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EM BUSCA DE AJUDA FEDERAL

Após “Presente de Grego”, Pinheiro busca ajuda em Brasília

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Todo mundo já ouviu a expressão “Presente de Grego” para se referir a um brinde, um presente ou um mimo que se deve desconfiar ou então, sendo algo que se ganha, mas que se transforma em uma surpresa ruim, muito ruim. Ou seja, um presente que se ganha, mas se converte em uma verdadeira cilada.

A expressão remonta a épica Guerra de Tróia, que colocou em campos opostos gregos e troianos. Helena, era esposa do rei Menelau de Esparta e possuía a fama de ser a mulher mais bela de seu tempo. Páris, filho do rei Príamo de Tróia, em viagem a Esparta, conheceu a encantadora Helena. Eles se apaixonaram, mas como ela era casada com o rei de Esparta, a solução foi ambos fugirem para Tróia, com as bênçãos da deusa Afrodite. Com essa fuga, as hostilidades entre gregos e troianos se iniciaram. Para recuperar Helena, os gregos decidiram atacar Tróia, mas após nove anos de investidas em um cerco frustrado, as muralhas se mantinham inabaláveis. Foi quando o guerreiro Odisseu teve uma ideia e recebeu o auxílio da deusa Atena. Construíram um gigante cavalo de madeira com o interior oco, onde os soldados gregos se esconderam. Os gregos simularam uma debandada e deixaram o cavalo no portão de entrada da cidade de Tróia. Os troianos observando o presente deixado, como um gesto de rendição dos gregos, trataram de levar o cavalo para dentro de suas muralhas e organizaram uma grande festa de comemoração. Após os festejos e quando a cidade toda dormia, os gregos saíram de dentro do cavalo, abriram os portões da cidade para que o exército penetrasse e dessa forma, Tróia foi capturada e destruída. Laocoonte, um personagem dessa história, chegou a declarar que tinha medo até quando os gregos davam presentes.

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Como tivemos a oportunidade de observar, o que para os troianos parecia ser uma grande dádiva, se transformou em um grande malefício. Vem daí, o termo Presente de Grego, quando algo que aparentemente parece ser bom ou prazeroso, mas que na verdade se converte em uma situação desagradável ou nos proporciona uma verdadeira dor de cabeça!

Emanuel recebe “Presente de Grego”

Nesta semana, o prefeito da Capital de todos os mato-grossenses, Emanuel Pinheiro (MDB), recebeu da Justiça de Mato Grosso, mais precisamente do desembargador Orlando de Almeida Perri, após pedido de intervenção que foi pedido pelo Ministério Público Estadual (MPE), que o Governo do Estado de Mato Grosso intervenha no município, após a Saúde de Cuiabá entrar em “colapso”, devido a situação “catastrófica” que se encontra, com atrasos de pagamentos dos funcionários, falta de remédios, além de mais de 4,3 milhões de comprimidos vencidos que foram encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (Cdmic), localizado na Avenida Fernando Correa da Costa, no bairro São Francisco.

Orlando Perri acatou o pedido de intervenção e determinou que o Governo do Estado apresente um plano de intervenção em até 15 dias.

Em sua decisão, o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), Orlando Perri desta que:

À vista do exposto, ACOLHO a liminar vindicada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso e determino a intervenção do Estado de Mato Grosso no Município de Cuiabá, especificamente para atuação na área de saúde, incluindo a Administração Direta e Indireta [Empresa Cuiabana de Saúde], conferindo ao interventor, que substituirá o Prefeito Municipal exclusivamente nesta pasta, amplos poderes de gestão e administração, podendo editar decretos, atos, inclusive orçamentários, fazer nomeações, exonerações, determinar medidas imperativas aos subordinados e demais servidores da Secretaria, até que se cumpram efetivamente todas as providências necessárias à regularização da saúde na cidade de Cuiabá”.

