A PROCURA DE UM NOVO NA POLÍTICA
Cuiabá cobra um “NOVO” Mauro; movimentos de Edu para se fortalecer
Eitaaa lasqueiraaa! Hoje o bicho vai pegar, e muitos não vão gostar da verdade que o grupo político do núcleo duro do Boteco da Alameda dirá. Acompanhe calmamente os fatos que serão narrados.
Para quem era criticado até por aliados, até três meses atrás, por “não fazer política“, o presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense, José Eduardo Botelho, ainda por enquanto no União Brasil (UB), virou completamente a chave mestra.
Nos últimos tempos, Zé tem se engajado em intensas articulações visando ampliar o seu grupo político, com o objetivo estratégico de se fortalecer para a eleição em 2024. Bem-sucedido até aqui, essas articulações têm sido conduzidas pelo G8, mais consolidados a cada dia como operadores políticos do Edu Botelho.
A guinada de Edu Botelho responde a uma necessidade urgente de sobrevivência e de reposicionamento no tabuleiro político-eleitoral para chegar competitivo no ano que vem. Pelo caminho tomado por ele na primeira metade do segundo mandato de Mauro Mendes, muitas brigas para dentro e para fora.

Em 2023, Zé Edu entrou cercado por adversários em ascensão e beirando o auto isolamento político, algo fatal para quem almeja o Palácio Alencastro.
Em paralelo a isso, aliados do governo já, não escondia a insatisfação com a falta de espaço para eles mesmos. Mas os Cabos dos Tormentos parecem ter sido contornado, com um Edu agora muito mais flexível, e o capitão Mauro Mendes ao leme da embarcação político-partidária.
O Boteco da Alameda não poderia deixar de alfinetar: “ele começa um Edu mais político. Está muito mais flexível, disposto a ceder espaço e fazer acordos“, eitaa.
Segundo o núcleo duro do Boteco da Alameda, a primeira virada da chave mestra de Zé Edu, foi parar de esticar a corda no cabo de guerra com o “Homem de Ferro”, e com o governo de Mauro Mendes, adotando uma postura pública mais equilibrada e institucional.
A segunda e decisiva virada da chave mestra, é a resolução de abandonar o isolamento. Com a ajuda decisiva do amigo, o Senador pelo União Brasil, Jayme Campos, Zé Edu tem buscado recompor e expandir suas alianças, atraindo novas forças políticas.
Passou, enfim, a se dispor a “fazer política”, não no sentido pejorativo do termo, mas seguindo a fórmula clássica de negociar espaços na possível gestão em troca de apoio político e eleitoral. Pelo jeito aprendeu com o amigo, Jayme Campos, um excelente articulador político.

É legítimo que potenciais aliados queiram ocupar espaços, assim como é legítimo que o pré-candidato discutir esses postos estratégicos para atrair, desde que os indicados demonstrem capacidade técnica para exerce-los.
É o que quase todos fazem. Pronto falei e segue o fluxo!
Ah, eu vou falar!
1 – Há um truísmo na política: “não há cedo, só tarde“, a frase é atribuída a Tancredo Neves. Portanto, os políticos que demoram a articular, a trabalhar para a formação de uma aliança política poderosa, podem ser superados por aqueles que são mais sagazes e percebem as mudanças que, viáveis ou inviáveis, estão se processando.
2 – Para a disputa da Prefeitura de Cuiabá o quadro é complexo: a população da Capital quer um prefeito que seja, um gestor, uma espécie de gerentão. Por incrível que possa parecer, há uma busca por um perfil próximo ao de Mauro Mendes, que já foi Prefeito de Cuiabá por quatro anos, sempre bem avaliado pela população cuiabana.
3 – As eleições municipais criam líderes locais que, com o tempo, podem se tornar líderes estaduais. Nenhum partido pode ter apenas um único líder, notadamente nos tempos contemporâneos. O líder maior precisa de líderes referências, digamos assim, que passam a ajuda-lo a pensar o projeto político eleitoral e, sobretudo, o do partido.
4 – Eleição majoritária é muito diferente de eleição proporcional, tem gente que corre o risco, se for candidato a prefeito, de sair na frente e, como ocorreu em 2020, perder a eleição.
Boteco informaaaaa
Fala-se no “NOVO”, mas o “NOVO” não surge de repente e do nada. Tanto que, no momento, busca-se um “NOVO” Mauro Mendes.
Então lá vai a pergunta: Fábio Garcia ainda tem tempo para se tornar o “NOVO” Mauro? Sim, tem. Mas não será fácil. Precisará, inclusive, ajustar sua comunicação. Mas quem precisa comunicar mesmo é o menino Fábinho, se apresentando a sociedade, discutindo e resolvendo os problemas da cidade.
Ele deveria se espelhar na imagem de Mauro e do Edu, que, percebendo a força da comunicação moderna, passa a impressão de que é onipresente.
O menino Fábio é simpático, entretanto, contudo, todavia, não basta isso. Portanto, precisa ser visto como competente, no contato pessoal, tem que ser visto assim pela sociedade.
Ele precisa se mostrar e exibir soluções que pretende implantar caso seja o “escolhido”, de maneira profissional. Mas…, tem que apreender muito, política é para poucos.
Do Blog do Valdemir
Entender política não deveria ser um privilégio de poucos, mas um direito de todos.
Pare e pense um pouco. Que tipo de pessoa você gostaria que fosse seu representante? Pessoas desrespeitosas? Que não sabem dialogar? Que não se envolvem ou mobilizam a comunidade para assuntos relevantes?
Pois é: o primeiro requisito básico para iniciar uma carreira política está relacionado com o desenvolvimento de qualidades comportamentais. Quem visa a um cargo público necessita ter poder de influência, além de saber dialogar e discursar.
Chega por hoje e segue o fluxo!
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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