Política
Câmara atuará junto ao Executivo em prol da Santa Casa de Misericórdia
Em visita ao Hospital Santa Casa de Misericórdia, a Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá se comprometeu a atuar junto ao Executivo Municipal para garantir o pagamento de R$ 1,7 milhão, referente aos repasses atrasados.
Acontece que o Hospital possui 60 leitos de retaguarda, dos quais 30 foram contratualizados com a Prefeitura Municipal de Cuiabá. Para garantir o funcionamento destes leitos, o município teria que repassar mensalmente a Santa Casa o montante de R$ 322,5 mil.
O contrato entre a unidade e o Executivo, entretanto, venceu em outubro do ano passado. Até o momento não houve uma resposta da Prefeitura quanto à renovação ou prorrogação do mesmo. Apesar disso, a Santa Casa continua realizando o atendimento ao SUS utilizando estes leitos, tendo em vista a demanda de pacientes e a promessa do Palácio Alencastro em rever a situação.
Desta forma, a Hospital está desde novembro do ano passado sem receber este recurso, totalizando R$ 1,7 milhão em atraso. "A ausência deste dinheiro tem nos prejudicado até mesmo com os fornecedores. Mesmo sem receber nós continuamos recebendo pacientes do SUS. Nós somos parceiros da Prefeitura, mas eles estão nos deixando na mão", relatou o presidente da Santa Casa, Antônio Preza.
Diante do exposto, o presidente do Legislativo Municipal, vereador Júlio Pinheiro (PTB) acredita que a primeira providência a ser tomada é garantir a regularização do serviço pro meio de um novo contrato, ou da prorrogação daquele já existente.
"A primeira providência que temos que tomar é garantir um novo contrato com data retroativa a novembro. Regularizando esta situação, podemos negociar de que forma este recursos que esta em débito poderá ser pago", pontuou.
O petebista garantiu que irá procurar o prefeito Mauro Mendes (PSB) para tentar solucionar este impasse, uma vez que a unidade de saúde corre sérios riscos de fechar as portas por não tem recursos financeiros para garantir o atendimento ao público. "A Câmara está adotando a Santa Casa. Todos os vereadores de Cuiabá irão lutar em prol desta causa", garantiu o presidente.
Além disso, Pinheiro ainda disse que irá se reunir com os demais vereadores para estudar a possibilidade de vir a ajudar a Santa Casa a reformar a ala pediátrica da unidade. No total, este setor é formado por 64 leitos, quais são divididos em quatro alas. Casa ela requer o montante de R$ 120 mil para ser reformada.
"Vou procurar os demais vereadores para buscarmos uma forma de ajudar neste projeto que é de grande valia para o município, tendo em vista que a ala pediátrica da Santa Casa é 100%", garantiu.
Além do petebista, também participaram da reunião os vereadores Maurélio Ribeiro (PSDB), Lueci Ramos (PSDB), Toninho de Souza (PSD), Arilson da Silva (PT), Leonardo de Oliveira (PTB) e Oseas Machado (PSC). Todos abraçara a causa e formaram uma força-tarefa para atuar em favor da unidade de saúde junto ao Executivo Municipal.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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