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REAJUSTE SALARIAL LEGALIZADO

Com 18 votos favoráveis e 4 contrários vereadores aprovaram o aumento do próprio salário

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O Projeto de Lei, PL Nº 339/2023 é de autoria da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, e foi apresentado em 14 de dezembro, que previa aumentar os salários dos parlamentares municipais dos atuais R$ 18,9 mil para R$ 26 mil, mas o aumento só vai valer a partir de 2025.

Segundo o Projeto de Lei, esse aumento tem como base a Constituição Federal, que permite que municípios com mais de 500 mil habitantes, o salário máximo dos vereadores deve corresponder a 75% do subsídio dos deputados estaduais.

Em dezembro de 2020, os vereadores de Cuiabá já haviam aumentado os salários em 20%, quando subiram o valor de R$ 15 mil para os atuais R$ 18 mil.

Já em setembro deste ano, a Câmara Municipal aprovou o aumento do número de vereadores. Atualmente, 25 parlamentares ocupam as cadeiras, mas, com o aumento populacional apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número passa para 27 vereadores em Cuiabá.

O aumento seria feito de maneira escalonada, passando para R$ 24,7 mil a partir de 1º de janeiro de 2025 e depois chegando aos R$ 26 mil em 1º de fevereiro de 2025.

O Projeto de Lei ainda garante o pagamento de 13º salário aos vereadores, e obriga que o valor seja quitado até 20 de dezembro de cada ano.

A ausência do Vereador às Sessões Ordinárias implicará no desconto de 1/8 (um oitavo) do subsídio mensal“,adverte um dos artigos do Projeto de Lei.

Aumento de salário aprovado

Com 18 votos favoráveis e 4 contrários, os vereadores cuiabanos aprovaram o aumento do próprio salário na última sessão do ano realizado nesta quinta-feira (21) na Casa de Leis, parcelamento de férias e correção do valor da Verba Indenizatória para os secretários legislativos da Câmara Municipal.

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O novo salário que começa a ser pago em 1º janeiro de 2025, passará de R$ 18,9 mil para R$ 24.754,79, e R$ 26 mil, a partir de 1º de fevereiro, ou seja, a partir da próxima legislatura.

A Câmara Municipal de Cuiabá tem um custo de R$ 12.635.109,00 milhões com os vereadores, com o aumento do número de vereadores na Casa de Leis, a partir da próxima legislatura, vai desembolsar R$ 1.326.881,52 milhão mensalmente, tendo gasto anual de R$ 15.922.578,24 milhões, Levando em consideração o gasto mensal de R$ 49.143,76 mil por vereador em 2025.

Atualmente, com um salário de R$ 18.991,18 mil aos vereadores e dos demais benefícios, cada um dos 25 parlamentares cuiabanos recebe mensalmente R$ 42.117,03, o que representa valor total de R$ 1.052.925,75 milhões com todos os parlamentares. Diante destes números, é importante frisar que o aumento do salário e do número de vereadores irá gerar um impacto anual de 26% no Orçamento da Casa de Leis em 2025, o que representa um aumento de R$ 3.287.469,24 milhões.

Duras críticas aos companheiros de parlamento

Os vereadores que votaram a favor da aprovação do Projeto de Lei, fizeram duras críticas aos companheiros de parlamento que votaram contra o aumento, que segundo eles, é constitucional, e sugeriram que alguns devolvam o valor, caso sejam reeleitos.

Os vereadores Fellipe Corrêa (Cidadania), Eduardo Magalhães (Republicanos) e Dídimo Vovô (PSB), também foram ironizados, sob alegação que suas ausências sempre acontecem em pautas polêmicas.

Aos vereadores que estão passando mal, vamos chamar o SAMU aqui, brincou o presidente Chico 2000 (PL).

Os votos contrários foram da vereadora Edna Sampaio (PT), Luiz Fernando (Republicanos), Michelly Alencar (União) e Maísa Leão (Republicanos).

