Política
Ato de repúdio a reeleição de Taques começa aparar arestas da eleição 2018
A carta de repúdio a reeleição do governador José Pedro Taques (PSDB) que contou com 31 membros, composta por ex-apoiadores, gerou várias pontas no cenário político, já que figuras como o ex-senador Jayme Veríssimo de Campos e o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho, entre outras lideranças não participaram deste ato.
O que deixou bem claro, que o DEM ainda não decidiu se está na “oposição” ou na base do governador tucano, uma atitude como esta, que era para massificar o rumo de uma candidatura, mostrou que nem tudo que parece é.
Como os caciques do DEM não participaram do ato, e a indecisão do empresário na candidatura do empresário Mauro Mendes Ferreira para concorrer ao Governo de Mato Grosso é um fato, isso levanta a suspeita de que Mendes, na realidade pode ter caído em uma arapuca, armada pelas raposas políticas do DEM que estão prestando serviço para o governador José Pedro Taques.
Desde o principio das negociações políticas, há cerca de seis meses, que muita gente apostava na dobradinha DEM e PSDB, segundo informações de bastidores, Jayme Campos ainda se nutri de uma esperança da recuada do governador José Pedro Taques devido o seu alto índice de rejeição, que naturalmente inviabiliza a candidatura a reeleição. Assim, Jayme Campos sairia candidato a cabeça de chapa com o apoio da maquina do Governo do Estado.
Historicamente, uma coligação de ultima hora, baseada em índices de rejeição, provocou por duas vezes derrotas inesquecíveis para a família Campos, a primeira quando o Júlio Campos coligou com Carlos Bezerra e perderam o governo para Dante Martins de Oliveira, e na segunda houve a coligação de Julio Campos com o jornalista Maksues Leite e perderam a disputa para Murilo Domingos.
Por outro lado, o deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso, Zeca Viana disse que se Mauro Mendes não for candidato ao governo, o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta vai encarar essa disputa eleitoral.
“Nós estamos conversando com o senador Wellington Fagundes (PR) e com o DEM para termos apenas um candidato, sei da indecisão do DEM, mas contamos com essas lideranças por um Mato Grosso melhor, Pedro Taques com todas as suas falhas já mostrou que não tem condições de gerir o Estado, mais quatro anos MT nas mãos dele, irá prejudicar muito a nossa população”, explicou o deputado Zeca Viana.
Segundo explicou o parlamentar estadual, Mauro Mendes ainda não deu definição de será ou não candidato nesta eleição ao Governo do Estado, e segundo Zeca, Mendes ainda tem problemas particulares para resolver antes de tomar uma decisão, e que estará respeitando o que for decidido por ele (Mauro).
“Mauro pediu um prazo, nos estamos respeitando esse prazo dado por ele, ele ainda não tem nenhuma possibilidade de colocar seu nome como cabeça de chapa nesta eleição, ele disse que tem que resolver os problemas familiares, e quero espera, mas caso ele não venha, nos temos já definido que o Otaviano será o nosso candidato ao Governo contra os tucanos, e nos iremos conversar com outros partidos, e um deles é a do Senador Wellington Fagundes”.
Política
Júlio Campos rebate discurso de Abilio sobre “velha política” e questiona uso da máquina pública em eleição
O deputado estadual Júlio Campos (União) reagiu às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre o suposto enfraquecimento da chamada “velha política” em Mato Grosso. O parlamentar contestou a avaliação do gestor municipal, defendeu sua trajetória de cinco décadas na vida pública e levantou questionamentos sobre a utilização da estrutura administrativa da capital durante o processo eleitoral, especialmente em relação à eleição de Samantha do Abilio (PL), esposa do prefeito.
A controvérsia ganhou destaque no cenário político mato-grossense após o encerramento do processo eleitoral e evidenciou divergências entre lideranças de diferentes grupos políticos. Enquanto Abilio Brunini associou o resultado das urnas ao avanço de uma nova forma de fazer política, Júlio Campos rebateu essa interpretação e afirmou que o discurso de renovação precisa ser acompanhado de práticas coerentes com os princípios de transparência, responsabilidade administrativa e respeito aos compromissos partidários.
