NOMES INUSITADOS NAS URNAS ELETRÔNICAS
Criatividades de nomes dos candidatos para chamar atenção do eleitor
A campanha eleitoral começou oficialmente após as Convenções Partidárias, e traz também o surgimento dos candidatos folclóricos. Aquelas figuras que lançam uma candidatura com muita criatividade, usando nomes irreverentes. São candidatos com apelidos engraçados, nomes estranhos ou mesmo se aproveitando de memes e piadas para se fazer conhecido.
A cada eleição os eleitores são surpreendidos com candidatos inusitados que tentam chamar atenção por meio de nomes criativos. Em todas eleições, candidatos usam dos mais diferentes artifícios para atrair a atenção do público e conquistar os votos necessários para assumir um cargo eletivo. Para se destacarem em meio a um mar de nomes, os candidatos abusam da criatividade e registraram suas candidaturas com nomes engraçados, estranhos e até mesmo polêmicos.
As regras são que o nome precisa ter no máximo 30 caracteres, incluindo-se o espaço. A escolha não pode atentar contra o pudor, nem ser “ridículo” ou “irreverente”, mas na prática não é bem assim. E dentro desse mundaréu de números e escolhas, existem aqueles que se destacam não pelo partido que está coligado ou suas convicções, mas pelos nomes peculiares adotados, que normalmente divergem do padrão do primeiro nome e sobrenome.
Além de apelidos, os candidatos incorporam nomes que referenciam bairros, provavelmente de origem, assim como características físicas ou de caráter, profissão exercida e também referenciam celebridades ou nomes populares, tudo para chamar a atenção do eleitor. Entre os jingles de campanha, se destacam as versões de músicas já conhecidas em grande parte de artistas do gênero do forró, onde os números dos candidatos são repetidos em looping.

Desde que não ofenda ninguém, o candidato é livre para escolher e registrar na Justiça Eleitoral o nome que quiser usar na campanha para marcar território e chamar a atenção do eleitorado.
Eles apostam nas alcunhas pelas quais são reconhecidos em suas comunidades e redes de relacionamentos para conquistar votos, ajudar os partidos a atingir o coeficiente eleitoral para eleger mais representantes e, quem sabe, conquistar uma das vagas na Câmara Municipal de suas cidades.
Mas nem sempre o nome esquisito é uma estratégia para chamar a atenção dos eleitores. Na avaliação do cientista político e colaborador do Blog do Valdemir, estes apelidos podem causar estranheza no eleitorado em geral, mas normalmente são a referência dos candidatos, a forma como são conhecidos em seus bairros e comunidades.
“Se não usar, não é reconhecido”, disse.
Mas há também, ainda segundo o nosso amigo cientista político, os que procuram chamar a atenção com uma caracterização, que pode envolver, além do nome, o estilo e até bordões.
“O uso do nome como uma tentativa de atrair o voto do eleitor é comum na eleição brasileira, e acontece desde uma época em que não existia tecnologia. Hoje em dia, com as mídias sociais, isso aumentou. O exemplo mais clássico é o Tiririca, que era um palhaço, fazia trocadilhos infames e acabou sendo o mais votado na eleição que concorreu. Então é uma prática usual”.
Nosso amigo, e cientista político, afirma que a maioria dos candidatos busca atrair singularidade para ficar na memória do eleitor. Ainda mais numa eleição em que as regras eleitorais mudaram e o postulante ao Legislativo Municipal já não têm tanto espaço nos programas eleitorais veiculados na TV e no Rádio.
“Isso não especifica qualidade política, nem ideológica, nem partidária. A princípio, é uma forma de atrair a atenção do eleitor, se destacar na multidão”, frisou.
Nome deve respeitar o pudor
O artigo 12 da Lei das Eleições (Lei 9.504) determina que o nome que o candidato escolhe para registrar sua candidatura não pode atentar contra o pudor e nem seja ridículo ou irreverente.
A Legislação Eleitoral diz que o candidato às eleições indicará, no pedido de registro, além de seu nome completo, as variações nominais com que deseja ser registrado, até o máximo de três opções.
Segundo a Lei das Eleições, as opções de nomes de candidatos poderão ser o prenome, sobrenome, cognome, nome abreviado, apelido ou nome pelo qual é mais conhecido, desde que não se estabeleça dúvida quanto a sua identidade.
Com a divulgação dos registros de candidatura pela Justiça Eleitoral, alguns nomes de candidatos a vereador na Capital de todos os mato-grossenses chamam a atenção por serem, no mínimo, inusitados.
BOLA MIRANDA (Novo)
BEBÊ DA SAÚDE (UB)
BETO DA PANELA (Solidariedade)
CLAUDIA NOIA (PMB)
CLEBINHO POTÊNCIA (DC)
DEVA GAZELA (PMB)
DITO LABAMBA (PSD)
ERICA FLASH BACK (Pode)
ELIANE BOLO (PMB)
FRANK SABIÁ (PSD)
FABINHO BILL (Novo)
GASOLINA (PSD)
JESSICA JBL (PSB)
JHONY’S DOG (PRTB)
JOANA D’ARC (DC)
JOSÉ MENEZES DA FARMÁCIA (PMB)
LOBÃO (PODE)
MARKINHOS COM VOCÊ (PODE)
MAURÍCIO VASCAINO (Solidariedade)
MARCIA MANICURE (Novo)
MARCÃO DO ALHO (DC)
NATAL VEM COMIGO (PRTB)
NEWTON BENGUÉ (DC)
O BOLO (PSD)
PAULO BATMAM (PSB)
PRESIDENTE REGINA FERRAZ (PSB)
PAULO ENFERMEIRO (PL)
PI (Novo)
RAFAEL IXPIO (PSDB/Cidadania)
REGIS REGENTE (Republicanos)
SGT WALDEMIR MATOS O KARINHA (Novo)
SOL (PSD)
TÓ (Psol/Rede)
TURKÃO (Psol/Rede)
Política
Pesquisa MT Dados mostra Pivetta com 50,6% dos votos válidos na reta final da disputa em Mato Grosso
A quinta rodada da pesquisa MT Dados para o Governo de Mato Grosso aponta o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), com 50,6% dos votos válidos, enquanto Wellington Fagundes (PL) aparece com 27,7% e Natasha Slhessarenko (PSD) registra 16,9%. O levantamento foi realizado na reta final da campanha e retrata o cenário eleitoral apurado pelo instituto entre 25 e 30 de setembro, a poucos dias da votação.
No recorte de votos válidos, o Republicanos, Otaviano Pivetta apresenta vantagem de 22,9 pontos percentuais sobre o liberal Wellington Fagundes. Dra. Natasha Slhessarenko aparece na terceira posição, com 16,9%, seguida por Sargento Laudicério (Agir), com 2,4%. Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafael Milas (Missão) registram 1,2% cada. Nesse cálculo, são desconsiderados os votos brancos, nulos e os eleitores que ainda não definiram sua escolha.
Embora o percentual atribuído a Otaviano Pivetta ultrapasse a metade dos votos válidos, o resultado não permite afirmar antecipadamente que a disputa será necessariamente encerrada no primeiro turno. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o levantamento é estatisticamente compatível tanto com uma eventual definição no primeiro turno quanto com a realização de uma segunda votação.
Na Pesquisa Estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Otaviano Pivetta também lidera, com 42% das intenções de voto. O resultado representa crescimento em relação à primeira rodada do levantamento, realizada em maio, quando o governador registrava 20%. Ao longo desse período, portanto, houve uma variação positiva de 22 pontos percentuais no percentual declarado pelos entrevistados.

