CORRENDO CONTRA O TEMPO E O DESEJO
“Candidato do UB para disputar a eleição de 2024 não será definido “apenas por pesquisas eleitorais””
Apesar do governador Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), defender que as eleições de 2024 sejam discutidas a partir do próximo ano, o prazo pode ser reduzido. É que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho (UB), acredita que a partir de outubro é momento oportuno para iniciarem as articulações desenhando nomes para as prefeituras municipais e câmaras municipais.
O parlamentar unista inclusive é um dos que almejam a candidatura para 2024, de olho na cadeira numero 1 da Prefeitura Municipal de Cuiabá. Eduardo Botelho não esconde o desejo de colocar o nome para a disputa, tanto que vai se licenciar do mandato de deputado a partir da próxima semana para construir a sua pré-candidatura para 2024.
Eduardo Botelho já fez o comunicado para o governador Mauro Mendes, e ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). E quem poderá assumir a vaga é o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), Gilberto Gomes de Figueiredo por 3 meses.
O Palácio Paiaguás avalia se a saída temporária de Gilberto Figueiredo da secretaria poderá causar algum desgaste, já que o Estado está intervindo na Saúde da Capital. O secretario de Saúde do Estado teve a mesma oportunidade, após o pedido de licença do líder do governo, deputado Dilmar Dal Bosco. No entanto, recusou o espaço por conta das atribuições na gestão da Saúde. Com isso, o beneficiado foi Xuxu Dal Molim, segundo suplente da chapa. Caso contrário a cadeira deverá ser preenchida por Baiano Filho, terceiro suplente da chapa.
O parlamentar quer intensificar a sua liderança e seu nome na Capital para chegar bem nas pesquisas internas do União Brasil no final do ano, já que disputará a indicação com o deputado federal Fábio Garcia, hoje preferido do governador Mauro Mendes.
Racha no União Brasil
Dentro da sigla, o grupo político atualmente vem passando por problemas internos, e enfrentam um clima de racha já sob o reflexo da sucessão municipal em Cuiabá. Isso porque de um lado, Botelho conta com apoio dos irmãos Júlio e Jayme Campos. De outro, o deputado federal Fabio Garcia é respaldado pelo comandante do Palácio Paiaguás, Mauro Mendes e pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, que inclusive não tem nenhuma simpatia pelo parlamentar estadual Eduardo Botelho., e é dado como “favorito” do chefe do Executivo Estadual para representar a chapa governista na disputa contra o grupo do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).

Escolha pelas pesquisas
O deputado estadual, e também interessado na cadeira numero 1 da Prefeitura Municipal de Cuiabá, José Eduardo Botelho (UB), rebateu o deputado federal Fábio Paulino Garcia (UB), após ele ter afirmado que o candidato do União Brasil para disputar a eleição de 2024 não será definido “apenas por pesquisas eleitorais”.
O parlamentar estadual e presidente da Casa de Leis, Botelho e Garcia que travam uma disputa interna dentro do próprio partido para se lançarem à disputa municipal com o apoio do governador Mauro Mendes, disse que o companheiro de partido está começando suas articulações “erradas”, e cobrou respeito.
“Eu acho que ele já está começando errado. O Fábio tem que respeitar a vontade popular. A pesquisa é uma vontade popular. A não ser que ele queira ser candidato dele só”.
O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), juntamente com algumas lideranças do grupo, defendem que a escolha do candidato para disputar a Prefeitura de Cuiabá em 2024 seja feita com base em resultados de pesquisas e não apenas por mero favoritismo do comandante do Palácio Paiaguás.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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