MEGA PRÊMIO DE DEPUTADOS
Deputados da AL terão R$ 365 milhões para irrigar bases de apoio
Concurso da Mega Sena da virada o mais esperado por milhões de brasileiros, tem prêmio estimado em R$ 350 milhões de reais para quem acertas as 6 dezenas. O sorteio acontece no dia 31 de dezembro.
Se houver um único vencedor, o dinheiro poderá render cerca de R$ 1,75 milhão logo no primeiro mês ao ser aplicado na poupança. O cálculo tem como base a taxa Selic. Ela está atualmente definida em 9,25%, com rendimento na poupança de 0,50% mensal + TR. E você já imaginou o que faria se ganhasse uma bolada dessa?
Em Mato Grosso, 24 deputados estaduais vão abocanhar um prêmio de R$ 365 milhões de reais em cinco meses, a vantagem que não será necessário jogar e torcer, porque já garantiram com as “Emendas Impositivas”. Engana-se se disseram que será uma premio da loteria federal. Não é.
As “Emendas Parlamentares Impositivas” são a parte do orçamento público, cuja aplicação é feita pelo Executivo Estadual e indicada por deputados estaduais. Recebem esse nome porque são realizadas por meio de emendas ao Projeto de Lei Orçamentária (PLO), que é votado anualmente pelos parlamentares para o ano seguinte. Assim, cada deputado pode financiar obras ou projetos nos municípios, como a compra de ambulâncias ou a construção de equipamentos públicos ou… Bom, deixa prá lá.

Este é o meu Mato Grosso, terra de Marechal Rondon e milhares na “fila dos ossinhos”. Mas que culpa os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) tem, se existe pessoas passando fome na terra do Agronegócio e da Pecuária, quem mandou Mato Grosso ser hospitaleiro para com eles.
Então vamos segundar e nos indignar, com os privilégios que alguns possuem nas custas dos mato-grossenses.
Não me venham com mi-mi-mi, porque o povo da terra da “fila do ossinho” vai vigiar a emenda parlamentar. Amigos internautas, quer saber para que serve as emendas impositivas?
A emenda impositiva é considerada “positiva”, pois trata-se da partilha do orçamento com “aqueles que nos representa”.
No entanto, devemos reconhecer que, principalmente em ano eleitoral, como o atual, boa parte dos direcionamentos é feita de “forma eleitoreira”, visando a “barganha eleitoral”.
Na prática, a barganha eleitoral funciona como uma moeda de troca entre os parlamentares estaduais do Estado de Mato Grosso e as instituições que são e serão beneficiadas. Através de articulações políticas, os deputados direcionam o dinheiro público para ações que beneficiam determinado setor. Ou seja, o político acaba beneficiando entidades que ele tem uma ligação. É uma forma para ele mostrar para as entidades que ele está apoiando aquela causa.

Vamos dar um exemplo: o editor do Blog do Valdemir milita na causa ambiental. Então ele vai destinar uma emenda para a Associação que cuida dos cachorrinhos.
Aí aquele grupo tem um interesse na manutenção do mandato do nosso editor e não vai medir esforços para o queridinho do Blog do Valdemir permaneça como deputado estadual.
Importante ressaltar que candidatos novos não dispõem dessa “armadura” nas eleições para criar sua base eleitoral forte.
Percebeu que a disputa 2022, guarda um componente diferente na balança?
Isso se deve a Emenda a Constituição 34/19. Com a mudança na Lei de abril 2019, o Governo do Estado agora está obrigado a pagar todas as emendas parlamentares sejam individuais ou de bancadas.
A Emenda Constitucional ampliou o poder dos deputados mato-grossenses sobre o orçamento e deixou o governo com o caixa mais engessado.
Até 2017, o pagamento das emendas coletivas não era obrigatório. O Executivo podia negociar com os deputados os pagamentos. E o desembolso virava uma espécie de condição ao apoio dos deputados a determinados projetos de interesse do Governo do Estado.