Wellington Fagundes aparece com 23% na pesquisa estimulada e ocupa a segunda posição nesse recorte. Na comparação com a primeira rodada, quando alcançava 27%, o senador apresenta uma redução de quatro pontos percentuais. A diferença entre os dois primeiros colocados, nesse cenário, chega a 19 pontos percentuais.
Natasha Slhessarenko registra 14% das intenções de voto e permanece em terceiro lugar na Pesquisa Estimulada. Em relação ao levantamento inicial, a candidata apresenta crescimento de sete pontos percentuais. Sargento Laudicério aparece com 2%, enquanto Maurício Coelho e Rafael Milas registram 1% cada, percentuais que, segundo a comparação apresentada pelo levantamento, não sofreram alteração desde a primeira rodada.
A pesquisa também mostra que 11% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar ou permanecem indecisos. Outros 6% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Esses percentuais indicam a existência de eleitores que, no momento da entrevista, não haviam definido uma opção entre as candidaturas apresentadas.

O levantamento ouviu 3.080 eleitores em Mato Grosso entre os dias 25 e 30 de setembro. A pesquisa possui margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MT-07362/2026 e utiliza metodologia mista, conforme as informações públicas do registro.
A divulgação ocorre em um momento de intensificação das atividades eleitorais, quando as campanhas concentram agendas, atos públicos, comunicação com o eleitorado e estratégias destinadas a consolidar ou ampliar apoio. Como a pesquisa representa apenas o período em que as entrevistas foram realizadas, eventuais mudanças posteriores no comportamento do eleitor não estão refletidas nos números apresentados.
Com a votação se aproximando, os dados do MT Dados oferecem um retrato do cenário encontrado pelo instituto no fim de setembro, mas não substituem o resultado oficial das urnas. A definição do próximo Governador de Mato Grosso dependerá dos votos efetivamente registrados no dia da eleição e da apuração oficial da Justiça Eleitoral.
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