Com a nova liminar, o governador Mauro Mendes Ferreira (UB), passou a ter o poder de toda a administração da Saúde de Cuiabá e nomeou um interventor, o procurador do Estado, Hugo Felipe Lima para assumir a Saúde Pública de Cuiabá. A intervenção não poderá ocorrer por mais de 180 dias, a menos que haja justificativas comprovadas.

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Pinheiro vai pedir ajuda

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), após ter recebido o “Presente de Grego” neste fim de ano, do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), Orlando Perri, decretando a intervenção do Estado na Saúde Pública de Cuiabá, se deslocou a ate a Capital Federal, Brasília, para ingressar com um pedido de suspensão de liminar contra a decisão do desembargador.

Inconformado com a decisão, Emanuel Pinheiro solicitou ajuda da cúpula Nacional do MDB em busca de uma articulação para o ingresso do recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou Supremo Tribunal Federal (STF). Emanuel também criticou e cobrou a equipe jurídica da sua gestão, que havia lhe informado que o Poder Judiciário não tomaria uma decisão dessa durante o recesso.

A informação de bastidores, é que o prefeito cuiabano, Emanuel Pinheiro, poderá pedir em último caso que a intervenção seja gerida pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde (MS), para evitar que o governador Mauro Mendes (UB), use o episódio contra ele futuramente. 

O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, deverá buscar uma ajuda com o Senador Carlos Henrique Baqueta Fávaro (PSD), que assumirá o ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a partir deste domingo (1).

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Política

Corrida ao Senado centraliza a força política e ofusca disputa pelo Palácio Paiaguás

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A disputa pelas duas cadeiras no Senado Federal passou a mobilizar mais a cena política de Mato Grosso do que a própria corrida ao Governo do Estado. Em uma eleição com dinâmica atípica no cenário mato-grossense, os principais protagonistas e detentores de maior densidade eleitoral preferiram disputar o Congresso Nacional em vez de buscar o comando do Palácio Paiaguás.

As urnas em Mato Grosso receberão os votos para dez candidatos registrados que buscam as duas vagas ao Senado nas eleições de 2026. O processo faz parte da renovação de dois terços das 81 cadeiras do Senado, nas quais 54 vagas estão em disputa, sendo exatamente duas por unidade da Federação.

O eleitorado mato-grossense chega ao pleito com 2,64 milhões de eleitores aptos a votar. Essa soma representa 1,66% do total nacional e posiciona Mato Grosso como o 18º maior colégio eleitoral do país, configurando um eleitorado decisivo para os projetos políticos nacionais.

A disputa pelas duas vagas atrai nomes consolidados da política estadual, como o ex-governador Mauro Mendes (UB), a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o senador Carlos Fávaro (PSD), o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).

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A movimentação nos quadros majoritários inclui o ex-governador Mauro Mendes, que se desincompatibilizou do Governo do Estado para concorrer ao Senado, enquanto Carlos Fávaro atua na campanha para renovar o mandato parlamentar obtido em 2020.

O capital político demonstrado na liderança das pesquisas por Mauro Mendes evidencia que seu alcance ultrapassa o de Otaviano Pivetta, governador que o sucedeu na gestão estadual e que agora disputa a reeleição.

A consolidação de lideranças também se reflete em Janaina Riva, que ganhou projeção no eleitorado superior à do próprio sogro, Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso. Fenômeno semelhante ocorre com o ex-ministro e senador Carlos Fávaro, detentor de um grupo com expressividade superior à de Natasha Slhessarenko, postulante do seu grupo ao Executivo Estadual.

Os dados apurados pelas pesquisas de intenção de voto confirmam a força da base conservadora e de seus aliados no estado. O cenário mostra que, ao lado da influência governista, nomes como Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL) e Mauro Mendes demonstram expressiva capacidade de mobilização, fortalecendo o bloco de direita na fase que antecede o primeiro turno, em 4 de outubro de 2026.

A projeção de um inédito segundo turno na eleição para o Governo de Mato Grosso amplia a relevância estratégica dos quadros legislativos. Os senadores e deputados eleitos na primeira votação do pleito exercerão papel central na construção de alianças e na sustentação dos palanques dos candidatos a governador que avançarem à etapa final da disputa.

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