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ATITUDE ANTIDEMOCRÁTICA

Deputados de oposição protocolaram na PGR o pedido de prisão do general Dias

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Marco Edson Gonçalves Dias, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que pediu demissão do cargo nesta última quarta-feira (19), era general da reserva do Exército e homem de confiança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele já havia atuado ao lado do petista nos outros dois mandatos presidenciais, sendo responsável pela segurança do Chefe do Executivo.

Marco Edson Gonçalves Dias, conhecido como G.Dias, pediu exoneração após serem divulgadas, pela CNN Brasil, imagens de câmeras de segurança do Palácio do Planalto, do dia 8 de janeiro, em que ele e outros funcionários do GSI aparecem interagindo e orientando golpistas que invadiram o prédio, resultando em graves atos de depredação.

Como ministro-chefe do GSI, Marco Edson Gonçalves Dias era o responsável por orientar o serviço de inteligência de segurança do presidente da República. Além disso, o órgão monitora riscos institucionais e tem Agência Brasileira de Inteligência (Abin) vinculada à pasta.

Aliados de Lula aconselharam demissão

Após a divulgação das imagens do dia 8 de janeiro, para decidir o futuro do GSI. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se reuniu com aliados, e foi aconselhado a demitir Gonçalves Dias. Então o ex-ministro se adiantou e pediu para deixar o cargo.

Nas imagens, que motivaram a exoneração, é possível ver G.Dias interagindo e orientando os criminosos. Às 16h29 do dia 8 de janeiro, duas câmeras registraram Gonçalves Dias durante ataques de invasores no Palácio do Planalto.

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Em nota, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), afirmou que vai apurar a conduta dos envolvidos. O órgão também afirmou que a ação dos agentes foi uma estratégia para a evacuação dos prédios invadidos pelos extremistas. Segundo o comunicado, o caso já é investigado internamente para verificar qualquer irregularidade.

Parlamentares de oposição protocolaram na PGR o pedido de prisão do general Dias

O deputado federal pelo Partido Liberal (PL), José Antonio Medeiros, juntamente com alguns parlamentares de oposição, pediu a prisão do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), general Marco Gonçalves Dias.

Além da prisão, os deputados de oposição também solicitaram a quebra do sigilo telefônico e telemático (mensagens) do general. Gonçalves Dias é próximo de Lula e atuou nas gestões anteriores do PT.

Assinada por mais de 30 deputados federais, a notícia-crime contra o general Marco Gonçalves Dias foi enviada à Procuradoria Geral da República (PGR) nesta quinta-feira (20). Nela, os parlamentares acusam o ex-ministro de omissão imprópria, por não ter tentado impedir a invasão ao Palácio do Planalto no ato de 8 de janeiro deste ano.

As imagens envolvendo o general, que é homem de confiança de Lula, são gravíssimas e precisam ser investigadas. Muitas pessoas inocentes foram presas enquanto os possíveis culpados pelo vandalismo em Brasília estão soltos. A Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI), que vai investigar os atos de 8 de janeiro, e a Justiça vão mostrar quem eram os infiltrados e a mando de quem eles agiram. Tentaram macular a direita ao criminalizar manifestações democráticas de brasileiros que estavam defendendo a liberdade e seu país. Agora, a verdade está vindo à tona“, disse Medeiros, que é um dos principais nomes da oposição ao PT no Congresso Nacional.

O ex-ministro Marco Gonçalves Dias pediu demissão depois da divulgação de imagens do ex-ministro dentro do Palácio do Planalto durante as invasões do dia 8 de janeiro.

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Além de Medeiros, assinaram o documento pedindo a prisão do general os deputados do PL, PSD, Novo, PP, MDB e PSDB.

São eles;

Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Marcelo Henrique Teixeira Dias, Álvaro Antonio, Coronel Meira, Carlos Jordy, Caroline de Toni, Gilberto Gomes da Silva , Gilvan da Federal, Evair Vieira de Melo , Rodolfo Nogueira, Delegado Caveira, Eder Mauro, Zé Trovão, Lucas Redecker, Capitão Alden, Paulo Bilynskyj, Daniel Costa de Freitas, Marcel Van Hatten, Jaziel Pereira de Sousa, Bibo Nunes, Mario Frias, André Fernandes de Moura, Gustavo Gayer, Geraldo Junio do Amaral, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Mario Palumbo Junior, Leandro de Jesus, Fabio Costa, Bia Kicis, Magno Malta, Sargento Fahur, Maurício Bedin Marcon e Daniela Reinehr.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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