SERVIÇO SEM QUALIDADE
“CPI da Telefonia vai investigar falhas no serviço prestado em MT”
A alta demanda de reclamações e também à ausência de serviço de telefonia móvel em várias cidades de Mato Grosso, fez com que o deputado estadual do partido Republicanos, Diego Arruda Vaz Guimarães, apresentasse um requerimento com mais de 20 assinaturas para que fosse instaurado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia.
Conforme o deputado do Republicanos, com a ajuda do Ministério Público do Estado (MPE) e também com o Procon, a finalidade é de investigar as prestadoras de serviço de telefonia móvel com relação às elevadas tarifas cobradas, bem como acerca da má qualidade na prestação dos serviços e, principalmente, pela intermitência do sinal disponibilizado e ausência de serviço de telefonia móvel.
De acordo com o requerimento entregue à Mesa Diretora, o número de reclamações formuladas perante a Anatel relativa aos serviços regulados no 1º semestre do ano de 2022 foi de 951.303 dos quais 503.807 (aproximadamente 53%) referem-se a telefonia móvel, o que é considerada a principal fonte de problemas quando comparada aos serviços de internet banda larga fixa, telefonia fixa e TV por assinatura, ambientes já notoriamente conhecidos pela péssima qualidade dos serviços prestados.

Em Mato Grosso o nível de cobertura é ainda insuficiente e, nos municípios em que há disponibilidade, a intermitência e falhas de sinal são fatos públicos e notórios. E segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), a telefonia móvel brasileira chegou a aproximadamente 260 milhões de acessos em abril de 2022, número superior à projeção de 215.718.347 habitantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o dia de 14 de fevereiro de 2023.
Membros escolhidos da CPI
Para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel em Mato Grosso, foi designado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho (UB), o deputado estadual do partido Republicanos, Diego Arruda Vaz Guimarães, para investigar prestadores de serviços de telefonia no Estado.
A investigação será em cima das altas tarifas cobradas e da má qualidade na prestação dos serviços, principalmente pela intermitência do sinal disponibilizado, assim como a falta de sinal em certas cidades de Mato Grosso.
Primeira reunião da CPI da Telefonia
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira (9) para dar início à investigação. Na reunião foram escolhidos o vice-presidente e o relator. Presidida pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), o deputado Drº José Eugênio de Paiva (PSB) ficou responsável pela relatoria e Juca do Guaraná (MDB) será o vice-presidente e também responsável pela sub-relatoria da investigação no âmbito da baixada cuiabana.
Também são membros da CPI, os deputados Carlos Avallone (PSDB) e Faissal Kalil (Cidadania). A comissão terá um prazo de 180 dias podendo ser prorrogado pelo mesmo período. A próxima reunião acontecerá no dia 16 de março.
“O serviço de telefonia deixou de ser uma questão de conforto e passou a ser necessidade diária e as operadoras não estão cumprindo com o que é estabelecido em contrato. As coisas acontecem via internet e Mato Grosso com dimensão continental, não tem cobertura de telefonia e internet que é imprescindível”, ressaltou Diego Guimarães.
Todos os deputados membros da CPI relataram que diariamente recebem reclamações da falta de sinal em vários municípios.
“No Araguaia é triste a realidade de quem precisa se comunicar”, lembrou o deputado estadual Drº José Eugênio de Paiva.
O deputado Carlos Avallone também ressaltou que tem recebido reclamações e que o próprio destinou emenda para implantação de antenas em alguns distritos e mesmo assim não foi oferecido sinal para a região, como por exemplo em Bom Jardim, distrito de Nobres.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia será auxiliada pela Procuradoria Geral da Casa de Leis e também fará o trabalho em conjunto com a Defensoria Pública do Estado, Ministério Público e Procon.
Política
Invasão cibernética na Saúde alimenta embate político em Mato Grosso
Um sofisticado incidente cibernético violou a infraestrutura tecnológica da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), deflagrando uma crise institucional que mobiliza o Poder Executivo e a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT). O episódio, classificado tecnicamente como uma “invasão hacker”, desestabilizou a percepção de segurança dos sistemas governamentais e gerou imediata repercussão no cenário político local. O evento expõe a vulnerabilidade digital da administração pública frente a ameaças externas cada vez mais ousadas e coordenadas.
Os alvos diretos e indiretos dessa ação criminosa envolvem a própria Secretaria de Saúde, responsável pelo gerenciamento de dados assistenciais, e a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que atua como órgão fiscalizador. O presidente do Parlamento Estadual, deputado Max Russi (Podemos), assumiu o protagonismo institucional ao externar profunda preocupação com o ocorrido, enquanto a equipe técnica da pasta de Saúde e os investigadores da Polícia Civil desdobram-se para mitigar os danos colaterais e identificar os autores do ataque.
As consequências imediatas do ataque cibernético resultaram no impacto restrito a um volume inferior a 1 Terabyte (TB) de informações do acervo digital da pasta, o qual acabou sendo integralmente recuperado por meio de sistemas de contingência e redundância. No entanto, o desdobramento mais crítico manifestou-se no plano político, manifestado pelo temor de que o apagão de dados pudesse inviabilizar o fornecimento de documentos essenciais para os trabalhos de fiscalização parlamentar em andamento na capital do estado.
O epicentro do incidente localiza-se nos servidores centrais da Secretaria de Saúde, situados no Centro Político Administrativo de Cuiabá, irradiando seus efeitos institucionais diretamente para o Palácio Paschoal Moreira Cabral, sede do Poder Legislativo Mato-grossense.

