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RAIO CAINDO NO MESMO LUGAR

Crise no DAE expõe ruptura política entre Flávia Moretti e Tião da Zaeli em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tornou pública a tensão política com o vice-prefeito Tião da Zaeli (PL) ao atribuir a ele a responsabilidade direta pela condução do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG). A declaração ocorreu após sucessivas críticas relacionadas à crise no abastecimento de água e aos serviços de esgotamento sanitário no município.

O embate veio à tona em meio a cobranças feitas por moradores e por setores da imprensa local acerca da situação da água e do esgoto na cidade. Pressionada por questionamentos públicos, a chefe do Executivo Municipal afirmou que não detém o controle operacional do DAE/VG, indicando que a gestão do órgão está sob comando do vice-prefeito.

Segundo Moretti,quem manda lá é Tião da Zaeli, declaração na qual reconhece que tem arcado com o desgaste político decorrente dos problemas enfrentados pela autarquia. A prefeita várzea-grandense acrescentou que, se as críticas continuarem concentradas exclusivamente em sua figura, caberia a transferência formal da condução do departamento.

O DAE/VG é responsável pelo abastecimento de água e pela manutenção da rede de esgoto de Várzea Grande, serviço essencial para a Saúde Pública e para o desenvolvimento urbano. A crise no fornecimento tem gerado reclamações recorrentes, sobretudo em bairros que enfrentam interrupções frequentes e oscilações na pressão da rede.

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A divergência política ocorre no Paço Couto Magalhães, sede administrativa do município, e evidencia um desgaste institucional que já havia se manifestado no primeiro ano de gestão, em 2025, quando prefeita e vice protagonizaram discussões públicas sobre atribuições administrativas e prioridades da gestão.

Entre as promessas de campanha de Moretti, a concessão do DAE figurava como uma das principais metas para reestruturar o serviço e ampliar investimentos. Ao afirmar que não exerce comando direto sobre a autarquia, a prefeita sinaliza um distanciamento da execução cotidiana do órgão, ao mesmo tempo em que mantém a responsabilidade pela condução do processo de concessão.

Em nota, a assessoria da Prefeitura de Várzea Grande informou que a administração municipal opera sob modelo de gestão compartilhada. Conforme acordo político firmado, Tião da Zaeli ficou responsável pela supervisão do DAE/VG, enquanto a prefeita conduz as tratativas relativas à concessão do serviço.

Para a direção da autarquia, foi nomeado como diretor-presidente Zilmar Dias Silva, indicado pelo vice-prefeito. O departamento informou que concentra esforços em melhorar o abastecimento, com ações de manutenção de redes, intervenções em reservatórios e planejamento de investimentos para enfrentar um problema histórico da cidade.

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Ainda segundo a nota oficial do DAE/VG, as equipes técnicas seguem atuando em campo, priorizando critérios técnicos e transparência na gestão. Questões de natureza política ou relativas à estrutura administrativa do Executivo Municipal, afirmou o órgão, devem ser direcionadas à Prefeitura de Várzea Grande, enquanto a autarquia permanece comprometida com a busca de resultados concretos para a população.

Sob a condução do presidente Zilmar Dias, as equipes técnicas da autarquia continuam atuando em campo, realizando vistorias, intervenções em reservatórios, manutenção de redes e planejamento de investimentos necessários para enfrentar um problema histórico da cidade e garantir mais irregularidade no fornecimento de água. Questões de natureza política ou relacionadas à estrutura administrativa do Executivo municipal devem ser direcionadas à Prefeitura de Várzea Grande. O DAE-VG permanece comprometido com a transparência, com o trabalho técnico e com a busca de resultados concretos para a população“. Diz a nota.

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Política

Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo

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O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.

A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.

A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.

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Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.

A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.

Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.

O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

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O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.

Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.

Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.

A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.

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