Política
Candidata à reeleição, Lucimar tem o maior tempo de rádio
Candidata a reeleição à Prefeitura de Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos (DEM) terá o maior tempo de exposição no rádio durante a campanha eleitoral que começou na sexta-feira, dia 26, e o municipio de Várzea Grande não terá espaço na mídia televisiva.
A coligação da candidata Lucimar Campos, registrada como “Pra Avançar e Melhorar” é composta por um arco de treze partidos (PP, PTB, PMDB, PR, PPS, DEM, PRTB, PHS, PSB, PRP, PSD, PC do B, PTN) que vão dividir dentre si o tempo de 4min56sec em vinhetas na programação de emissoras de rádio.
Já a coligação “Várzea Grande de Todos Nós” que será encabeçada pelo empresário Alan da Top Gás (PV) após a saída do empresário Willian Cardoso terá exposição de 3min45seg. Essa duração deverá ser distribuída dentre os 11 partidos que integram a coligação (PSDB, PTC, REDE, PSDC, PV, PROS, PT, SD, PMN, PT do B, PRB).
Segundo algumas informações vindas do Município de Várzea Grande, o candidato Willian Cardoso foi forçado a recuar da sua candidatura por pressões da alta cúpula do PSDB de Mato Grosso, que preferiu apoiar a reeleição de Lucimar Campos (DEM).
Outros dois grupos que disputam as eleições em Várzea Grande terão tempo abaixo de 1 minuto. “Mudança com Segurança” ficou com 57sec para pedir voto aos eleitores. Quatro siglas consideradas nanicas compõem a coligação com PSC, PMB, PDT, PEN. A coligação é encabeçada pelo coronel Pery Taborelli (PSC). O Psol, de Milton Dantas que disputa o pleito sozinho terá 21 segundos.
Além dos quatro candidatos á prefeitura de Várzea Grande, 250 concorrentes a uma das 21 vagas que estão em disputa para a Câmara Municipal dos Vereadores na Cidade Industrial.
Conforme a legislação eleitoral, o programa eleitoral gratuito só ocorre em locais que têm emissoras de rádio e TV. No entanto, a possibilidade não é 100% descartada.
Várzea Grande é o segundo maior colégio eleitoral de Mato Grosso, atrás apenas de Cuiabá. Em 2012, a Justiça Eleitoral designou uma emissora para geral o sinal do horário eleitoral gratuito, este ano em Várzea Grande, ficou definido pela Justiça Eleitoral que teria apenas transmissões de emissoras de Rádio, e o sinal será gerado pela Rádio Industrial.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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