CASSADO PELO TRE
Decisão unânime do TRE mantém cassação do mandato de Carlos Avalone
Por unanimidade, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) cassou o mandato do parlamentar estadual pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Carlos Avalone Junior (PSDB) em dezembro do ano passado.
O deputado tucano é acusado de “abuso de poder econômico” e formação de “Caixa 2” durante a campanha eleitoral de 2018. E com a decisão do Tribunal Regional Eleitoral, Carlos Avalone fica inelegível pelo período de oito anos.
O julgamento atendeu pedido da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), autora da ação de investigação eleitoral contra o tucano.
Anteriormente, três magistrados já haviam sido favoráveis à cassação. O julgamento foi retomado após um pedido de vistas do juiz membro Jackson Coutinho. Ainda votaram nesse sentido os juízes Gilberto Lopes Bussiki, Armando Biancardini Candia e o desembargador e presidente da Corte Eleitoral, Gilberto Giraldelli.
A principal prova do processo foi uma quantia de dinheiro apreendida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia 4 de outubro de 2018, no valor de R$ 89,9 mil encontrado em um carro cheio de adesivos do então candidato, na BR-070, em Poconé.
Na manhã desta segunda-feira (26), outra decisão unânime aconteceu durante sessão o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) decidiu por manter a condenação do deputado estadual Carlos Avalone Junior (PSDB) que cassou seu mandato por captação ilícita de recurso (Caixa 2) e abuso de poder econômico nas Eleições de 2018.
Mesmo após a condenação do Tribunal Regional Eleitora, o parlamentar estadual Carlos Avalone poderá recorrer da sentença no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A Corte Eleitoral determinou a anotação do nome do deputado estadual Carlos Avalone Junior no Código ASE 540 (inelegibilidade em candidatura futura) no Cadastro Nacional de Eleitores, decretou a perda do valor apreendido em favor da União, além da perda do mandato.
O julgamento do recurso (embargo de declaração) foi iniciado na última quinta-feira (22), mas ficou suspenso devido pedido de vista do Juiz Eleitoral Armando Biancardini.
Carlos Avalone Junior, que era suplente, assumiu a cadeira de deputado em fevereiro de 2019, após Guilherme Antônio Maluf ter sido nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT).
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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