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DENÚNCIA CONTRA VEREADORA DE "RACHADINHA"

Defesa aponta irregularidades em processo contra vereadora do PT por uso indevido da VI

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A vereadora Edna Luzia Almeida Sampaio, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT), enfrenta um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que alega o uso inadequado da Verba Indenizatória (VI) destinada ao gabinete. A defesa da parlamentar, representada pelo advogado Julier Sebastião (PT), contesta o andamento do processo, citando diversas irregularidades nos ritos processuais. O advogado pede o arquivamento do caso, ressaltando que a oportunidade de apresentar testemunhas de defesa foi negada e, portanto, propõe a inclusão de novos depoentes na Comissão de Ética.

Alice Gabriela Campos de Almeida, Maristhela Cândida Garcia de Campos Freitas, Vera Lucia Pereira Araújo e Fábio Barros Lima foram mencionados como parte da defesa da vereadora. Entre eles, Alice, Maristhela e Fábio ocupam cargos em seu gabinete, enquanto Vera Araújo, conhecida como “Professora Verinha“, integra o “mandato coletivo” da parlamentar petista, um conselho informal para discutir políticas públicas.

Julier Sebastião defende que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT) também não enxerga prejuízos aos cofres públicos no uso da Verba Indenizatória (VI), no valor de R$ 5 mil. O advogado fundamenta esse argumento na defesa protocolada perante a Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Cuiabá. O processo investiga a acusação de desvio de finalidade da verba, conhecida como “rachadinha”, supostamente praticada pela vereadora.

Julier aponta que não houve ato de improbidade administrativa, de acordo com o artigo 9º da lei nº 8.429/92, que define enriquecimento ilícito como recebimento indevido de vantagens patrimoniais enquanto ocupante de cargo público. Ele alega que os recursos da Verba Indenizatória foram comprovadamente usados no exercício do mandato parlamentar, sob a administração de Laura Natasha de Oliveira, ex-chefe de gabinete da vereadora.

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Segundo a Lei, é considerado improbidade administrativa, quando há enriquecimento ilícito, com vantagem patrimonial em razão do exercício do cargo, mandato, de função, de emprego, recebendo para si ou para outra pessoa dinheiro, bem móvel ou imóvel, seja por comissão, percentagem ou gratificação.

Portanto, no caso em tela, não há que se falar em improbidade administrativa, mediante a prática de ato doloso, para recebimento de qualquer tipo de vantagem indevida para si ou para outrem. Logo, todos os valores advindos, a título de verba de natureza eminentemente indenizatória, foram comprovadamente utilizados no exercício do mandato parlamentar, consoante os relatórios de atividades e prestações de contas apresentados, e não contestados por qualquer dos interessados, nem mesmo nas matérias jornalísticas que acompanharam a representação inauguradora deste procedimento”.

Denúncia não passava de conversa fiada

Em resposta à defesa de Edna Sampaio (PT), o vereador Dilemário Alencar (Podemos) criticou a postura do advogado Julier Sebastião por considerar a denúncia de Laura Natasha, ex-chefe de gabinete da vereadora, como “conversa fiada”. Dilemário solidarizou-se com Laura, ressaltando que ela confirmou, durante a Comissão de Ética, que o marido de Edna Sampaio, Willian Sampaio, cobrava o depósito integral da Verba de Gabinete em conta da parlamentar. O vereador enfatizou que chamar Laura Natasha de Oliveira de mentirosa, tendo em mãos evidências substanciais, é um ato covarde.

O parlamentar municipal também criticou a postura de Julier Sebastião ao acusar os vereadores de promover um “festival de horrores” para denegrir a imagem de Edna Sampaio. O vereador ressaltou que a defesa da vereadora teve ampla oportunidade de se manifestar durante o processo e que a investigação das conversas fiadas foi crucial, dadas as robustas provas materiais do suposto ilícito.

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O vereador Dilemário Alencar concluiu que a conduta da petista Edna Sampaio, que teria apropriado indevidamente mais de R$ 185 mil de verbas de chefes de gabinetes, viola a ética parlamentar e merece penalização.

O Julier foi muito desrespeitoso e injusto em dizer que os vereadores estão promovendo festival de horrores. Talvez para ele não seja importante defender uma mulher grávida que foi humilhada e ainda prejudicada por ter sido cobrada a devolver todos os meses 100% dos recursos que pertenciam a ela. Ademais, o Julier sabe que a vereadora Edna teve amplo direito de defesa com o prazo de dez sessões ordinárias. Dizer que os vereadores perderam tempo em investigar conversa fiada diante de tantas provas materiais do ilícito cometido pela vereadora, é o mesmo que dizer que os vereadores são otários, ou seja, bobo cheira-cheira”.

Um absurdo! Isso é intolerável! O que o advogado da Edna tinha que explicar é do porquê ela se apropriou de forma indevida de R$ 20 mil da verba indenizatória da Laura, e de mais de mais R$ 165 mil de outras chefes de gabinetes nomeadas pela vereadora. São mais de R$ 185 mil que Edna se apropriou de forma indevida em sua conta corrente. É por isso que a vereadora deve ser penalizada, por sua conduta que quebrou a ética parlamentar, concluiu o parlamentar.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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