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POSSIVÉL ISOLAMENTO POLÍTICO

“As emendas serão pagas sim, mas no tempo certo, com responsabilidade e respeito à Lei. Fui claro?”

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Nesta quarta-feira (30), usando da tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), a deputada estadual pelo MDB, Janaina Riva, criticou e atacou o secretário Chefa da Casa Civil, o deputado federal licenciado, Fábio Garcia (UB), de uma declaração onde ele teria dito que não pagaria as Emendas da Parlamentar da emedebista.

Revoltada, nervosa, e com sangue nos olhos, a parlamentar Janaína Riva acusou Fabio Garcia de usar dinheiro público para perseguir os deputados estaduais. A parlamentar contou um episódio em que um prefeito do interior teria solicitado o pagamento de emendas de Janaina Riva para viabilizar recursos ao seu município. Ao que Fabio Garcia, segundo ela, teria negado, dizendo que emendas da deputada não seriam pagas.

A fala do secretário enfureceu a deputada emedebista Janaina Riva, que reclamou da relação do Governo do Estado com a Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), e tachou a situação como “chantagem barata”. E ainda afirmou que o secretário Chefa da Casa Civil, o deputado federal licenciado, Fábio Garcia (UB), não paga emendas impositivas de diversos deputados da Casa de Leis, e citou nomes do parlamentar como Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Gilberto Cattani (PL) que, a exemplo dela, estão sem receber emendas.

Rebote de primeira

Em sua rede social, o secretário Chefa da Casa Civil, o deputado federal Fábio Garcia (UB), rebateu com veemência as declarações feitas pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), durante discurso na tribuna da Casa de Leis, classificando as declarações da deputada emedebista como “mentirosas, racistas e baixas”. Ele afirmou que o pagamento das emendas é uma obrigação legal, e que, portanto, não caberia à deputada acusá-lo de descumprimento.

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O deputado federal licenciado, secretário Chefa da Casa Civil, Fabio Garcia também declarou que não foi criado com dinheiro da corrupção, em uma referência direta à origem política da deputada.

Em vídeo publicado nas redes sociais, ele exibiu imagens da deputada Janaína Riva ao lado de seu pai, José Geraldo Riva, apontado pelo Ministério Público como um dos maiores corruptos da história política de Mato Grosso.

O que ela faz é repetir ataques com base em mentiras. Eu não fui criado em meio à corrupção, não tenho esse histórico”.

O embate público entre o unista Fábio Garcia e a emedebista Janaina Riva consolida o isolamento político da deputada em relação ao núcleo do governo estadual e evidencia um racha definitivo.

Embora os ataques estejam centrados, superficialmente, nas divergências quanto à destinação de emendas impositivas, o pano de fundo é a disputa por uma das vagas ao Senado em 2026, cargo ao qual a emedebista Janaina Riva já se coloca como pré-candidata.

Fábio Garcia em seu vídeo, disse que vai pagar emendes mas na hora certa conforme a Lei como sempre foram pagas conforme o calendário de pagamento do Governo do Estado, e não sobre pressão política, e que a parlamentar esta dando uma de vitima.

Não apele para o vitimismo, deputada. Vamos aos fatos, sem conversinha fiada ou fofoca: A Lei que obriga o Executivo Estadual a pagar as emendas impositivas. E elas estão sendo pagas como sempre foram. Agora, o calendário de pagamento é definido pelo governo, não pela senhora. Faça o seu trabalho, que daqui faço o meu“.

O secretário Chefa da Casa Civil, o deputado federal Fábio Garcia (UB) também alfinetou dizendo também que sempre trabalhou honestamente, e nunca usou ou roubou dinheiro publico

Eu fui criado com trabalho honesto. Crio minhas filhas com ética e dignidade. Faço política com coragem, não com medo, nem com mentira. A fala “faz isso pras suas negas” é racista e inaceitável. Tenho profundo respeito pelas mulheres e pelo povo negro do nosso país. Não aceito ataque à minha esposa e às minhas filhas. E já que quer falar de campanha, aproveita e esclarece pra população como usava suas indicações e emendas na Secretaria de Agricultura Familiar. E reafirmo: As emendas serão pagas sim, mas no tempo certo, com responsabilidade e respeito à Lei. Fui claro?

Em meio a troca de acusações e críticas mútuas, a tensão política entre Fábio Garcia e Janaina Riva parece longe de ser resolvida. Ambos demonstram determinação em suas posições, prometendo seguir em frente sem medo ou recuar diante das pressões.

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Política

PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político

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Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.

Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.

Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.

Foi quebrada medida cautelar?

A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na Operação Heritage, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.

O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.

As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.

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Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.

Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.

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No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.

O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.

Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.

O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.

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