A proximidade geográfica e administrativa dessas instituições amplificou o eco do debate sobre a eficiência da infraestrutura tecnológica pública estadual, transformando a capital mineira-mútua do Agronegócio em um palco de intensas cobranças governamentais.
A identificação original do ataque digital ocorreu em meados de março de 2026, porém o ápice do tensionamento institucional consolidou-se nesta quarta-feira, 3 de junho, durante uma sessão coletiva de imprensa convocada pelo presidente da Casa de Leis. O momento cronológico do anúncio revelou-se extremamente sensível, por coincidir exatamente com a fase de instalação e estruturação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão da Saúde Pública no Estado.
A motivação presumida por trás da ação criminosa assume contornos ambíguos, dividindo-se entre a tentativa de extorsão financeira, prontamente rechaçada pelo Executivo, que negou qualquer pagamento de resgate, e a suspeita de sabotagem política. Parlamentares mais incisivos levantaram a hipótese de que a invasão visava ocultar passivos administrativos, embora a liderança do Legislativo tenda a encarar o episódio como uma nefasta coincidência oportunista que se aproveitou de fragilidades estruturais do sistema.
As justificativas técnicas apresentadas pela Secretaria de Saúde fundamentam-se na robustez de seus protocolos de segurança da informação, os quais permitiram o restabelecimento célere das atividades institucionais sem prejuízo ao atendimento da população. Por sua vez, a justificativa para a reação veemente do Parlamento baseia-se no dever constitucional de fiscalização, sustentando que qualquer instabilidade em bancos de dados governamentais representa uma ameaça direta à transparência e à estabilidade social.
O método operacional utilizado pelos criminosos consistiu na quebra de barreiras digitais de criptografia para acessar a rede interna da secretaria, seguido de uma suposta exigência financeira ilegal que acabou ignorada pelas autoridades. Do lado institucional, o método de resposta envolveu o acionamento imediato da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos e Cibernéticos (DRCI) para subsidiar a investigação criminal, além do anúncio de auditorias nos sistemas redundantes do Estado.

Os desdobramentos futuros desse imbróglio apontam para uma inevitável reformulação nas políticas de investimentos em segurança cibernética de Mato Grosso, com pressões para o fortalecimento da Empresa Pública de Tecnologia da Informação (MTI). Além disso, a Mesa Diretora do Legislativo garantiu que a comissão investigativa requisitará auditorias independentes para assegurar que nenhum dado relevante tenha sido permanentemente suprimido ou mascarado durante o período em que o sistema esteve vulnerável.
As perspectivas de encerramento do caso dependem agora do avanço do inquérito policial e da capacidade de o Estado demonstrar que seus mecanismos de salvaguarda digital são invioláveis contra futuras incursões. O presidente da Assembleia Legislativa assegurou que as investigações da CPI não sofrerão paralisações ou entraves técnicos, visto que os mecanismos de armazenamento externo garantirão o fluxo contínuo de provas, blindando o processo político contra interferências do crime virtual.
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