Eleitor deve vigiar emenda parlamentar
Em ano que transcorre o pleito eleitoral, a população mato-grossense precisa ser criteriosa para notar até que ponto os parlamentares estão usando as emendas impositivas para levar “vantagem eleitoreira”, com dinheiro público.
Através das emendas impositivas, os parlamentares estaduais direcionam parte do dinheiro do orçamento do Executivo Estadual.
O que vai sobrar para a fila dos ossinhos?
Infelizmente não tenho a resposta, mas de uma coisa a equipe de reportagem do Blog do Valdemir pode afirmar: o Orçamento aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) prevê a destinação de R$ 225,9 milhões em emenda parlamentares, o que dá cerca de R$ 9,4 milhões para cada deputado.
Além do mais, o governador Mauro Mendes Ferreira do Partido Democratas (DEM), assumiu o compromisso de pagar todas as Emendas de 2022 até o mês de maio.
Quer mais? Até o dia 30 de janeiro 2021, o governador do Partido Democratas (DEM), Mauro Mendes Ferreira, vai liquidar todas as emendas impositivas deste ano no valor de R$ 140 milhões. Ou seja, até maio serão R$ 365 milhões para os deputados irrigarem suas bases de apoio.
Política
Palácio Paiaguás: tudo pode acontecer com Janayna Riva e Max Russi
Há um momento em que toda eleição a política deixa de ser especulação e passa a ser realidade institucional.
Esse momento começou, com o período das Convenções Partidárias. Até aqui, nós, do Blog do Valdemir, e os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, acompanhamos meses de articulações, reuniões reservadas, pesquisas eleitorais, construções de narrativas, e movimentos estratégicos. Tudo isso faz parte da pré-campanha eleitoral de 2026. A partir de agora, o jogo muda de natureza.
As Convenções Partidárias, que poderão ser realizada até o dia 5 de agosto, oficializam os candidatos escolhidos pelos partidos e consolidam as primeiras alianças.
É quando a disputa sai dos bastidores para ganhar contornos formais perante o eleitor.
Mas é importante desfazer uma percepção comum: a Convenção Partidária não encerra as negociações políticas. Muito pelo contrário. É justamente após esse momento que muitas das conversas mais importantes acontecem.
A legislação permite que, respeitada a deliberação partidária, determinadas definições sejam concluídas antes do registro das candidaturas, cujo prazo termina em 15 de agosto.

Isso explica por que, mesmo com candidatos homologados, ainda veremos intensas negociações sobre a composição das chapas. E é exatamente aí que entra uma figura que, historicamente, costuma ser subestimada: o candidato a vice.
Durante muito tempo, a escolha do (a) vice era tratado (a) quase como uma formalidade.
Hoje, ela representa uma das decisões mais estratégicas para a campanha do Republicanos, Otaviano Pivetta e o liberal, Senador Wellton Fagundes.
O (a) deixou de ser apenas um substituto eventual do titular para se transformar em instrumento de articulação de alianças, fortalecimento e sinalização ao mercado, aos partidos e ao próprio eleitor.
Após o encerramento das Convenções Partidárias, os partidos terão até 15 de agosto para registrar suas candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, 16 de agosto, começa oficialmente a campanha eleitoral.
A partir daí, a disputa deixa definitivamente os bastidores e passa a ocupar as ruas, as redes sociais e, posteriormente, o horário eleitoral gratuito.
Guia eleitoral
O período de Convenções Partidárias guarda nos bastidores uma guerra particular que será estratégico para as campanhas majoritárias na Terra de Rondon.
Considerado um ativo na corrida às urnas, o guia eleitoral vem sendo tratado como prioridade pelas campanhas do governador Otaviano Pivetta, pré-candidato a reeleição e pelo candidato bolsonarista Wellton Fagundes.
Nas trincheiras, o apoio de partidos políticos é o alvo principal.
Senão venhamos e convenhamos: o cálculo do programa eleitoral tem como base o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.

Segundo a Legislação, 90% do tempo é distribuído principalmente ao número de representante na Câmara dos Deputados e os outros 10% igualmente entre os candidatos dos partidos que superaram a cláusula de barreira.
Com base na representatividade no Legislativo, a Federação União Progressista, formado pelos partidos União Brasil (UB) e Partido Progressista (PP), terá o maior tempo de propaganda. O bloco partidário está na base do governo.
Segundo levantamento dos frequentadores do Boteco da Alameda, a sigla deve ter 2 minutos 28 segundos e 19 centésimos, ou 20,78% do total, do guia.
O tamanho coloca a legenda como fiel da balança na disputa pela exposição midiática, com um peso relevante na base do pré-candidato Repúblicanos.
O analista político Alex Rabelo, avalia que a popularização das redes sociais reduziu o peso da propaganda partidária, mas ponderou que o veículo segue com um peso relevante.
Tudo pode acontecer
A definição do União Brasil na Terra de Rondon pelo apoio a reeleição do governador Otaviano Pivetta, mudou o cenário político e levou a cúpula do MDB a intensificar a negociação sobre o futuro da emedebista “Mulher Maravilha“.
Em reunião realizada na manhã de ontem (31), em Cuiabá, dirigentes da legenda discutiram o caminho que o partido adotará na disputa estadual, com “Mulher Maravilha“, dividida entre a Casa Alta, possibilidade de integrar a chapa governista como candidata a vice-governadora.
A expectativa é de que as tratativas avancem até este domingo (2), quando a legenda pretende definir o caminho a ser seguido.

O Boteco vai falar
As convenções do MDB e Podemos estão marcadas para o próximo dia 4 de agosto.
E os internautas do Blog do Valdemir querem a última das últimas? O cenário que se desenha no horizonte e pode adiantar planos de alguns políticos é uma aliança entre a “Mulher Maravilha“ e o “Branquelo de Jaciara”.
O “Branquelo de Jaciara”, já afirmou que ser candidato ao Palácio Paiaguás não “ESTAVA” nos planos e que pretendia disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).
A “Mulher Maravilha“ admite a possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso, e abandonar o projeto para a Casa Alta.
“O partido passou a discutir a possibilidade de candidatura própria, ou com o deputado Max Russi disputando o Governo do Estado. São duas possibilidades“, disse “Mulher Maravilha“.
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