Já no voto do aumento da Verba Indenizatória (VI) dos secretários Legislativos e chefes de gabinetes, que passará de R$ 4 mil para R$ 8.5 mil. Alegando falta de debate, a vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Edna Sampaio, votou contra.

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Já o projeto regulamentação das férias para vereadores e servidores da Câmara Municipal foi aprovado por unanimidade. Agora, os vereadores poderão fracionar suas férias, tirando, por exemplo, até 3 vezes de 10 dias ao ano.

O Portal Transparência da Prefeitura Municipal de Cuiabá, mostra que a renda mensal de um parlamentar, sem descontos na folha de pagamento, é equivalente a mais de R$ 47 mil.

Além do salário, os vereadores de Cuiabá ainda recebem mais de R$ 19 mil em Verba Indenizatória (VI), que não necessita da obrigatoriedade de comprovação ou nota fiscal, Auxílio-saúde no valor de R$ 2,2 mil e uma gratificação de desempenho de atividade em Comissão Permanente, que ultrapassa R$ 6,6 mil.

O Projeto de Lei com a aprovação, deve entrar em vigor a partir de fevereiro de 2025.

Parlamentares que votaram a favor

– Partido Liberal (PL) – Chico 2000
– Podemos Dilemário Alencar e Wilson Kero Kero
– Partido Verde (PV) – Marcus Brito Júnior, Paulo Henrique e Prof. Mário Nadaf
– PDT Lilo Pinheiro
– Cidadania Rodrigo Arruma e Sá
– PSDJeferson Siqueira
– Partido Progressista (PP) – Luís Cláudio e Demilson Nogueira
– MDB Sargento Vidal
– União Brasil (UB) – Cezinha Nascimento
– PSDBDr. Ricardo Saad
– PRDKássio Coelho
– PSBSargento Joelson
– PTBAdevair Cabral
– MDBRogério Varanda

Parlamentares que votaram contra

– Dr. Luiz Fernando (Republicanos)
– Edna Sampaio (PT)
– Michelly Alencar (UB)
– Maysa Leão (Republicanos)

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Política

Impasse sobre o uso das Emendas Parlamentares a shows, festas e eventos culturais

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O Governo do Estado de Mato Grosso instaurou um novo paradigma na administração das finanças públicas ao anunciar a implementação de restrições severas sobre o destino das emendas parlamentares para a contratação de espetáculos artísticos. A medida, que estabelece um teto de 10% para o uso desses recursos em shows de abrangência nacional, visa redirecionar o capital público para setores considerados essenciais, como Saúde e Infraestrutura. Atualmente, o arcabouço legislativo permite que até metade das emendas livres seja alocada em eventos festivos, cenário que o Poder Executivo pretende alterar substancialmente para garantir uma aplicação mais austera e estratégica do erário estadual.

A liderança desta iniciativa cabe ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que formalizou a nova diretriz por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pivetta sustenta que a priorização dos gastos é um imperativo ético e administrativo, defendendo que o Estado deve ser o indutor de serviços básicos de qualidade antes de financiar entretenimento de alto custo comercial.

O gestor, contudo, estabelece uma distinção técnica fundamental em sua proposta: o rigor fiscal incidirá sobre apresentações de renome nacional e eventos sem lastro histórico local, preservando as manifestações genuinamente regionais que compõem a identidade mato-grossense.

As novas regras, cuja aplicação plena está projetada para o ciclo orçamentário de 2026, surgem em um momento de intenso debate sobre a qualidade do gasto público no Brasil. A decisão foi comunicada diretamente da capital, Cuiabá, e repercute de forma imediata na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), onde o manejo das emendas é prerrogativa dos deputados estaduais. A escolha do horizonte temporal para 2026 permite uma transição administrativa aos municípios, que historicamente dependem desses aportes para a realização de seus calendários festivos, mas que agora deverão se adequar à nova realidade de escassez de recursos para este fim.

