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RETRATO DO MOMENTO DA PESQUISA

Cruzamentos da AtlasIntel revelam diferenças no perfil do eleitorado na disputa pelo Governo de Mato Grosso

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Os cruzamentos da pesquisa AtlasIntel sobre a disputa pelo Governo de Mato Grosso revelam diferenças expressivas nas intenções de voto conforme a identificação política declarada pelos entrevistados. O levantamento, realizado entre 4 e 9 de setembro de 2026, ouviu 1.209 eleitores em todo o Estado e permite observar como diferentes segmentos do eleitorado se distribuem entre os candidatos. Os resultados representam um retrato do momento em que a pesquisa foi realizada, e não uma projeção do resultado eleitoral.

Entre os entrevistados que se identificam como bolsonaristas, Wellington Fagundes (PL) aparece com 57,9% das intenções de voto, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) registra 33%. Sargento Laudicério (Agir) alcança 1,5%, e os demais nomes testados não pontuam nesse recorte. O resultado apresenta uma distribuição diferente quando a referência utilizada deixa de ser a identificação política atual e passa a considerar o voto declarado no segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Entre os eleitores que afirmam ter votado em Jair Bolsonaro naquele segundo turno, Wellington Fagundes registra 46% das intenções de voto, enquanto Otaviano Pivetta aparece com 40,4%. A diferença entre os dois recortes mostra que identificação política declarada e comportamento eleitoral informado sobre uma eleição anterior não constituem categorias equivalentes. Por isso, os percentuais devem ser lidos como respostas obtidas a partir de perguntas e critérios distintos dentro do levantamento.

No segmento formado por entrevistados que se declaram petistas, Natasha Slhessarenko (PSD) concentra 93,3% das intenções de voto. Otaviano Pivetta soma 2,5%, Wellington Fagundes registra 1,8%, enquanto 1,9% indicam voto branco ou nulo e 0,4% não souberam responder. Entre os eleitores que afirmam ter votado em Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022, porém, Natasha aparece com 67%, Wellington com 15,7% e Pivetta com 11%, evidenciando novamente uma diferença entre os critérios de classificação.

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Entre os entrevistados que se identificam como antipetistas, Otaviano Pivetta aparece com 47,1%, seguido por Wellington Fagundes, com 39%. Rafaell Milas (Missão) registra 2,6%, enquanto Natasha Slhessarenko alcança 0,4%. Nesse grupo, 7,1% afirmam preferência por branco ou nulo e 3,4% ainda não definiram a intenção de voto. O recorte apresenta, portanto, uma distribuição diferente daquela observada entre os eleitores que se identificam com o petismo ou com o bolsonarismo.

A pesquisa também considera o grupo formado por eleitores que se definem simultaneamente como antipetistas e antibolsonaristas. Nesse segmento, Pivetta registra 44,9%, Rafaell Milas alcança 26,5%, Wellington aparece com 14,9% e Natasha soma 9,1%.

Brancos e nulos representam 0,6%, enquanto 4% não souberam responder. Já entre os que se identificam exclusivamente como antibolsonaristas, Natasha registra 52,7%, Wellington chega a 39% e Pivetta soma 4,1%.

O levantamento apresenta ainda o comportamento dos eleitores que se identificam como independentes, grupo no qual a distribuição das preferências aparece mais fragmentada. Natasha registra 33,7%, Pivetta alcança 30,5% e Wellington soma 18,9%. Rafaell Milas aparece com 6,2%, enquanto Maurício Coelho (Mobiliza) registra 7,1%. Brancos e nulos representam 0,2%, e 3,4% dos entrevistados não souberam informar a preferência.

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Os cruzamentos permitem observar, portanto, que os percentuais variam de acordo com a forma utilizada para classificar os entrevistados. A identificação como bolsonarista, petista, antipetista, antibolsonarista ou independente produz distribuições distintas, assim como ocorre quando a análise considera o candidato escolhido no segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Esses recortes não devem ser confundidos com o resultado geral da pesquisa, que também avaliou a intenção de voto para o primeiro turno em todo o conjunto da amostra.

A pesquisa AtlasIntel foi realizada com 1.209 entrevistados em Mato Grosso entre 4 e 9 de setembro de 2026. O levantamento possui margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números MT-02766/2026 e BR-08540/2026.

A pesquisa também testou cenários de segundo turno, nos quais Wellington Fagundes aparece com 40,4% contra 36,9% de Pivetta; em outro cenário, Fagundes registra 50,9% contra 28,9% de Natasha, enquanto Pivetta marca 49,3% contra 30,7% da candidata do PSD.

A margem de erro divulgada pelo instituto corresponde à amostra total, e não necessariamente a cada um dos subgrupos analisados nos cruzamentos. Como os recortes ideológicos representam parcelas menores da amostra, diferenças reduzidas entre percentuais devem ser interpretadas com cautela. Os dados, dessa forma, descrevem as respostas dos entrevistados nos períodos e critérios estabelecidos pela pesquisa, sem permitir que os cruzamentos sejam tratados isoladamente como previsão do resultado das urnas.

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Política

“Impasse Jurídico” e “Articulação Política” definem a sucessão no “Poder Legislativo Cuiabano”

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A disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Cuiabá ingressa em uma fase decisiva caracterizada pela manutenção da candidatura da atual gestora sob condição sub judice, paralelamente à intensificação de articulações políticas para a consolidação de apoio parlamentar.

A vereadora Paula Calil, filiada ao Partido Liberal (PL) e atual presidente do Parlamento Municipal Cuiabano, figura no centro do processo eleitoral como a candidata sustentada por seu grupo político para assegurar a permanência na liderança da Casa de Leis.

A deliberação definitiva dos parlamentares está agendada para o dia 6 de outubro, data em que ocorrerá a votação oficial para a composição e eleição dos membros da Mesa Diretora para o próximo período regimental.

O pleito realiza-se na sede do Poder Legislativo Cuiabano, em Mato Grosso, ambiente no qual o cenário eleitoral é diretamente influenciado pelos desdobramentos de decisões tomadas no âmbito do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT).

A condução do processo eleitoral desenvolve-se mediante uma estratégia dupla, na qual os defensores da candidatura impetram recursos judiciais sucessivos contra interpretações regimentais desfavoráveis, enquanto lideranças governistas efetuam negociações diretas no plenário.

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A instauração do contencioso judicial decorre do entendimento reiterado pelo Tribunal de Justiça Estadual que limita a recondução imediata da parlamentar ao cargo, exigindo a busca contínua por medidas liminares que garantam a validade do registro do seu nome na disputa.

No âmbito estritamente numérico, a base de sustentação contabiliza atualmente 13 votos declarados e busca ativamente a adesão do 14º vereador, quantitativo apontado pelo vereador Kássio Coelho como suficiente para consolidar a maioria absoluta necessária no pleito.

A estratégia final de convencimento e mobilização parlamentar efetiva-se através de um plano confidencial estruturado e apresentado pelo próprio parlamentar Kássio Coelho, com a anuência da presidência da Casa de Leis e a articulação do Prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, Abilio Brunini.

A consolidação do nome da parlamentar na urnas permanece estritamente condicionada à obtenção de sustentação jurídica tempestiva, cabendo exclusivamente à própria vereadora a decisão pessoal de manter a postulação ou anunciar eventual desistência caso os recursos sejam indeferidos.

O desfecho do pleito encaminha-se para semanas de intensa polarização, nas quais o desfecho das ações no Poder Judiciário ditará a viabilidade formal da chapa, enquanto o grupo governista busca assegurar a maioria necessária para chancelar o resultado no plenário.

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