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Política

Após Fagundes e Pivetta, partidos se reúnem com candidato ao governo do PSL

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Visando as eleições de 7 de outubro, os partidos estão se unindo para formar uma aliança. Hoje, o grupo conta mais de 90 pré-candidatos tanto para deputado estadual como para deputado federal e com números conquistados nesta ultima eleição de aproximadamente 200 mil votos, e com isso, os partidos estão se reunindo para ouvir todos os pré-candidatos ao Governo do Estado antes de anunciar com quem estarão caminhando nesta eleição.

O grupo partidos já tem uma definição, eles estarão coligando somente na proporcional para deputado estadual e federal.

Para o Senado da Republica, uma das vagas o grupo de partidos estarão hipotecando apoio à reeleição do Senador do Partido Podemos, José Antonio dos Santos Medeiros. Na a outra vaga, os partidos estudam a possibilidade de lançar o nome do vereador Lídio Barbosa, o “Juca do Guaraná Filho” do Partido Avante.

O grupo partidos estão se reunindo semanalmente para discutir a aliança e propostas que serão sugeridas aos candidatos ao Governo do Estado. Entre elas, ações emergências para saúde, segurança e infraestrutura.

Após ouvirem as propostas dos pré-candidatos ao Governo do Estado, Otaviano Olavo Pivetta do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Wellington Antonio Fagundes, presidente estadual do Partido da Republica (PR) em Mato Grosso, os dirigentes do Podemos, Pros, PMN, PRP, Avante e PSDC vão se reunir nesta sexta-feira (25), às 14h30, com o ex-prefeito da cidade de Sorriso e pré-candidato pelo PSL ao Palácio Paiaguás, Dilceu Rossato. A reunião será no Hotel Taiamã, em Cuiabá.

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Pretendemos ouvir todos os pré-candidatos ao governo para depois definirmos o nosso apoio. Além das condições políticas, o nosso principal objetivo é apoiar uma candidatura que esteja alinhada com o projeto que defendemos para Mato Grosso. Precisamos de um governo que priorize o cidadão e que tenha políticas públicas claras e eficientes para a saúde, educação e segurança“, disse o secretário-geral do Podemos, Benedito Lucas.

Temos condições de eleger pelo menos um deputado federal, até três estaduais e um senador“, destaca o presidente do Pros, vereador Dilemário Alencar.

Dificuldades para Wellington

A pré-candidatura do republicano Wellington Fagundes hoje possui o apoio PR, MDB, PP, PSD, PTB e PCdoB. O principal imbróglio para atrair novas legendas é com relação às duas candidaturas ao Senado Federal. No atual arco de alianças, o republicano já possui três pré-candidatos a Senador como o da empresária Margareth Buzetti do Partido Progressista (PP), do ex-vice-governador Carlos Henrique Baqueta Favaro, presidente estadual do PSD em Mato Grosso, e a ex-reitora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Maria Lúcia Cavalli Neder do PC do B.

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Caso a “frentinha” opte por apoiar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado, o líder republicano pode ter dificuldades em acomodar todos, uma vez que José Medeiros vem para a reeleição.

Além dos dirigentes partidários e pré-candidatos a deputado estadual e federal, participam da reunião com o pré-candidato Dilceu Rossato o senador José Medeiros (presidente do Podemos de Mato Grosso), os vereadores por Cuiabá Juca do Guaraná Filho (Avante), Lilo Pinheiro (PRP), Dilemário Alencar, Elizeu Nascimento (PSDC) e a pré-candidata do PSL ao Senado da Republica, Selma Arruda.

Na próxima terça-feira (29), o grupo vai se reunir com o governador Pedro Taques (PSDB).

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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