A operacionalização dessa mudança ocorre por meio de um ajuste nos mecanismos de repasse, limitando drasticamente a autonomia parlamentar sobre as chamadas “emendas livres”. O processo de contenção será fiscalizado rigorosamente, exigindo que cada centavo destinado à cultura possua uma justificativa clara de conexão com a tradição local. Ao reduzir a margem de manobra de 50% para 10%, o governo estadual impõe uma reestruturação na forma como as prefeituras e instituições do terceiro setor captam recursos para eventos de massa, forçando uma migração do foco financeiro para demandas de urgência social que frequentemente sofrem com a carência de investimentos.

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O cerne desta decisão reside na necessidade de organizar as finanças estaduais e garantir que o repasse de recursos seja condizente com as prioridades da gestão contemporânea. Para o governo, o financiamento de grandes produções comerciais com dinheiro público, muitas vezes com cachês inflacionados, não se justifica diante das carências estruturais do estado.

O objetivo central é assegurar que a máquina pública funcione com eficiência máxima, evitando que o entretenimento efêmero se sobreponha à construção de hospitais, escolas e rodovias, elementos que garantem o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso a longo prazo.

Contrapõe-se a essa visão o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), que defende a manutenção da autonomia parlamentar e a relevância social dos eventos culturais. Para o magistrado de contas, o lazer e a cultura não devem ser vistos como gastos supérfluos, mas como investimentos na produtividade e na saúde mental da população.

Sérgio Ricardo argumenta que a festa é um componente vital da condição humana e do desenvolvimento econômico, especialmente nas cidades do interior, onde o fluxo turístico e comercial gerado por grandes eventos é o principal motor da economia local.

Em uma perspectiva de conciliação institucional, o presidente do TCE propõe que a solução para possíveis excessos não seja o corte sumário de recursos, mas o fortalecimento contundente da fiscalização. Como alternativa viável, o Tribunal apresentou um sistema de certificação de empresas do terceiro setor, criado em março após entendimento entre a Assembleia Legislativa e o Ministério Público. Este selo de qualidade, emitido pelo próprio Tribunal, funcionaria como um filtro técnico para garantir que as entidades executoras possuam capacidade operacional e idoneidade comprovada, mitigando riscos de irregularidades e assegurando a lisura do processo.

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A implementação desse sistema de certificação visa profissionalizar o setor de eventos em Mato Grosso, combatendo o que o conselheiro classifica como “picaretagem” e evitando escândalos que maculam a imagem da gestão pública. De acordo com a proposta do Tribunal de Contas, apenas organizações com o selo de qualidade estariam aptas a gerir as Emendas Parlamentares destinadas a eventos.

Dessa forma, busca-se elevar o padrão ético das contratações sem anular a importância econômica da cultura, que, segundo Sérgio Ricardo, é uma indústria capaz de gerar empregos diretos e indiretos e preservar as tradições que definem o povo mato-grossense.

As consequências imediatas deste embate institucional podem ser sentidas na articulação política entre o Executivo e o Legislativo, uma vez que a limitação das emendas mexe diretamente na base de atuação dos parlamentares. Caso a medida de Pivetta prevaleça sem reajustes, prevê-se uma mudança no perfil econômico dos municípios que dependem do turismo de eventos, enquanto setores da saúde pública esperam por um fôlego financeiro adicional proveniente dessa realocação. Por outro lado, a adoção do selo de qualidade proposto pelo TCE pode oferecer um meio-termo técnico que satisfaça a necessidade de controle sem sacrificar o fomento cultural.

Por fim, o diálogo permanece aberto entre as esferas de “PODER”, com o Conselheiro Sérgio Ricardo expressando confiança em uma futura reflexão por parte do governador em exercício.

O debate em Mato Grosso transcende a mera questão orçamentária; ele reflete a busca por um equilíbrio entre a necessidade de entretenimento da sociedade e a responsabilidade fiscal do Estado.

Enquanto o governo mantém sua posição firme pela austeridade, os órgãos de controle buscam garantir que a cultura receba “todo o recurso possível”, desde que aplicado com transparência, eficácia e absoluta observância aos princípios da administração pública brasileira.

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