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COMO PEÇAS DE VESTUÁRIO

Cuiabá e Várzea Grande: o que as duas cidades têm em comum?

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Duas das maiores Prefeituras do Estado de Mato Grosso, realizaram 21 mudanças nas cadeiras de secretarias municipais, até o momento em 2025. Na liderança vem a gestão da Prefeita da Cidade Industrial, Flávia Moretti (PL), com 12 alterações no primeiro escalão, muito por desgaste com os vereadores.

O mesmo não se pode dizer de Cuiabá do cuiabano Abilinho (PL), que enfrenta dificuldades na formação da estrutura administrativa. Abilinho chega a 9; ainda restam 11 nomes, quem será o próximo?

Essa troca constante é comparada à troca de roupas, sugerindo que as mudanças são feitas com facilidade e sem grande consideração, como se os secretários fossem peças de vestuário descartáveis. Essa prática pode gerar instabilidade na gestão, dificultar a continuidade de projetos e causar desconfiança na equipe.

No entanto, o Prefeito da Cidade tem o direito de escolher sua equipe de governo, incluindo os secretários, e pode optar por substituí-los por diversos motivos.

A expressão “o prefeito troca secretário como se troca de roupa” pode ser interpretada tanto de forma negativa, como sinal de instabilidade e falta de planejamento, quanto de forma positiva, como uma prerrogativa do prefeito em escolher sua equipe.

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Segue o fluxo!

Troca- se o secretário…

Quem realmente se importa? É curioso como, em tempos de turbulências políticas na Terra de Rondon, a substituição de secretários é tratada como algo digno de manchetes e debates acalorados.

Mas, na essência, quem realmente se importa? Essa é uma pergunta que ressoa, não como retórica, mas como reflexão sobre a relevância dessas trocas na vida do cidadão comum.

Sai o secretário. Troca-se o secretário. E a população? Importa-se? Talvez a família do substituído, que depende do salário que ele levava para casa.

Talvez o próprio substituto, que celebra a conquista ou lamenta a pressão do novo cargo.

Mas e o restante? O coletivo? Importa-se? Só se importara aquele que deixa o cargo era mais do que um nome na placa.

Só se importara se era um agente transformador, um profissional que transcendia o óbvio e fazia a diferença. E sejamos francos: quantos são assim?

Era competente? Era? Ou era apenas mais um, navegando em marés burocráticas, fazendo o mínimo para manter o barco flutuando? Quem se importa?

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A indiferença coletiva…

Revela que muitos secretários são invisíveis até mesmo quando saem de cena. Substituem-se nomes, rostos e discursos, mas o impacto real permanece um enigma.

Por que deveríamos nos importar? Essa é a verdadeira questão. A troca de um secretário deveria ser algo que desperta curiosidade e atenção apenas quando a competência e a transformação são palpáveis.

Quando a política transcende o teatro e toca a realidade. Quando não é apenas um ato burocrático, mas uma promessa de avanço.

Mas no cenário atual, onde tantas trocas ocorrem sem justificativa clara e sem impacto significativo, a pergunta persiste: quem se importa? Nem o partido.

Talvez a população comece a se importar quando os secretários se tornarem sinônimos de competência inquestionável e de resultados concretos.

Até lá, a indiferença é a resposta mais honesta.

Em Cuiabá e Várzea Grande são assim ou são diferentes?

Resta agora saber se as mudanças vão surtir efeitos necessários para atender as demandas da população.

Segue o fluxo!

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Política

Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás

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A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.

As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.

O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.

A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

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A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.

O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.

A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.

A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.

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