No debate público, a expressão “Velha Política” costuma designar práticas tradicionais de articulação do poder, frequentemente associadas ao personalismo, ao clientelismo e à distribuição de benefícios em troca de apoio político. Entre os comportamentos criticados estão as negociações pouco transparentes, a troca de favores, a distribuição de cargos e a destinação de recursos públicos condicionada a interesses eleitorais. Essas práticas, contudo, precisam ser analisadas à luz de fatos concretos, documentos e eventuais decisões dos órgãos competentes.
Historicamente, o termo também é empregado para criticar a concentração de influência em grupos familiares e lideranças que permanecem por longos períodos no poder. Nesse contexto, a expressão “Nova Política” ganhou espaço em campanhas eleitorais de candidatos que prometem romper com estruturas tradicionais, ampliar a transparência e reduzir privilégios. A distinção entre os dois conceitos, entretanto, não depende apenas do discurso dos representantes, mas também de suas condutas e da maneira como exercem os mandatos e administram os recursos públicos.
Ao responder às críticas do prefeito, Júlio Campos destacou sua trajetória política e afirmou que, ao longo de aproximadamente 50 anos de vida pública, seu grupo não teria sido alvo de investigações policiais relacionadas a crimes contra a administração pública.
A declaração foi utilizada pelo deputado para contestar as avaliações sobre os métodos tradicionais de atuação política e defender a reputação construída por sua família ao longo de diferentes períodos da história de Mato Grosso.
“Nunca tivemos, em 50 anos de vida, Polícia Federal na nossa porta, Ministério Público querendo fazer processo por roubo, corrupção, desvio”, afirmou o parlamentar.
A fala reforçou o tom de confronto entre as duas lideranças e levou a discussão para o campo da reputação política, em que declarações públicas precisam ser consideradas dentro de seu contexto e diferenciadas de eventuais conclusões judiciais.
Na sequência, Júlio Campos direcionou suas críticas à atuação de Abilio Brunini durante o período eleitoral. O deputado acusou o prefeito de utilizar a estrutura administrativa municipal para favorecer a eleição de sua esposa, Samantha do Abilio. A afirmação representa uma acusação política do parlamentar e, para que seja tratada como irregularidade comprovada, depende da apresentação de elementos verificáveis e da análise das autoridades competentes.
“Repudio as palavras do prefeito Abilio Brunini, que usou e abusou da máquina pública, da máquina pública para reeleger a sua esposa, traindo os seus companheiros de partido”, declarou Júlio Campos.
Com a manifestação, o deputado questionou a coerência entre o discurso de renovação defendido pelo prefeito e as práticas que, segundo sua avaliação, teriam sido adotadas durante a disputa eleitoral. A acusação, porém, não equivale, por si só, à comprovação de qualquer infração.
O episódio também reacende a discussão sobre os limites entre a atuação legítima de agentes públicos e o uso indevido de estruturas governamentais em benefício eleitoral. A legislação brasileira estabelece regras para assegurar a igualdade de oportunidades entre candidatos e impedir o emprego da administração pública para favorecer candidaturas. A identificação de eventual abuso exige, entretanto, a análise das circunstâncias, das provas disponíveis e das normas aplicáveis ao caso concreto.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o embate poderá alimentar novas manifestações políticas e cobranças relacionadas à transparência e à conduta de gestores públicos. Até que sejam apresentados esclarecimentos ou elementos adicionais, as declarações de Júlio Campos devem ser compreendidas como posicionamentos atribuídos ao parlamentar, sem antecipar conclusões sobre possíveis responsabilidades. A repercussão também coloca em evidência a importância da fiscalização institucional e do acesso da população a informações verificáveis.
Mais do que uma divergência entre duas lideranças, o confronto expõe uma disputa sobre o significado da renovação política em Mato Grosso. De um lado, está o discurso de superação das práticas tradicionais; de outro, a contestação de que essa mudança esteja efetivamente refletida nas condutas dos representantes eleitos.
O desfecho dessa controvérsia dependerá não apenas das respostas públicas dos envolvidos, mas também da consistência dos fatos apresentados e da capacidade das instituições de assegurar transparência, legalidade e respeito ao interesse coletivo.
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