21 de janeiro, quando Mato Grosso chegou a um platô elevado da segunda onda da Pandemia, e reforçada no dia 26 de fevereiro.
O petista vem monitorando a evolução da Pandemia de Covid-19 em Mato Grosso e fazendo projeções da tendência da curva epidêmica desde março de 2020, e alertou o governador por diversas sobre as medidas que deveriam ser tomadas.
Em janeiro, o deputado estadual Lúdio Cabral detectou a necessidade de quarentena, em função do alto número de casos novos e de óbitos, a possibilidades de variantes mais contagiosas do Coronavírus circulando no estado e a lentidão na vacinação.
“Quarentena já, 24 horas por dia, com suspensão de atividades econômicas e serviços públicos não essenciais, para que as pessoas tenham o direito de ficar em casa e se proteger, preservado o direito de ir e vir. E os serviços essenciais têm que funcionar sem restrição de horário. O que não pode é ter aglomeração de forma alguma. É essa reivindicação que venho fazendo desde 21 de janeiro, quando os indicadores epidemiológicos da pandemia já desenhavam o quadro de colapso que estamos vivendo hoje“, afirmou Lúdio.
Política
Blairo Maggi declara apoio a Flávio Bolsonaro e marca mudança em relação à eleição de 2022
O empresário e produtor rural Blairo Maggi, uma das figuras mais influentes do Agronegócio brasileiro, anunciou que votará em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante o governo de Michel Temer, o líder do setor produtivo tornou pública sua decisão em uma conversa gravada em vídeo com integrantes de um grupo de discussão.
A declaração ganhou repercussão nacional em razão da relevância política e econômica de Blairo Maggi, reconhecido como uma das principais lideranças do Agronegócio no país. Sua posição costuma ser acompanhada com atenção por produtores, empresários e representantes de diversos segmentos ligados à economia rural.
O anúncio ocorreu durante uma conversa informal registrada em vídeo. Na gravação, Blairo Maggi abordou inicialmente a diversidade de opiniões existentes entre os participantes do grupo, destacando que diferentes visões políticas, econômicas e sociais convivem no mesmo ambiente de debate.
Antes de revelar sua decisão, o ex-governador adotou um tom descontraído e fez suspense sobre sua escolha eleitoral. Em determinado momento, afirmou aos presentes:
“Eu até dia 25 vou decidir meu voto, tá certo?”, provocando expectativa entre os participantes da conversa.
Na sequência, após pedir calma aos integrantes do grupo, o empresário revelou sua definição de maneira direta.
“E ele vai ser pro Flávio. Um abraço”, declarou, encerrando o breve pronunciamento e confirmando o apoio ao candidato do Partido Liberal no segundo turno da disputa presidencial.
A manifestação chama atenção principalmente pela mudança de posicionamento político em comparação ao pleito anterior.
Em 2022, Blairo Maggi apoiou o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), postura que, à época, teve ampla repercussão entre representantes do Agronegócio e do setor empresarial.
Agora, ao anunciar voto em Flávio Bolsonaro, o empresário Blairo Maggi demonstra uma alteração relevante em sua preferência eleitoral. A mudança ocorre em um momento de intensa mobilização política, no qual lideranças empresariais e representantes do setor produtivo buscam influenciar o debate público e as discussões sobre os rumos da economia nacional.
A decisão também reflete a importância que temas ligados ao Agronegócio, à política econômica, à segurança jurídica e à competitividade do setor possuem no cenário eleitoral. Historicamente, tais questões exercem forte peso nas avaliações feitas por produtores rurais e agentes econômicos ligados à cadeia produtiva do campo.
Embora o anúncio tenha sido feito em tom informal, a declaração possui potencial impacto político, especialmente em Mato Grosso, estado que ocupa posição de destaque na produção Agropecuária brasileira e onde Blairo Maggi construiu grande parte de sua trajetória empresarial e pública.
Com a confirmação do apoio a Flávio Bolsonaro, Blairo Maggi volta a ocupar espaço no debate político nacional e reforça a relevância das manifestações de lideranças do Agronegócio durante o processo eleitoral. Seu posicionamento acrescenta um novo elemento à disputa de segundo turno e evidencia as movimentações políticas em curso entre representantes de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira.
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