COMEÇANDO O PERÍODO ELEITORAL
Acreditar de novo em promessas impossíveis de se cumprir
É, meus caros amigos e leitores do Blog do Valdemir… Em breve começa o período eleitoral que esta bem ai, batendo na sua porta, com cara de “GRANDES AMIGOS”, com cara de “VELHOS AMIGOS”, e muitos pré-candidatos já aceleram suas postagens nas redes sociais, as visitas aos comércios do bairro e aparições em eventos com grande fluxo de pessoas. Tem político até fazendo comida em redes sociais e andando de kart.
As Igrejas Evangélicas começaram a ficar lotadas de pretensos cândidos, chegam até mesmo a aparecer com uma Bíblia novinha em folha debaixo do braço. Bom…, é deles isso né.
A população está cansada de promessas vãs, de palavras vazias, de se sentir enganada. As eleições ativam sentimentos dicotômicos na população, que se constituem em ciclos de esperança e frustração. O eleitor, cada vez mais cético e descrente com a política, deposita a sua esperança na pessoa de um candidato, vota “tentando” acreditar! Após o pleito, conforme as promessas não são cumpridas, começa a nova jornada de decepção, de frustração que vai consolidando a ideia de que os políticos são todos iguais, que prometem e não cumprem.
O eleitor consegue indicar um remédio, aparentemente simples, para essa lógica perversa: a criação de uma lei que obrigasse o candidato a cumprir o que prometeu. Os eleitores acreditam que esse ciclo vicioso não será quebrado, “pois os políticos não irão fazer uma lei que os prejudique”.

A cada dois anos tudo isso se repete, e é normal.
Sabe o que não é normal? Acreditar de novo em promessas impossíveis de se cumprir.
Digo isso porque a maioria dessas promessas nem fazem parte da função para o cargo em questão. A situação mais frequente são candidatos à vereador dizendo que vão fazer obras que só podem ser feitas pelo prefeito da cidade.
Prometem asfalto, mais vagas nas creches, mais médicos nas Unidades de Saúde, prometem implantar linhas de ônibus e melhorar a segurança do bairro. Esses são exemplos de coisas que, definitivamente, vereadores não tem poder para fazer. São obras que cabem ao prefeito, ou até mesmo ao Governador do Estado.
Sim, parece absurdo, mas toda a eleição as promessas voltam com toda força… não é verdade!
Isso me faz pensar em duas possibilidades: ou quem promete é ignorante e não sabe nem qual é o papel de um vereador; ou é mau caráter, pois se sabe que não consegue cumprir, usa isso para enganar o povo.
E o pior é ver esses candidatos despreparados ou mentirosos ganhando muitos votos!
Às vezes, não se elegem, mas quando conseguem uma quantidade expressiva de votos, ganham cargos públicos. Ou vai me dizer que você nunca reparou que alguns candidatos se tornam funcionários comissionados, ganhando salários gordos, pagos com o dinheiro dos seus e dos meus impostos!

