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Política

Câmara discute alternativas para “frear” a violência no trânsito em Cuiabá

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Em alusão ao movimento Maio Amarelo, que neste ano tem o tema "Minha escolha faz a diferença", a Câmara Municipal de Cuiabá realiza nesta segunda-feira (15), às 9 horas, uma audiência pública para discutir alternativas de melhorias na mobilidade urbana.

Os acidentes de trânsito tem sido um dos maiores problemas de saúde do país, os custos são da ordem de R$ 60 bilhões de reais por ano. O Observatório Nacional de Segurança Viária aponta o Brasil como o quarto do Mundo com maior índice de acidentes de trânsito. Hoje o país registra uma morte a cada 12 minutos.  

Já na Grande Cuiabá, no primeiro trimestre deste ano, houve uma queda de 35% no número de mortes, de acordo com estatísticas da Secretaria de Estado de Segurança Pública. Foram 24 vítimas neste ano contra 37 em 2016. Também no Estado, houve uma redução, de 93 mortes em 2016 para 60 nesse ano.  Apesar da queda, Mato Grosso está entre os três estados brasileiros com maior índice de mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes, com 37,4 mortes. O Estado só perde para Tocantins e Piauí, conforme apontou o relatório "Retrato da Segurança Viária".

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De acordo com o vereador Toninho de Souza, que requereu a audiência pública para discutir melhorias na mobilidade, o encontro será uma oportunidade para algumas reflexões e questionamentos entre eles, que pedestres e motoristas nós temos em Cuiabá? O que tem motivado tantos atropelamentos? O parlamentar ressaltou ainda que, embora a intenção não seja apenas focar no comportamento das pessoas, também serão abordadas as condições da malha viária existente no município. "Apesar das fiscalizações eletrônicas, dos agentes de trânsito, os chamados "amarelinhos", e ainda da sinalização horizontal e vertical nas ruas e avenidas, foi registrado uma redução significativa nos acidentes, mas eles ainda continuam acontecendo e o pior, tem tirado vidas. Alguns desrespeitos à vida continuam, um exemplo é a faixa de pedestres, é uma realidade na cidade, mas não é respeitada", disse Toninho.

Estão confirmadas as presenças das principais autoridades ligadas ao setor de trânsito da Capital Mato-grossense entre elas, o Juiz de Direito Mário Kono de Oliveira do Juizado Especial Criminal Unificado (JECRIM); a promotora do Ministério Público Estadual Márcia Furlan, da 17ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá; o Major da Policia Militar Rafael Dias Guimarães que é coordenador  Gabinete de Gestão Integrada da Secretaria de Estado de Segurança Pública; vai contar ainda com a presença do delegado da Polícia Civil Christian Cabral, titular da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran); da Tenente Coronel Francyane Siqueira Chaves, comandante do Batalhão de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário de MT, o secretário Municipal de Mobilidade Urbana Antenor Figueiredo. A audiência terá também o relato de familiares vítimas dessa violência de trânsito, que será representado pelo presidente da associação, Heitor Reyes, e contará ainda com o professor da UFMT Luiz Miguel Miranda, que é especialista em engenharia de trânsito, e ainda a sociedade. Além dessas autoridades e estudiosos de trânsito, a sociedade em geral estará presente para debater alternativas para frear o elevado numero de mortos e feridos em acidentes de trânsito na Capital.

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Política

Jayme Campos: “Ele está patrolando o partido”

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O senador e pré-candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso, Jayme Verissimo de Campos (UB), rechaçou de forma veemente a possibilidade de sua esposa, a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, compor a chapa majoritária na condição de candidata a vice-governadora ao lado do atual governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Olavo Pivetta do partido Republicanos. A declaração pública do parlamentar, caracterizada por um tom de forte indignação ética, ocorreu nesta semana durante encontros políticos estratégicos em Cuiabá, no momento em que os partidos aceleram as articulações internas para a definição das candidaturas que disputarão a cadeira numero 1 do Palácio Paiaguás e as vagas Legislativas no pleito de outubro.

A manifestação incisiva do senador unista repudiava os rumores que circulavam nos bastidores políticos locais, os quais sugeriam o nome de Lucimar Campos como uma alternativa técnica e eleitoralmente viável para selar uma aliança pacífica entre o grupo governista de Pivetta e a ala dissidente do União Brasil (UB). Diante das especulações de bastidores que ganharam vulto na imprensa regional, Jayme Campos apressou-se em estabelecer um limite claro às negociações correntes, blindando seus familiares de arranjos partidários e reafirmando a manutenção integral de seu projeto autônomo de candidatura majoritária, o qual se contrapõe de forma direta aos planos de continuidade da atual gestão estadual.

Os principais articuladores políticos da base aliada do governador Otaviano Pivetta e a Executiva Estadual do União Brasil (UB), sob a liderança do ex-governador Mauro Mendes (UB), figuram como as contrapartes institucionais e os interlocutores diretos dessas tratativas que visavam à unificação das forças governistas. O movimento estratégico de aproximação buscava neutralizar a concorrência interna e consolidar um arco de alianças robusto para a disputa ao Executivo, utilizando-se da influência política e do recall eleitoral da família Campos na região metropolitana de Cuiabá como um elemento de forte atração e estabilidade para a chapa governista.

O epicentro geográfico e o cenário das tensões políticas concentram-se no Estado de Mato Grosso, tendo as principais deliberações e os desabafos ocorrido na capital, Cuiabá, que abriga as sedes partidárias e o centro decisório do Palácio Paiaguás. O descontentamento com o andamento das conversas também reflete as dinâmicas locais de Várzea Grande, segundo maior colégio eleitoral do estado e tradicional reduto político dos Campos, onde a ex-prefeita Lucimar Campos mantém considerável base de apoio popular, transformando a região geográfica em um território estratégico disputado palmo a palmo pelas coligações em formação.

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O senador Jayme Campos e o presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, reuniram-se formalmente com o propósito explícito de aparar as arestas acumuladas nas últimas semanas e discutir de forma realista o desenho do cenário político-eleitoral para 2026.

A agenda bilateral buscou reavaliar as estratégias de lançamento de candidaturas próprias e a distribuição de espaços na chapa majoritária, servindo também como um ambiente formal para o esclarecimento de convites informais e para a equalização das expectativas das diferentes correntes que coexistem de forma tensa no partido.

A motivação central por trás da reação enérgica de Jayme Campos reside na preservação do que ele define como a integridade e a dignidade de seu núcleo familiar, recusando-se a converter parentes próximos em moedas de troca ou componentes de “balcão de negócios” no pragmatismo das alianças eleitorais cotidianas. Adicionalmente, o parlamentar fundamenta sua recusa no argumento de que aceitar uma posição de vice-governador ou indicar sua esposa para tal posto representaria uma “humilhação” política diante da solidez do projeto autônomo que ele vem defendendo publicamente perante as bases partidárias e a sociedade mato-grossense.

As decisões estratégicas adotadas pelo senador e pelas lideranças do União Brasil produzem impactos imediatos na engenharia política estadual, resultando na antecipação da convenção partidária para o dia 20 de julho, logo após a abertura do período oficial permitido pela Justiça Eleitoral, em substituição à data originalmente prevista de 4 de agosto. Essa alteração no cronograma interno foi defendida para ampliar o prazo de organização jurídica e para corrigir falhas materiais no edital de convocação publicado, o qual omitia a previsão de escolha dos candidatos ao Senado, obrigando a sigla a revisar seus atos burocráticos.

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A inviabilização da aliança por meio de indicação familiar decorre de uma postura ideológica rígida assumida pelo senador, o qual adota uma retórica de diferenciação ética ao afirmar que respeita a própria família e que jamais envolveu esposa ou filhos em transações políticas espúrias.

Jayme Campos sublinhou que a manutenção de sua pré-candidatura ao governo estadual configura sua única opção eleitoral para o pleito vigente, asseverando categoricamente que não possui um “plano B” e que, caso o projeto majoritário não prospere nas instâncias partidárias, optará por retornar às suas atividades empresariais privadas.

O método central empregado pelo parlamentar para externar seu posicionamento consistiu no uso de declarações públicas de forte impacto mediático, nas quais criticou abertamente a condução centralizadora de Mauro Mendes à frente do União Brasil, acusando-o de “patrolar” a legenda e impor prazos exíguos para o debate interno. O pré-candidato recorreu a metáforas expressivas, como a denúncia de uma suposta “política do ferro no pescoço”, para contrapor o estilo de gestão de seus correligionários ao modelo que defende como ideal, baseado na arte do diálogo, do entendimento mútuo e da ampla conversação democrática.

O montante das despesas de campanha e a viabilidade financeira da futura estrutura partidária dependem diretamente da resolução desses impasses, uma vez que a fragmentação das candidaturas majoritárias impacta a distribuição dos fundos eleitoral e partidário entre as siglas concorrentes.

O desfecho das negociações atuais definirá o volume de recursos técnicos e financeiros que serão direcionados para as candidaturas ao Senado e à Câmara Federal, estimulando os pré-candidatos mencionados pelo senador, como Janaina Riva, Carlos Fávaro, Pedro Taques e José Medeiros, a monitorarem atentamente os rumos do União Brasil para assegurarem suas respectivas fatias orçamentárias.

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