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Política

Auditor do TCE, aponta para possibilidade de atos de improbidade administrativa

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)que apura irregularidades nas emissões de cartas de créditos a membros do Ministério Público Estadual (MPE) constatou a existência de falhas nas fichas funcionais emitidas pelo departamento pessoal do órgão, algumas manuscritas a lápis, passíveis de serem alteradas, conforme relatou o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fernando Gonçalo Solon Vasconcelos, responsável pelo relatório técnico da auditoria especial realizada nos documentos do MP. A oitiva ocorreu na tarde desta quinta-feira (31).

auditor TCEVasconcelos disse que havia inconsistência nos documentos apresentados pelo setor de recursos humanos e com isso há indícios de possíveis fraudes, inclusive de duplicidade, além de falta de ordem cronológica, tendo, inclusive, portarias publicadas em períodos posteriores ao período de férias dos promotores. "Havia documentos manuscritos a lápis que eram passíveis de serem apagados", confirmou. 

Diante disso, a inconsistência de documentos foi classificada como irregularidade grave pelo relatório da auditoria e o depoente confirmou que também existe a possibilidade de ter ocorrido improbidade administrativa.

O auditor evitou emitir qualquer tipo de opinião acerca da legalidade dos pagamentos efetuados aos 45 membros do MPE que receberam as cartas de créditos, porém rebateu o argumento do órgão de  que no período das emissões das certidões, entre 2004 e 2009, o sistema não era informatizado. Para o servidor do TCE, isto não justifica a falta de controle e as falhas encontradas pela auditoria.

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A ausência de sistema informatizado não significa que não poderia existir controle no registro dos membros do Ministério Público. As fichas funcionais deveriam ter sido feitas corretamente”, contra-argumentou.

De acordo com o auditor, as falhas não eram apenas do departamento pessoal, mas também do controle interno do MP. Ele disse ainda que a auditoria especial realizada pelo TCE não recebeu nenhum documento do setor. Porém, não soube informar se no período em que as cartas de crédito foram emitidas existia o controle interno no MP.

O presidente da CPI, deputado estadual Max Russi (PSB), considerou positiva a oitiva e avaliou que o auditor apresentou mais detalhes sobre o trabalho realizado pelo TCE, mas ainda é cedo para avaliar se os valores pagos estavam corretos. A CPI ainda precisa ouvir mais pessoas e analisar as planilhas de pagamentos para confrontar os dados e informações fornecidas pelas testemunhas.

O deputado Wilson Santos (PSDB) questionou Vasconcelos se houve colaboração da parte do MP para fornecer os documentos. O auditor disse que houve cooperação, apesar de ter encerrado a apuração por documentação inconsistente.

Durante a oitiva foi explicado ainda como era feito o processo para garantir que o promotor recebesse a carta de crédito. De acordo com o auditor, o promotor informava que tinha férias para tirar, conforme regimento do MP o período é de 60 dias, mas era negado pelo procurador devido ao acúmulo de trabalho.

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Com isso, o promotor informava ao recursos humanos que emitia uma certidão, documento utilizado para comprovar que tinha direito a receber pelo período não usufruído e recebia a carta de crédito.

Questionado sobre os valores pagos, tendo em vista que alguns receberam até R$ 600 mil, Vasconcelos informou que não foram apuradas estas questões pela auditoria, até pela ausência de documentos necessários, mas contou que o valor foi atualizado à remuneração atual do promotor, no período em que recebeu as cartas.

O deputado José Carlos do Pátio (SD) questionou por várias vezes o fato de o Pleno do TCE ter considerado legal as emissões das cartas de créditos aos membros do MP, mesmo com o relatório da auditoria ter apontado as falhas nos documentos. Porém, o auditor ressaltou que é uma prerrogativa constitucional dos conselheiros discordarem.

Por outro lado, confirmou que o relatório da auditoria é semelhante ao do Ministério Público de Contas, que também teria apontado as irregularidades na documentação.

Requerimento

A CPI do MP aprovou por unanimidade a convocação dos servidores do setor de recursos humanos do órgão, que atuaram no período de 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2009. O presidente da CPI informou que pretende convocá-los já para a próxima reunião, na quinta-feira.

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Política

Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás

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Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.

O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.

As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.

Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.

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A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.

A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.

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O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.

Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.

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