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AS MIVIMENTAÇÕES NA POLÍTICA CUIABANA

Cenário político em Cuiabá: “Milagres” acontecem na política!

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Não há milagres quando se fala de política partidária. Ou as ações são realizadas e obras executadas por vontade política, ou por pressão popular, na maioria das vezes porque existe um monitoramento pelos órgãos de controle ou pela mídia.

Milagre é uma coisa que todo político fará quando está em campanha, mas, depois de eleito, político deixa de ser santo“. Demétrio Sena.

Leio e ouço muita coisa por aí sobre estes assuntos: Deus, Milagres e Política. Por estar cansado diante de tantas palavras vazias e não ser omisso, vou dar minha opinião a respeito.

Irei polemizar? Sim, a ideia é essa: dizer uma porção de coisas para que você reflita, se quiser, e chegue às suas próprias conclusões, mesmo que sejam diferentes das minhas.

Então, vamos lá.

Muitos, de vez em quando ou regularmente, colocam uma roupa bem bacana e vão a um templo para “fazer uma visitinha” a Deus. Lá, ouvem uma porção de palavras, repetem outras, se despedem e, em seguida, vão embora.

Assim, acham que sua obrigação de “visitar” a Deus foi feita, deixando o Altíssimo lá dentro, certos que só por isso merecem receber um ou mais milagres para viver confortavelmente aqui no planeta e que serão lembrados quando forem para o outro lado.

Será que é assim que tudo funciona? Acho que não.

1. Quem procura Deus em templos, vai encontrar apenas uma construção de tijolos. Deus está dentro de todos e de cada um. Quer uma prova disso? Ele se chama consciência, que está o tempo todo dizendo para você fazer o certo e reclamando quando faz algo errado. Os templos existem para explicar isso a você, aguçando sua consciência e apontando o caminho que começa na própria alma e a liga ao todo celestial. Essa é a função deles: acender o Deus que há em você, dando-lhe o livre arbítrio para compreender o que isso significa e andar com Ele por todas as partes.

2. Da mesma forma, não adianta apenas levantar as mãos aos céus e pedir ajuda. Você tem que ser o primeiro a se ajudar, senão tudo fica como está. Logo, você é o agente de milagres. E “se ajudar” significa trabalhar, ser verdadeiramente útil.

3. Se você é agente de milagres, então pode perfeitamente oferecer um pouco de sua centelha divina para o próximo. Lembre-se que a lei do retorno não deve ser entendida apenas no sentido esotérico, mas prático: quanto mais pessoas você ajudar (com uma palavra sincera mas, principalmente, com uma ação), mais aumentará suas chances de ser ajudado… e obter o milagre que tanto busca para si. Uma coisa leva a outra: assim, não reclame se estiver se sentindo só.

4. Resumo: quer um milagre? Produza para merecer.

5. E sobre política? Ah, a política é muito boa… para os políticos. Deus e Milagres não fazem parte desta área. Até porque os políticos, com raríssimas exceções, costumam pensar apenas em si, só se importando com seus semelhantes no momento do voto e deixando Deus completamente de lado. Afinal, Ele não vota, né? Creio que isso traduz tudo.

Penso que Deus não faz, simplesmente, milagres.
Amigos fazem milagres.
Deus possibilita que amizades sejam feitas.
Por isso, é Deus.
Faz o grande milagre”.

Os “Milagres” na política mato-grossense

Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, milagres na política mato-grossense acontecem, muito para os nossos políticos em 7 de setembro e no final do ano. O perigo é quando os políticos se desviam das principais questões e vendem soluções fáceis. Segue o fluxo!

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Vejam o que aconteceu na política de Cuiabá na semana, de proposta a instalação de CPIs, censura a deputado estadual, troca de acusações e até adiamento de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Bom…, a semana na política de Cuiabá foi mais uma vez agitada.

A equipe de reportagem do Blog do Valdemir, faz um rápido balanço dos episódios mais relevantes nas últimas 72 horas.

A Operação deflagrada pela Delegacia de Combate a Corrupção (DECCOR), que indiciou 22 empresários acusados de fraudar licitações na Saúde, ganhou repercussão no meio político.

Os deputados estaduais, principalmente da oposição, querem instalar uma CPI para investigar a administração financeira da Secretaria de Saúde e o envolvimento de agentes públicos nos crimes.

O governador Mauro Mendes (UB) está tranquilo e disse que simplesmente não quer confusão;

Nada tira meu sono, nunca mandei fazer nada errado e todo mundo da política sabe disso. Eu, Mauro Mendes, estou muito tranquilo. Agora, eu não quero confusão desnecessária para ninguém simplesmente assim. Se for comprovado (servidores envolvidos) serão afastados, pontuou o governador Mauro Mendes.

Censura

A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), pela primeira vez na sua história, censurou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL).

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Na prática a censura funciona como um repúdio as atitudes do parlamentar estadual que foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), por suposta quebra de decoro parlamentar.

Ficou indignado (a)? Milagres na política mato-grossense.

Nenel Pinheiro

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) adiou o julgamento o mérito do recurso apresentado pelo Prefeito de Cuiabá, o emedebista Nenel Pinheiro, com objetivo de manter-se no cargo. O julgamento estava previsto para o dia de ontem (6), porém, deve ser retomada na próxima sessão presencial do STJ, na quarta-feira (13).

A votação está empatada 1 a 1. A ministra Maria Thereza, relatora, votou para derrubar a decisão liminar que suspendeu o afastamento. Já o ministro Humberto Martins, votou contra a relatora. Milagres de 7 de setembro.

Nota do Boteco da Alameda

Com os últimos movimentos da política na Terra de Rondon, chegamos à seguinte conclusão: os que estão no “PODER” não o querem perder, ficam no “PODER” por falta de humildade de reconhecer os erros e de admitir que possivelmente com outros parâmetros poderia se administrar melhor com outras diretrizes quer ideológicas ou conceituais.

O que é muito triste é admitir que o vendaval que assola o nosso Mato Grosso desestabilizou nossa credibilidade, maculou grupos sociais, manchou pessoas em todo os escalões políticos e civis pelas articulações duvidosas.

Infelizmente como espectadores desse teatro político sofremos as consequências como se protagonistas fôssemos.

Hoje, neste palco de “atores” bem preparados, constatamos um espetáculo deprimente de acusações e de fraqueza humanas, como se um vírus estivesse deformando a personalidade e identidade dos personagens, pois a vidraça foi quebrada pela pedra.

E o rombo é enorme, pois a vidraça e a pedra, pertencem a mesma ideologia.

Nos assusta o que vivenciamos, já que a orquestra política desafinou, prejudicando a sintonia, é necessário consertar ou mesmo substituir os desarticulados, para que o concerto de Cuiabá, seja harmoniosa, límpida e cristalina e que os acordes ressoem no cenário mato-grossense de maneira transparente e equilibrada.

Em Cuiabá, tivemos e temos grandes “atores” que se evidenciaram e se evidenciam, atualmente estamos em busca da volta dos grandes “atores” da política, pessoas especiais, líderes com sonho e amor pela nossa terra que tem o Parque das Águas, com os passeios ilustres das nossas capivaras.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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