Search
Close this search box.

PROCESSO CONTRA VICE-GOVERNADOR

Comarca de Itapema envia ao TJ processo contra Pivetta por lesão corporal

Publicados

em

Nesta quarta-feira (1º), a Comarca de Itapema, no Litoral catarinense, encaminhou o processo envolvendo o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta, por lesão corporal contra a ex-companheira a advogada Viviane Cristina Kawamoto Pivetta ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Na prática, o órgão vai decidir se caso será analisado em primeiro ou segundo grau por conta da prerrogativa de função do político.

Segundo a Polícia Civil, Otaviano Pivetta agrediu sua mulher em um apartamento no Estado de Santa Catarina, o caso teria acontecido no início de julho, em Itapema, interior catarinense na noite de 7 de julho, a vítima acionou a Polícia duas vezes. Otaviano Pivetta foi preso em flagrante, pagou fiança de R$ 6,6 mil e foi liberado.

O inquérito sobre o caso foi enviado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) no dia 8 de julho. Em 10 de agosto, o órgão informou que solicitou declinação de competência para a comarca da região onde o fato ocorreu. Isso ocorre pois o vice-governador teria prerrogativa de foro e teria, supostamente, cometido um crime comum.

Leia Também:  Barranco cobra da SESP explicações sobre atraso de verbas para militares

Não há prazo para resposta do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). O caso está em segredo de Justiça e o órgão não passou detalhes.

Um laudo de corpo de delito comprovou a agressão sofrida pela mulher no apartamento de veraneio da família. O exame foi feito pelo Corpo de Bombeiros e apontou escoriações e hematomas na cabeça, nos braços e dedos, nos lábios e nas coxas de Viviane Kawamoto Pivetta. O laudo também mostrou que Otaviano Pivetta apresentava escoriações no pescoço, tórax, mão esquerda e na genitália.

Um áudio mostrou o momento em Viviane ligou para a Polícia Militar de Santa Catarina pedindo ajuda. Na ligação ela diz ao policial que foi estrangulada e espancada.

Em 12 de agosto foi determinado o divórcio dos dois pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT). No dia 19, a Justiça de Cuiabá determinou Pivetta mantenha pelos próximos seis meses uma distância de 500 metros da ex-mulher. – (Com G1 SC)

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Impasse sobre o uso das Emendas Parlamentares a shows, festas e eventos culturais

Publicados

em

O Governo do Estado de Mato Grosso instaurou um novo paradigma na administração das finanças públicas ao anunciar a implementação de restrições severas sobre o destino das emendas parlamentares para a contratação de espetáculos artísticos. A medida, que estabelece um teto de 10% para o uso desses recursos em shows de abrangência nacional, visa redirecionar o capital público para setores considerados essenciais, como Saúde e Infraestrutura. Atualmente, o arcabouço legislativo permite que até metade das emendas livres seja alocada em eventos festivos, cenário que o Poder Executivo pretende alterar substancialmente para garantir uma aplicação mais austera e estratégica do erário estadual.

A liderança desta iniciativa cabe ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que formalizou a nova diretriz por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pivetta sustenta que a priorização dos gastos é um imperativo ético e administrativo, defendendo que o Estado deve ser o indutor de serviços básicos de qualidade antes de financiar entretenimento de alto custo comercial.

O gestor, contudo, estabelece uma distinção técnica fundamental em sua proposta: o rigor fiscal incidirá sobre apresentações de renome nacional e eventos sem lastro histórico local, preservando as manifestações genuinamente regionais que compõem a identidade mato-grossense.

As novas regras, cuja aplicação plena está projetada para o ciclo orçamentário de 2026, surgem em um momento de intenso debate sobre a qualidade do gasto público no Brasil. A decisão foi comunicada diretamente da capital, Cuiabá, e repercute de forma imediata na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), onde o manejo das emendas é prerrogativa dos deputados estaduais. A escolha do horizonte temporal para 2026 permite uma transição administrativa aos municípios, que historicamente dependem desses aportes para a realização de seus calendários festivos, mas que agora deverão se adequar à nova realidade de escassez de recursos para este fim.

