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REPUBLICANOS AMPLIA MUSCULATURA PARA 2026

Chegada Geller ao Republicanos amplia a musculatura do grupo liderado por Pivetta

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Nunca fui da extrema-direita nem da extrema-esquerda. Sempre fui de centro, de resolver problemas. Não xinguei Bolsonaro, Lula ou Mauro Mendes. Trabalhei com todos”.

Afirmou Neri Geller, ex-deputado federal e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), confirmando que deve se filiar ao Republicanos, após convite feito pelo presidente estadual do partido, Adilton Sachetti, e terá desdobramentos em Brasília, onde Geller tem reunião marcada na próxima semana com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, com aval do vice-governador Otaviano Pivetta, e também uma possível aproximação com o grupo do Governador Mato-grossense, Mauro Mendes (UB), candidato ao Senado da Republica nas próximas eleições de 2026, mesmo sem ter estado no mesmo palanque nas últimas eleições.

Ele manifestou apoio público à candidatura de Pivetta ao Governo do Estado em 2026.

Acho que o Estado precisa seguir nesse rumo. E eu fiz parte dos avanços dessa gestão, todos sabem disso”.

Neri Geller também aproveitou para se posicionar como político de “CENTRO” e rebateu críticas sobre suposto oportunismo político ou de ser “melancia”, sendo verde da direita por fora, mas vermelho da esquerda por dentro. E também rebateu críticas veladas como a do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), que havia condicionado a entrada do ex-ministro ao alinhamento com os princípios da direita.

Tenho respeito pelo deputado Diego e por sua família. Não houve divergência, só um ruído sobre essa questão de ideologia. Eu sigo sendo de diálogo e de resultado”.

Neri Geller, apesar da simpatia que tem por Otaviano Pivetta, vice-governador do Estado e também candidato escolhido por Mauro Mendes para 2026, disse que também poderia apoiar outro nome caso haja consenso no grupo para 2026.

Se fosse o Cidinho Santos, também seria um bom nome. Mas a informação que tenho é que o candidato do grupo é o Otaviano Pivetta”.

Sobre a filiação do deputado federal Juarez Costa, hoje ainda no MDB, também pode se filiar ao Republicanos, disse que a sigla está se fortalecendo a chapa para 2026.

Pode vir o Juarez e até o próprio MDB, pensando em uma composição que eleja de dois a três deputados”.

Neri Geller defendeu o fim da polarização e pregou equilíbrio na política.

Temos que parar de discutir extremismo. Tem que ouvir movimentos sociais, defender reforma agrária, mas também respeitar o direito de propriedade. É possível fazer convergência, e é isso que defendo”.

A chegada de Neri Geller ao partido Republicanos amplia a musculatura do grupo liderado por Pivetta e sinaliza um redesenho das forças políticas em Mato Grosso, com foco na construção de uma candidatura competitiva, coesa e com lastro em experiência administrativa para as eleições de 2026.

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Política

Crise eleitoral retira Fábio Garcia da chapa de Otaviano Pivetta

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O Quê: A Desistência de Fábio Garcia

O deputado federal Fábio Paulino Garcia (UB) selou oficialmente a sua desistência de disputar o cargo de vice-governador na chapa majoritária chefiada pelo atual governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos).

O recuo estratégico levou o parlamentar a retrincheirar a sua atuação política na busca pela manutenção de seu mandato na Câmara dos Deputados. Como desdobramento imediato da repactuação, foi formalizada a exoneração de Mauro Carvalho do comando da Casa Civil estadual.

Quem: Os Protagonistas da Crise Political

A reviravolta envolve diretamente o governador Otaviano Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (UB), liderança de forte projeção no estado. O anúncio atinge também figuras proeminentes cotadas para recompor a vice-governança, como a deputada federal Gisela Simona (UB), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos), também conhecida nos bastidores como Alessandra Croco, além do ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, e do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), Max Joel Russi do Podemos.

Quando: A Cronologia dos Acontecimentos

O desfecho da crise culminou nesta terça-feira (11), após um ápice de tensão registrado no início da semana. A articulação final decorreu de uma reunião de emergência realizada na segunda-feira (10), momento em que o impasse atingiu seu ponto mais crítico no Palácio Paiaguás. O agravamento dos fatos provocou o cancelamento de uma coletiva de imprensa oficial e acelerou a redefinição das candidaturas majoritárias a poucas semanas das convenções e registros definitivos.

Onde: O Epicentro das Articulações

A crise institucional e eleitoral teve como palco central o Palácio Paiaguás, sede do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso. O epicentro da controvérsia estendeu-se até Brasília, onde a deflagração de medidas cautelares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu a cúpula do governo mato-grossense, ecoando forte influência também no município de Rondonópolis, considerado o segundo maior colégio eleitoral do estado e peça-chave no xadrez político regional.

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Como: O Mecanismo da Ruptura

O racha na aliança histórica consumou-se mediante uma reunião a portas fechadas na qual se pactuou que Otaviano Pivetta terá “mãos livres” para indicar o novo vice, sem a ingerência direta de Mauro Mendes. A decisão seguiu-se à forte pressão exercida por Pivetta, que alegava desgaste reputacional irreversível decorrente de desdobramentos judiciais. A escalada de tensão quase resultou na desistência da própria candidatura do governador, após ameaças de retirada de apoio formal por parte da Federação União Progressista.

Por Quê: A Operação Heritage

O estopim para a ruína da aliança foi a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões em um acordo judicial e administrativo firmado entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi. As suspeitas que recaíram sobre alvos centrais do grupo governista minaram a estabilidade do acordo eleitoral original, inviabilizando a manutenção da composição que havia sido desenhada, em primeiro momento, a contragosto de Pivetta.

Qual a Medida Restritiva: O Cerco do STF

O fator determinante para a paralisia da coordenação política foi a imposição de severas medidas cautelares assinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as determinações jurídicas, estabeleceu-se a proibição expressa de qualquer comunicação entre Fábio Garcia, Mauro Mendes e Mauro Carvalho. A impossibilidade legal de contato direto interpelou a continuidade do planejamento de campanha, tornando insustentável a permanência de Garcia na vaga executiva e forçando o seu recuo imediato.

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As Alternativas: O Novo Desenho do Podemos

Diante da vaga em aberto, a opção por Alessandra Ferreira devolve força ao Podemos na chapa majoritária. Casada com o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), Alessandra contaria com o respaldo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi. A escolha dela adicionaria densidade eleitoral ao palanque de Pivetta na região Sul de Mato Grosso, reduto político do senador Wellington Fagundes (PL), que desponta como adversário direto na corrida ao Palácio Paiaguás.

O Ponderável: A Cartada do União Brasil

Como alternativa direta a Alessandra, desponta o nome da deputada federal Gisela Simona. Caso a escolha recaia sobre Gisela, o União Brasil preservará o espaço de prestígio na composição majoritária ao lado de Pivetta. Se a opção for por Alessandra Ferreira, o Podemos expandirá consideravelmente a sua participação institucional no grupo governista, mantendo o equilíbrio de forças dentro do arco de alianças da base aliada.

As Consequências: O Futuro da Coligação

A definição final da chapa permanece dependente dos diálogos de última hora travados entre Pivetta e os partidos aliados. O rearranjo traz implicações profundas ao cenário eleitoral mato-grossense: ao mesmo tempo em que tenta estancar o desgaste provocado pelas investigações federais, a base aliada enfrenta o desafio de pacificar feridas expostas e reorganizar suas forças regionais para garantir a competitividade na disputa pelo governo do Estado.

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