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COMBATER PEDOFILIA NO ESTADO

Deputado vai propor à Casa de Leis a criação da “CPI da Pedofilia”

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Quando vemos uma criança nossos instintos de cuidado são logo acionados e nos sentimos no dever de protegê-las de todos os males do mundo. Esse é nosso papel não somo como pais, mães, professores, médicos etc., mas também como cidadãos.

No entanto, infelizmente existem monstros a solta que são capazes de fazer mal a esses pequenos seres indefesos. Com o intuito de atrair as crianças, eles então usam diversas armadilhas e estratégias, desse modo é importante ficarmos sempre atentos ao que fazem, onde andam e com que estão os nossos meninos e meninas.

Uma das situações que mais causa repulsa e indignação são os casos de Pedofilia. Vista como um transtorno psiquiátrico, é uma forma doentia e repugnante de satisfação sexual, que acontece quando um adulto sente atração sexual por uma criança. Quando colocada em prática, é conceituada como abuso sexual de crianças e adolescentes, que configura crime previsto tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, artigos 240, 241) quanto no Código Penal (CP, artigos 217, 218).

As práticas que se encaixam no termo pedofilia, e que são bem exemplificadas por esses artigos, englobam estupro de vulnerável; mediação de menor de 14 anos para satisfazer a lascívia de outrem; satisfação da lascívia mediante a presença de menor de 14 anos; favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança, adolescente ou vulnerável; utilização de criança ou adolescente em cena de sexo explícito ou pornográfica; comércio de material pedófilo; difusão de pedofilia; posse de material pedófilo; simulacro de pedofilia; aliciamento de crianças.

É difícil ver notícias como essa, pois não conseguimos compreender o que leva pessoas adultas a manterem relações sexuais com crianças e a cometerem crimes hediondos contra seres que mal conseguem se defender. E o que mais dói é saber que em muitos casos esse tipo de violência acontece em ambientes que deveriam ser os mais seguros para as crianças, sendo cometidos por quem deveria protegê-las, como pais, tios, irmãos e amigos das famílias. Por isso é importante nos atentarmos para os perigos que rondam as crianças no mundo real.

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De volta a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), o deputado estadual, Wilson Pereira dos Santos (PSD), já traçou suas primeiras metas para o novo mandato. Entre elas, a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), contra a Pedofilia no âmbito de Mato Grosso.

O parlamentar estadual afirma que os altos índices de crimes sexuais contra menores cometidos no Estado de Mato Grosso justificam a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Não podemos ficar parados diante deste absurdo. Mato Grosso tem registrado altos índices de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, principalmente entre pessoas mais vulneráveis, que vivem em situação de muita pobreza, econômica e social. Essas violências acontecem em casa, na casa do vizinho, em todo e qualquer espaço. E temos que agir“.

Wilson Santos contou ter sido procurado por mães de menores vítimas de violência.

Temos que proteger as nossas crianças, muitas vezes do que acontece até dentro de casa. Recebo informações da polícia, de familiares, de qualquer cidadão. Algo precisa ser feito“.

O deputado diz ter se inspirado na CPI da Pedofilia, criada no Senado Federal, pelo então Senador Magno Malta. O relatório final daquela Comissão Parlamentar, com 1.995 páginas, relacionou casos de Pedofilia e ações feitas pelas polícias em noves estados, Goiás, Roraima, Pará, São Paulo, Espírito Santo, Piauí, Amazonas, Alagoas e Bahia.

O relatório apontou políticos, religiosos e até magistrados como suspeitos pela prática dos crimes.

O Congresso conduziu a CPI da Pedofilia, que teve resultados importantes, como criação de legislações para proteger as crianças. Fiquei muito feliz do Magno Malta ter sido eleito senador novamente e, com certeza, vou me reunir com ele para tratar desse tema“.

Quem quiser pode denunciar comigo também, que irei buscar formas de averiguar. Às vezes, a pessoa não quer ir na polícia, mas eu estou à disposição e vou me debruçar sobre esse crime“, enfatizou o deputado considerado o mais produtivo da Assembleia Legislativa nos últimos 7 anos e 10 meses: 3.328 proposições.

O parlamentar estadual Wilson Santos é autor de 86 leis em vigor voltadas à Saúde, Educação, Inclusão Social, Segurança, Infraestrutura, Esportes, Cultura, Lazer, Meio Ambiente e Agricultura Familiar.

Além disso, 915 projetos de lei, 733 indicações ao governo, 350 requerimentos, 147 resoluções. Em 10 mandatos, o parlamentar soma 1,3 milhão de votos recebidos.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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