TUDO MUDA NO TABULEIRO POLÍTICO

Se cuida Mauro: as peças se moveram e a sua base esvaziou

Publicados

em

O jogo está sendo jogado. As peças se moveram no tabuleiro. É preciso sabedoria, disposição de diálogo e políticos que queiram cumprir um papel relevante na superação da crise que vivemos.

As revelações vão acontecendo sem que os deputados da base do governador Mauro Mendes Ferreira (DEM), de ocasião, parlamentares liberais que só é posição, quando seus interesses são ameaçados, manifestem-se.

E nos últimos dias, as peças do jogo vêm ganhando contornos no qual terá impacto nas Eleições de 2022, em especial sobre as mudanças que se produzirão no tabuleiro para o Palácio Paiaguas. Tais avaliações são bastante díspares, transitando desde a projeção de alguns deputados, vislumbrando até leituras mais otimistas: um reposicionamento das forças políticas após a tragédia do pleito de 2022.

É bom ressaltar que, antes de expor as causas, é importante fazermos uma caracterização do quadro político em que desenvolverá a eleição.

O que o Blog do Valdemir pode afirmar: o secretário Chefe da Casa Civil Mauro Carvalho Júnior, terá a missão de sentar com os políticos de Mato Grosso, principalmente com os deputados descontentes, para tentar a governabilidade. Os aliados José Eduardo Botelho, que faz parte do mesmo partido do governador Mauro Mendes, o Partido Democrata (DEM), e Janaína Greyce Riva do MDB, já estão mostrando o jogo.

Recentemente, em entrevista ao jornal da CBN Cuiabá, a parlamentar estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Janaína Greyce Riva mostrou estar insatisfeita com algumas atitudes de Mauro Mendes e reclamou da falta de diálogo do chefe do Executivo Estadual com os deputados.

Riva que compõe a base do Governo do Estado na Casa de Leis por sua vez, disse que achava que Mendes seria diferente da administração do ex-governador tucano José Pedro Taques e aberto ao diálogo, o que segundo a parlamentar estadual, não tem acontecido, e que hipotecou apoio a Mendes achando que ele faria uma administração diferente a de Taques. 

Quando eu passei a fazer parte da base do governador Mauro Mendes, achava que o governo tivesse uma postura diferente do que teve o governo do Pedro Taques. E em muitas coisas agora eu vejo que é muito parecido, principalmente nessa situação de não ouvir a sua base na Assembleia, e isso faz a gente perder a paciência com essas atitudes dele (Mendes)”.

A emedebista também disse que o descontentamento com a postura do Governo do Estado vem tomando também é compartilhado com outros deputados estaduais da Casa de Leis, e citou como exemplo o deputado estadual José Eduardo Botelho, pertencente da mesma sigla partidária de Mauro Mendes, o DEM.

Mas, o que vem acontecendo, faz parte da democracia e, sempre aconteceu na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). Se aproximando das Eleições de 2022, os nossos nobres deputados buscam “algo” para mudar o discurso e criticam até quem está ao seu lado. Nos dois primeiros anos de administração fazem parte da base aliada, no terceiro começa a mostrar descontentamento e parte para a sua campanha política eleitoral, visando o próximo pleito.

Vamos analisar: o ano de 2019 e 2020 foi tudo de bom para todos os segmentos da sociedade, já que a grande maioria dos políticos não rompeu com o Governo do Estado. O que aconteceu em 2021 para a gritaria começar no Legislativo mato-grossense? É somente por causa do Decreto do feriadão?

Quando Mauro Mendes assumiu o Governo do Estado, o núcleo “Duro do Paiaguas” faziam as contas e comemoravam. Mauro teria ampla maioria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para aprovar as reformas administrativas e outros projetos indispensáveis. Os deputados eleitos tinham a bancada dos médicos, dos empresários, do agronegócio, dos sindicalistas, dos convictos da direita e demais agregados.

Uma base que teria entre 16 a 20 parlamentares para aprovar as reformas, era só amarrar bem essa turma, dialogando e construindo uma base sólida, dentro dos padrões da Democracia.

Parecia simples, mas o Governo do Estado implodiu essa base por vários motivos, entre os quais: falta de diálogo e eleição 2022.

Não se trata somente em oferecer secretarias ou cargos, pois os deputados já se alinhavam politicamente.

Bastaria o governador Mauro Mendes ter chamado os líderes das bancadas, por sinal conhecidíssimo do “Núcleo Duro”, e negociado os projetos que desejariam de ver aprovados. É evidente que a reforma administrativa seria quase consenso. Quanto aos projetos mais ideológicos, como o “Decreto do Feriadão”, o governador do Partido Democrata precisaria conversar com cada deputado estadual individualmente e mostrar o benefício do Decreto.