A operacionalização dessa mudança ocorre por meio de um ajuste nos mecanismos de repasse, limitando drasticamente a autonomia parlamentar sobre as chamadas “emendas livres”. O processo de contenção será fiscalizado rigorosamente, exigindo que cada centavo destinado à cultura possua uma justificativa clara de conexão com a tradição local. Ao reduzir a margem de manobra de 50% para 10%, o governo estadual impõe uma reestruturação na forma como as prefeituras e instituições do terceiro setor captam recursos para eventos de massa, forçando uma migração do foco financeiro para demandas de urgência social que frequentemente sofrem com a carência de investimentos.

Leia Também:  “Se eu sentir que não há espaço, aí eu vou caçar outro lugar"

O cerne desta decisão reside na necessidade de organizar as finanças estaduais e garantir que o repasse de recursos seja condizente com as prioridades da gestão contemporânea. Para o governo, o financiamento de grandes produções comerciais com dinheiro público, muitas vezes com cachês inflacionados, não se justifica diante das carências estruturais do estado.

O objetivo central é assegurar que a máquina pública funcione com eficiência máxima, evitando que o entretenimento efêmero se sobreponha à construção de hospitais, escolas e rodovias, elementos que garantem o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso a longo prazo.

Contrapõe-se a essa visão o Conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), que defende a manutenção da autonomia parlamentar e a relevância social dos eventos culturais. Para o magistrado de contas, o lazer e a cultura não devem ser vistos como gastos supérfluos, mas como investimentos na produtividade e na saúde mental da população.

Sérgio Ricardo argumenta que a festa é um componente vital da condição humana e do desenvolvimento econômico, especialmente nas cidades do interior, onde o fluxo turístico e comercial gerado por grandes eventos é o principal motor da economia local.

Em uma perspectiva de conciliação institucional, o presidente do TCE propõe que a solução para possíveis excessos não seja o corte sumário de recursos, mas o fortalecimento contundente da fiscalização. Como alternativa viável, o Tribunal apresentou um sistema de certificação de empresas do terceiro setor, criado em março após entendimento entre a Assembleia Legislativa e o Ministério Público. Este selo de qualidade, emitido pelo próprio Tribunal, funcionaria como um filtro técnico para garantir que as entidades executoras possuam capacidade operacional e idoneidade comprovada, mitigando riscos de irregularidades e assegurando a lisura do processo.

Leia Também:  Luis Cláudio recebe "Carta de Anuência" do PP e vai disputar reeleição pelo MDB

A implementação desse sistema de certificação visa profissionalizar o setor de eventos em Mato Grosso, combatendo o que o conselheiro classifica como “picaretagem” e evitando escândalos que maculam a imagem da gestão pública. De acordo com a proposta do Tribunal de Contas, apenas organizações com o selo de qualidade estariam aptas a gerir as Emendas Parlamentares destinadas a eventos.

Dessa forma, busca-se elevar o padrão ético das contratações sem anular a importância econômica da cultura, que, segundo Sérgio Ricardo, é uma indústria capaz de gerar empregos diretos e indiretos e preservar as tradições que definem o povo mato-grossense.

As consequências imediatas deste embate institucional podem ser sentidas na articulação política entre o Executivo e o Legislativo, uma vez que a limitação das emendas mexe diretamente na base de atuação dos parlamentares. Caso a medida de Pivetta prevaleça sem reajustes, prevê-se uma mudança no perfil econômico dos municípios que dependem do turismo de eventos, enquanto setores da saúde pública esperam por um fôlego financeiro adicional proveniente dessa realocação. Por outro lado, a adoção do selo de qualidade proposto pelo TCE pode oferecer um meio-termo técnico que satisfaça a necessidade de controle sem sacrificar o fomento cultural.

Por fim, o diálogo permanece aberto entre as esferas de “PODER”, com o Conselheiro Sérgio Ricardo expressando confiança em uma futura reflexão por parte do governador em exercício.

O debate em Mato Grosso transcende a mera questão orçamentária; ele reflete a busca por um equilíbrio entre a necessidade de entretenimento da sociedade e a responsabilidade fiscal do Estado.

Enquanto o governo mantém sua posição firme pela austeridade, os órgãos de controle buscam garantir que a cultura receba “todo o recurso possível”, desde que aplicado com transparência, eficácia e absoluta observância aos princípios da administração pública brasileira.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA