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NUNCA ESTÃO SATISFEITOS

“Político é igual gato miando, tá comendo tá miando”

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A frase “político é igual gato miando, tá comendo tá miando” é uma expressão popular e uma ironia que sugere que os políticos, mesmo quando estão recebendo benefícios ou recursos (o “comendo”), ainda reclamam ou pedem por mais (o “miando”). A frase “político é um gato miando” provavelmente se refere a uma declaração recente do Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB).

Nesse contexto, a metáfora foi usada para descrever a postura de alguns parlamentares. Segundo o governador, a situação pode ser entendida como a de um gato que, mesmo “comendo” (sendo atendido em suas demandas, como a execução de emendas parlamentares), continua “miando” (reclamando ou se queixando publicamente).

O significado por trás do ditado é a percepção de que, independentemente de quão bem-sucedidos ou atendidos sejam os interesses de um político ou grupo político, eles nunca estão satisfeitos e sempre encontram um motivo para se queixar publicamente, muitas vezes para obter ainda mais vantagens ou para fins de autopromoção.

Reclamam ou fazem barulho (miam) mesmo quando estão em uma situação confortável ou lucrativa (comendo);

Estão sempre expressando insatisfação ou fazendo promessas, independentemente de estarem ou não no poder, ou de estarem realmente trabalhando em prol da população.

É uma forma figurativa de expressar a desconfiança popular em relação à classe política, indicando que as queixas ou discursos dos políticos muitas vezes não refletem a realidade ou são apenas “encenação” para a população.

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Insatisfação constante de alguns parlamentares

A expressão foi recentemente utilizada por figuras públicas no Brasil, como o Governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), para criticar deputados estaduais, ilustrando seu uso no contexto político para descrever a insatisfação constante de alguns parlamentares apesar de receberem uma alta porcentagem de Emendas Parlamentares.

Portanto, a expressão sugere que, na visão de quem a utilizou, os políticos em questão estariam se queixando ou fazendo oposição mesmo quando suas necessidades ou acordos já foram satisfeitos.

Sem citar nomes, Mauro Mendes respondeu às acusações de deputados sobre supostos atrasos na quitação de emendas impositivas e o subdimensionamento da Lei Orçamentária Anual (LOA). Na ocasião, o governador usou uma metáfora inusitada para se referir à postura de alguns parlamentares: parece gatos: estão comendo e estão miando”, disparou.

Mas…, afirmou manter uma boa relação com a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), mas não poupou críticas a alguns parlamentares. Para o chefe do Executivo Estadual, o Estado de Mato Grosso é hoje o Estado com o maior percentual de execução de Emendas Parlamentares do Brasil e, portanto, não há motivos para reclamações.

“Eu não posso reclamar da Assembleia Legislativa, tenho boa relação com a maioria dos deputados, tirando um ou dois que ficam falando borracha por aí. O resto, tudo tem um bom relacionamento. Mato Grosso tem hoje, acho que o maior percentual de Emenda Parlamentar do Brasil.

Mauro Mendes destacou que todas as propostas enviadas pelo Executivo Estadual à Assembleia Legislativa Mato-grossense, foram aprovadas até o momento e que o Governo Estadual mantém uma relação “republicana” com os parlamentares.

Todas as matérias do governo foram aprovadas até hoje. Só mandamos coisa boa para o Estado e para a população. Como é que o deputado não vai aprovar? Se ele não aprovar, vai ter que se ver com a população. Eu vou meter a boca no trombone, afirmou.

Bom relacionamento

As declarações vêm em meio a críticas de parte dos deputados estaduais, que cobram maior agilidade nos repasses de Emendas Impositivas e transparência na Execução Orçamentária. Mauro Mendes, porém, garantiu que o Executivo Estadual tem cumprido suas obrigações e que não há trocas políticas para aprovação de projetos.

Lá conosco é tudo republicano. Não tem conversinha, não tem troca de favores para votar aquilo que é obrigação do deputado estadual. Se o que eu estou mandando é bom para o cidadão, ele tem que votar”, reforçou.

Eu trabalho e respeito o trabalho dos outros. Não meto na vida de ninguém, não perco tempo com conversa fiada. Estou aqui para entregar resultado e melhorar a vida do cidadão. Você nunca ouviu falar de briguinha entre poderes em Mato Grosso, completou.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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