E após estes deslizes, Mauro Mendes conseguiu dinamitar todas as pontes, como reação, Botelho, Janaína e mais 6 deputados ressuscitam o “Bloco Independente”. Esses deputados são essenciais para aprovar e rejeitar qualquer Projeto que venha das bandas do Palácio Paiaguas. Ou seja, Mauro Mendes destruiu sua base e não construiu nada no seu lugar. Será que Mauro pensa em governar sem base alguma na Assembleia Legislativa? Se for esse o propósito, teremos fortes emoções até o final do governo Mendes.

O bloco independente “Resistência Democrática” é liderado por Allan Kardec Pinto Acosta Benitez (PDT) e tem João Carlos Bacelar Batista, o João Batista do Sindspen do Pros na vice-liderança. Claudinei de Souza Lopes, o Delegado Claudinei (PSL), Janaína Greyce Riva (MDB), Lúdio Frank Mendes Cabral (PT) e Valdir Mendes Barranco (PT) como membros.

O bloco “Unidos”, também de perfil “Independente” na Casa de Leis, está sob a liderança de José Eugênio de Paiva, o Dr. Eugênio (PSB) e tem Valmir Luiz Moretto (Republicanos) como vice-líder. Seus membros são Faissal Jorge Calil Filho (PV), Max Joel Russi (PSB) e Elizeu Francisco do Nascimento (DC).

Nota da redação

Vamos caminhar para um primeiro semestre de desemprego, Pandemia da Covid-19 crescente sem a vacinação, sem alimentação. 9 cenário é de crise social e política. A política em Mato Grosso só agrava, não há sinais de políticas de crescimento, emprego e renda, simplesmente as “medidas” como se elas trouxessem comida barata, emprego e paz a população mato-grossense.

O que preocupa é a rendição para nossa elite, a dependência interna, a cegueira frente a defesa de privilegiados. O que preocupa é a nossa incapacidades política de enxergar a realidade que nos impõe as forças democráticas.

Mauro Mendes, a partir de julho de 2021, o seu governo terá apoio da minoria dos deputados na Assembleia Legislativa. Faz parte do jogo político e, sempre aconteceu neste querido Mato Grosso, é só dar uma olhada no passado. Tudo muda, só não muda o Tabuleiro Político.

Adolfo Suarez, que já foi primeiro-ministro espanhol nos anos de 1976 -1981 disse:

A democracia é um método de seleção de governantes, através do voto popular, por isso o futuro nunca está escrito, porque só o povo pode escrevê-lo”. 

O alicerce da Democracia é mesmo um mercado livre, onde várias forças políticas competem entre si e produzem resultado temporário para preenchimento dos cargos e os perdedores não desistem do direito de participar das próximas e próximas eleições.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Sefaz realiza consulta pública para elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022
Propaganda

Política

Lúdio faz representação ao MPF para garantir vacinação contra Covid-19 de indígenas

Publicados

em

O deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral fez, uma representação ao procurador da República Gustavo Nogami para que o Ministério Público Federal (MPF) tome medidas administrativas e judiciais para garantir a vacinação contra Covid-19 dos 28.758 indígenas que vivem em territórios indígenas em Mato Grosso.

Apesar desse grupo fazer parte da fase 1 de vacinação e todas as doses terem sido enviadas ao estado na primeira remessa, apenas 59,5% dos indígenas receberam a 1ª dose (17.116 pessoas) e 39,3% receberam a 2ª dose (11.291 pessoas).

O levantamento foi feito por Lúdio Cabral, que é médico sanitarista, com base nas resoluções da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), comparadas com o painel de vacinação do Ministério da Saúde. Ele destacou ainda que a imunidade contra a Covid-19 só é completa 14 dias após a aplicação da dose de vacina, de modo que o baixo índice de vacinação coloca essas populações em risco.

Isso é inadmissível, considerando que os indígenas fazem parte do grupo prioritário de vacinação, e a entrega das doses destinadas a esse público ocorreu há três meses, em 19 de janeiro. Os indígenas têm prioridade na vacinação por terem imunidade mais baixa a infecções e epidemias que outras populações. Por isso, é tão preocupante a vacinação não ter sido concluída, o que deixa esses povos expostos à Covid-19“, afirmou Lúdio, que já atuou como médico em aldeias em Mato Grosso.

Na representação, o parlamentar do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Cabral, solicitou que o MPF investigue as razões pelas quais a cobertura vacinal alcançada é de apenas 59,5% na 1ª dose e de 39,3% na 2ª dose, já que 100% das doses necessárias para vacinar os indígenas que residem em terras indígenas de Mato Grosso foram recebidas pelo estado em janeiro de 2021, bem como identificar o que houve com as doses que ainda não foram aplicadas. Lúdio recomenda que o Estado de Mato Grosso demonstre com documentos como essas vacinas foram distribuídas aos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Lúdio requereu também que o MPF acione a União, por intermédio do DSEI, vinculado à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), órgão do Ministério da Saúde, para que providencie a regular, imediata e integral vacinação dos indígenas de Mato Grosso.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Jajah Neves tem o apoio de Taques para compor com Lucimar na eleição em Várzea Grande
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA