ELEVADOS ÍNDICES DE FEMINICÍDIO
Proposta busca inserir na “Constituição de Mato Grosso” mecanismos permanentes de proteção aos direitos das mulheres
Como se já não bastasse a sub-representação feminina nos espaços de poder, as mulheres que decidem ocupar cargos eletivos são, com frequência, vítimas da violência política motivada pelo gênero. Em muitos casos, essa violência é articulada com o racismo e a LGBTfobia.
De acordo com a lei brasileira, violência política contra a mulher é toda ação, conduta ou omissão com a finalidade de impedir, obstaculizar ou restringir os direitos políticos da mulher. Ameaças, ofensas, agressões, assédios, tentativas de homicídio e assassinatos são algumas formas de atentar contra os direitos humanos das mulheres candidatas e eleitas. Todas as mulheres são vítimas destes ataques, mas negras, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais são alvos preferenciais por interseccionarem outros marcadores sociais.
A persistência da “violência política de gênero” e dos “elevados índices de feminicídio” em Mato Grosso impulsiona uma nova iniciativa voltada ao fortalecimento dos direitos das mulheres. Em reunião híbrida realizada com militantes progressistas, em Cuiabá, a pré-candidata a deputada estadual Edna Sampaio (PT) apresentou a proposta de elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) destinada a incluir, na Constituição Estadual, instrumentos permanentes de promoção da igualdade de gênero e de “enfrentamento à violência contra as mulheres”.
A iniciativa parte do diagnóstico de que, embora a legislação brasileira reconheça como “violência política” toda ação, conduta ou omissão destinada a impedir, dificultar ou restringir o exercício dos direitos políticos das mulheres, candidatas e representantes eleitas continuam sendo alvo de ameaças, ofensas, agressões, assédio e outras formas de violência.
Segundo especialistas, esses ataques atingem com maior intensidade mulheres negras, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, em razão da sobreposição de diferentes formas de discriminação.
De acordo com a proposta apresentada, a elaboração da PEC ocorrerá de forma participativa durante a pré-campanha e a campanha eleitoral. Para isso, serão constituídos núcleos de mulheres em Cuiabá e em diversas regiões de Mato Grosso, responsáveis por promover debates, ouvir a população e reunir sugestões que contribuirão para a redação final da matéria constitucional.
A construção coletiva do texto, segundo Edna Sampaio, representa a continuidade das discussões desenvolvidas pela Câmara Setorial Temática (CST) sobre Feminicídio, instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e presidida pela própria parlamentar durante sua atuação no Legislativo Estadual. Os estudos realizados pela comissão serviram de base para a formulação da proposta agora apresentada.
Na avaliação da pré-candidata, o principal objetivo da PEC é substituir políticas públicas predominantemente reativas por ações estruturais e permanentes de prevenção à violência de gênero. Conforme argumenta, o combate ao feminicídio exige medidas que enfrentem suas causas sociais, especialmente a desigualdade histórica entre homens e mulheres, considerada um dos fatores centrais para a manutenção da violência.
Durante a apresentação da proposta, Edna Sampaio afirmou que a desigualdade de gênero constitui um problema estrutural da sociedade brasileira e que a omissão do Estado, aliada à ausência de políticas públicas contínuas, contribui para a manutenção dos elevados índices de violência registrados em Mato Grosso.
Segundo ela, garantir proteção efetiva às mulheres depende da adoção de políticas permanentes capazes de assegurar o pleno exercício da cidadania feminina.
A pré-candidata também sustentou que os governos estaduais mais recentes priorizaram medidas voltadas ao atendimento das vítimas após a ocorrência da violência, sem investir, na mesma proporção, em políticas preventivas capazes de reduzir as desigualdades de gênero. Na avaliação apresentada, a proposta constitucional pretende alterar essa lógica ao estabelecer obrigações permanentes para o poder público.
Outro ponto destacado durante a reunião refere-se ao processo de elaboração das constituições brasileira e mato-grossense. Edna argumentou que a reduzida participação feminina na Assembleia Constituinte de 1988 e a inexistência de mulheres entre os constituintes responsáveis pela Constituição de Mato Grosso contribuíram para que os direitos das mulheres não fossem incorporados de maneira estrutural aos respectivos textos constitucionais.
Segundo a pré-candidata, embora a Constituição Federal estabeleça como dever do Estado o combate às desigualdades, não há referência explícita à desigualdade entre homens e mulheres como prioridade constitucional.
Para ela, essa ausência dificulta a consolidação de políticas públicas permanentes voltadas à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento das diversas formas de “violência contra as mulheres”.
Caso seja eleita, Edna Sampaio informou que pretende apresentar a proposta também em âmbito nacional, incentivando a discussão de uma Proposta de Emenda à Constituição Federal que explicite os direitos das mulheres e fortaleça as responsabilidades do Estado na redução das desigualdades de gênero. Os primeiros núcleos de debate deverão ser organizados nos próximos meses, marcando o início da construção coletiva da proposta que será submetida à sociedade e, posteriormente, ao Poder Legislativo.
Política
Quem sair por último, apague a luz; Wellton uma candidatura que vai se esvaziando
É hoje! É hoje!! Queridos internautas amigos e leitores do Blog do Valdemir e frequentadores do Boteco da Alameda, o “Guri refestelado da Guarita”, acordou cedo hoje só porque é dia de jogo da nossa Seleção Brasileira Futebol, e agora, é tudo ou nada.
E o cenário da política em nosso “QUERIDO“, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso, está seguindo o ritmo de Copa do Mundo 2026, entrando na fase do “Mata-Mata“, fase que não existe pensamentos para ensaios. Ou seja, para erros de estratégias, e aquele que perder, tá fora do jogo literalmente… eitaaa lasqueiraaa!
O “Guri refestelado da Guarita”, subiu a avenida do CPA, em sua bicicleta Monark Barra Forte, para avisar a geral: tem gente sendo fritado e que provavelmente, vai estar fora do jogo.
O “Guri refestelado da Guarita“ disse ainda que, não é possível apagar algo que há muito não está aceso. Então o último que sair apague a luz!
É “pequeno gafanhoto”, pelo visto a nuvem política vem sobrevoando. Esses movimentos vêm fortalecendo o “Capitão Jaymão”, que agora deve estar com “sorriso largo”, igual o editor do Blog do Valdemir, quanto ganha camisa nova.
Mas, entretanto, contudo, todavia, algumas peças do tabuleiro político, nos últimos dias, esboçaram um movimento, que pode complicar o jogo, que o “Âncora”‘ segue adotando, pois, o líder absoluto do Podemos no Estado de Mato Grosso, deputado estadual e comandante da Casa de Leis mato-grossense, Max Joel Russi, criticou o “Modus Operandi”, que o “Âncora” segue adotando. Ou seja, a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e Governo do Estado seguem conversando, mas não se entendem.
Assim, abre caminho para decadência de um, e eminência de outro, que vai contar com o apoio de Wellton Fagundes, que está sendo retirado antes do tempo…
Novos episódios dessa novela, chamada política, vai acontecer nos próximos dias. Aguardemos as próximas caminhadas.
Segue o fluxo!
Erro de leitura
Chama a atenção dos cabeças pensantes do nucleo duro do Boteco da Alameda, o erro da leitura política dessa direita, porque não compreendem o que é possível e o que é impossível.
Ou seja, você tem atitudes para proteger alguns e prejudicar o Estado de Mato Grosso inteiro. Junto com isso, a centro direita, com toda a sua experiência, toda a sua malícia política, também não lê Mato Grosso. É porque eles estão com excesso de poder tão abissal que se sentem intocáveis…
Se liga Pivetta
Na política, a reta final de uma eleição é um momento crítico onde a margem para erro é praticamente zero, pois o eleitorado está altamente polarizado e qualquer falha pode definir o rumo do pleito.

Quem sair por último…
Apague a luz. A debandada de prefeitos eleitos pelo PL expõe uma realidade cada vez mais difícil de esconder: a pré-candidatura de Wellton Fagundes perde sustentação antes mesmo de a campanha ganhar as ruas.
Prefeitos de importantes colégios eleitorais, como Rondonópolis, Várzea Grande, Campo Verde do Parecis, Sinop, Primavera do Leste e Cuiabá, já deram sinais claros de alinhamento a reeleição do governador mato-grossense, Otaviano Pivetta do partido Republicanos.
Nos bastidores, cresce a percepção de que muitos desses prefeitos sequer acreditam que o candidato pelo Partido Liberal (PL), Wellton Fagundes levará sua candidatura até o fim.
A expectativa de uma eventual desistência reforça a fragilidade de uma base política que, aos poucos, vai se esvaziando.
Na política, os sinais costumam falar mais alto que os discursos. E, neste momento, os sinais indicam que o barco está ficando cada vez mais vazio.
O que se passa?
Depois de ter chegado de Bonsucesso, os frequentadores do Boteco da Alameda, não fazem outra coisa: adormecer.
Quando acordado divulgou o momento político de Wellton Fagundes e outros fatos interessantes das eleições. Mas, logo depois, caíram para o lado. Quem aqui lê deve imaginar que somos belos adormecidos, mas acredita de dia andamos de olhos bem abertos.
Agora, acordei e irei tentar ver a quantas andamos: Capitão Jaymão, Pivetta, Partido Liberal (PL), União Brasil (UB).
A cada caminhada na rua e vai ele, o nosso “Guri refestelado da Guarita”, a correr, sem ver mais nada. Se o que está a dar é incertezas, béu, béu, béu, agora Wellton béu, béu.

O Boteco vai falar
Há um fenômeno curioso acontecendo na política mato-grossense. Nunca se produziu tanto conteúdo. Nunca se gravou tantos vídeos. Nunca se publicou tanta imagem de agendas, reuniões, visitas, cafés, caminhadas e encontros. E, nunca se informou tão pouco.
Parte significativa das pré-campanhas parece ter chegado a equivocada conclusão de que a comunicação política se resume a produzir vídeos para redes sociais.
Como se bastasse registrar a presença do pré-candidato em um evento para que a sociedade compreendesse a relevância daquele ato.
Como se a câmara substituísse a informação.
Como se o algoritmo fosse mais importante que a opinião pública. Não é.
Existe uma diferença fundamental entre produzir conteúdo e produzir informações.
Enquanto o conteúdo mostra onde o pré-candidato esteve, a informação explica por que ele esteve ali, quais pautas defendeu, quais interesses representa, quais soluções propôs e quais impactos suas ações podem gerar para a população.
E é justamente nesse ponto que muitos pré-candidatos estão falhando. Produzem material para alimentar bolhas digitais, mas negligenciais o debate público mais amplo.
Ignoram que a credibilidade ainda é um dos ativos mais valiosos da comunicação política.
As redes sociais são fundamentais, mas não substituem a imprensa. Vídeos geram alcance. Informação gera reputação. Uma postagem pode alcançar milhares de pessoas. Uma notícia relevante pode influenciar a formação de opinião de uma região inteira.
Os pré-candidatos que compreenderem isso sairão na frente. Porque eleição não se vence apenas com visualizações, curtidas ou compartilhamentos.
Eleição se vence construindo confiança, autoridade e reconhecimento. E confiança não nasce do excesso de exposição….
Enquanto alguns estão preocupados em registrar cada passo do candidato, outros estão ocupados construindo SIGNIFICADO para cada passo dado. E, na política SIGNIFICADO sempre vale mais do que imagem.
Pronto o Boteco da Alameda falou e, segue o fluxo!
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