Esses cargos que eles ganham são acordos dos partidos, que “penduram” seus integrantes nas Regionais, nas Secretarias e demais órgãos públicos.
Quando os candidatos se elegem, podem ser aqueles que irão passar vergonha por não estarem preparados para o cargo, muitos sequer conseguem falar em público, ou mesmo entender um documento recebido… imagine como vão escrever e aprovar leis, sem nenhum conhecimento na área jurídica.
Serão aqueles que fingem que trabalham, procuram lacrar nas redes sociais, e sua real preocupação é simplesmente se reeleger.
Já os que prometem o que não vão cumprir por falta de caráter, farão qualquer coisa para se manter no “PODER”, mesmo que isso represente faltar com a ética, com a verdade, e até cometer crimes.
Exemplos de corruptos em cargos públicos não faltam, não é mesmo?
Nós, eu e você, integrantes do povo, que trabalhamos honestamente e pagamos nossos impostos, e que temos como direito o voto, não podemos desperdiçá-lo.
A democracia exige que políticos sejam eleitos, portanto, cabe a nós também tomarmos mais cuidado ao votar.
Então, em primeiro lugar, se um candidato aparecer dizendo-se responsável ou prometendo fazer alguma obra pesquise no Google, se aquilo que foi prometido é mesmo atribuição de um deputado, de um vereador…
Assegure-se do caráter e do preparo dele.
Mentiu? Boa pessoa não é!
Melhorar a nossa cidade também depende de nós, quando sabemos em quem votar.
Pense nisso!
As eleições de 2026 esta bem ai, na sua porta. Saiba escolher o seu representante.
Política
Denúncias de aliciamento elevam a “Tensão” na disputa pelo Palácio Paiaguás
Uma grave acusação de interferência externa e oferecimento de vantagens ilícitas abalou as estruturas internas da federação partidária que decidirá os rumos da sucessão estadual. A denúncia aponta para a existência de um forte movimento de bastidores que visa desestabilizar os votos de delegados partidários, transformando a definição de candidaturas em um cenário de intensa disputa ética e jurídica.
O epicentro do embate envolve diretamente o deputado estadual Júlio Campos, que externou as suspeitas, e seu irmão, o senador Jayme Campos, cuja postulação ao governo estadual sofre forte oposição interna. No polo oposto dessa correlação de forças, posicionam-se o ex-governador e atual presidente partidário Mauro Mendes, aliado ao atual governador Otaviano Pivetta, este último filiado ao Republicanos e beneficiário direto de uma eventual composição ampla.
As articulações e os tensionamentos que culminaram na “denúncia pública” ganharam contornos de crise nesta semana, antecedendo o prazo final para as definições de chapas majoritárias. O cronograma converge para o dia 30 de julho, data em que ocorrerá a deliberação oficial e o consequente desfecho do processo de escolha interna que definirá as coligações.
Toda a movimentação política concentra-se no “GRANDIOSO” Estado de Mato Grosso, tendo como foco principal as articulações na capital, Cuiabá, onde se localizam as sedes partidárias e o Palácio Paiaguás. O cenário geográfico reflete a importância estratégica da região Centro-Oeste no panorama político e econômico nacional, o que eleva a relevância da disputa pelo controle do Executivo Estadual.
A definição do candidato ocorrerá por meio do voto secreto dos membros da convenção da Federação União Progressista, bloco composto pela associação entre o União Brasil e o Progressistas (PP). Esse método de votação secreta visa garantir a liberdade de escolha dos delegados, resguardando-os de pressões externas diretas, embora o sigilo do voto agora enfrente o desafio das suspeitas de assédio político prévio.

O motivo central da divergência reside no conflito de visões estratégicas para o futuro do estado, dividindo a agremiação entre a defesa de uma candidatura própria e a adesão a um projeto de continuidade governamental. Enquanto uma ala busca resgatar o protagonismo histórico da legenda tradicional, o grupo governista argumenta que a composição ampla fortalece a governabilidade e assegura a estabilidade das políticas públicas em andamento.
A finalidade desse embate interno é a conquista do controle do Palácio Paiaguás e a consolidação de hegemonia política na região pelas próximas temporadas administrativas. Os grupos em disputa buscam garantir espaço prioritário nas chapas proporcionais e majoritárias, o que viabilizará a sustentação legislativa e a influência sobre o orçamento e as diretrizes do desenvolvimento estadual.
O processo desenvolve-se sob condições de extrema desconfiança mútua, caracterizadas por Júlio Campos como um “clima de guerra” decorrente do envio de emissários com “propostas indecorosas”. Diante da gravidade dos relatos sobre tentativas de aliciamento de convencionais, os defensores da candidatura própria anunciam a intenção de formalizar representações junto ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para assegurar a lisura do pleito.

Para alcançar a vitória interna, os apoiadores da candidatura própria estimam contar com uma base sólida de aproximadamente 35 votos entre os 48 convencionais aptos a votar, de um total de 50 membros colegiados. Esse expressivo contingente teórico de apoios é considerado suficiente para neutralizar a influência da ala governista e impor a candidatura do senador Jayme Campos à revelia da Executiva.
Como desdobramento imediato, as lideranças partidárias mantêm canais de diálogo abertos na tentativa de construir um consenso de última hora que evite uma fratura definitiva na base aliada. No entanto, diante da recusa de ambos os pré-candidatos em abdicar de suas pretensões ao Governo do Estado, novos encontros bilaterais deverão ocorrer nos próximos dias, sob a sombra de uma iminente judicialização do processo caso as denúncias de aliciamento sejam formalizadas.
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