CADA VOTO CONTA
A sorte está lançada: voto útil é resultado
É hoje! Domingão chegou! A sorte está lançada, 4 de outubro de 2026, separe seu documento com foto. Cada voto conta, e o seu é muito importante.
Mato Grosso, tem 426 candidatos no pleito eleitoral de 2026. A distribuição é a seguinte: 6 candidatos a governador, 6 candidatos a vice governador, 10 candidatos a senador, 129 candidatos a deputado federal e 255 candidatos a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Diferente das eleições para Executivo e Casa Alta (Senado), os deputados são escolhidos pelo sistema proporcional, em que o desempenho dos partidos e Federações influência diretamente a distribuição das cadeiras.
No sistema proporcional, os votos são submetidos a um cálculo conhecido como quociente eleitoral. De maneira simplificada, ele é obtido dividindo-se a quantidade de votos válidos destinados ao cargo pelo número de vagas disponíveis.
Hoje, 2,6 milhões de eleitores estão aptos a depositar o seu voto nas urnas no primeiro turno das eleições na minha “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon, sendo que 1.355.774 são mulheres 51,39% do eleitorado, enquanto 1.282.435 são homens, ou seja, 48,61%.
Para atender 2,6 milhões de eleitores o Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), terá 57 zonas eleitorais, 1.515 locais de votação e 8.287 seções eleitorais espalhados pelo estado.
Ufa, segue o fluxo!!

E, como vamos as urnas?
Os eleitores da minha “QUERIDA”, “LINDA” e “MARAVILHOSA” Terra de Rondon vão as urnas com uma encabritada, polarizada e carregada de sutilezas.
Pivetta e Wellton encontram preferências e enfrentam rejeições.
Os levantamentos mostram uma disputa tranquila. Entretanto, contudo, todavia, não há espaço para salto alto.
Quem vai votar?
A primeira incógnita é a abstenção. Uma coisa é declarar a preferência ao pesquisador. Outra é confirmar o voto. Numa disputa equilibrada para a Casa Alta, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT) pode custar uma cadeira no Legislativo.
O eleitor que se omite também interfere no resultado. As pesquisas podem investigar a disposição de comparecer, mas não antecipar com exatidão quem efetivamente chegara a urna.
Risco de ausência/ idade divide eleitorado
A segmentação por idade revela diferença ainda maiores. Entre os eleitores de 16 a 24 anos, Natasha Slhessarenko lidera com 32,3%, seguido por Otaviano Pivetta com 24,9% e Welton Fagundes com 22,2%.
Wellton Fagundes assume a dianteira entre os eleitores de 25 a 34 anos, com 38,9% contra 25,2% de Pivetta e 20,5% de Natasha.
Pivetta, por sua vez, tem a sua maior vantagem na faixa de 35 a 44 anos: 45,4% ante 34,9% de Wellton e 14,1% de Natasha.
Nas duas faixas mais velhas, Wellton Fagundes volta a liderança. Entre 45 a 59 anos, tem 32,5% contra 26,7% de Pivetta e 23,7% de Natasha.
Entre aqueles de 60 anos ou mais, Wellton chega a 40%, Pivetta tem 30,5% e Natasha 28,8%.

Nota de rodapé: o problema permanece… intenção de voto que não chega a urna não elege ninguém. Campanha que confunde preferência declarada com voto assegurado pode levar um susto desagradável.
Pegou a visão?
Então pega aí
Em 2022 Mato Grosso registrou abstenção de 23,4% dos eleitores. Dentre os que compareceram às urnas, 5,23% (98.876) votaram em branco e outros 8,58% (162.124) anularam o voto.
Ao todo, o estado contabilizou 1.628.212 votos válidos, o que equivale a 86,19%.
A hora do voto útil
Outro ingrediente é o voto útil. Sargento Laudicério, Rafael Milas, Maurício Coelho e Natasha Slhessarenko, disputam espaço numa eleição dominada pelos dois principais concorrentes.
Essa transferência não ocorre por decreto. Mas, quando a polarização aperta, as candidaturas menores ficam espremidas. É a hora em que o eleitor decide entre manter sua primeira escolha ou reforçar quem pode derrotar seu adversário comum.

Voto útil
E, considerando as últimas pesquisas, a corrida do voto útil, já desidratou algumas candidaturas e… lá vem o guri refestelado da Guarita, falando para o pequeno gafanhoto que os avós do editor do Blog do Valdemir e os seus pais ensinavam: não adianta fazer as mesmas escolhas e esperar resultados diferentes?
Calma pequeno gafanhoto! Na política, essa regra também se aplica. Senão vejamos e acompanhamos: nos últimos dias, muito se falou em “voto útil’ para garantir representação ao Palácio Paiaguás e na Casa Alta em Brasília. Mas tem uma pergunta ainda mais importante o que deve tornar um voto útil, de verdade, para a região?
É o tempo que alguém permaneceu na política? A fama? A qualidade de cargos que ocupou? Ou são resultados apresentados quando a pessoa recebeu a oportunidade de administrar e representar as pessoas?
É pequeno gafanhoto, voto útil de verdade não significa precisar repetir uma escolha.
Voto útil é avaliar quem apresenta um caminho diferente que pode produzir resultados diferentes para nossa região.
Política
Abilio condiciona envio da LDO a consenso na Câmara de Cuiabá
O chefe do Executivo Municipal cuiabano, Abilio Brunini (PL), decidiu aguardar a construção de um consenso entre os vereadores da Câmara Municipal antes de encaminhar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027. A estratégia ocorre em meio a um ambiente político marcado por divergências entre o Executivo e parte do Legislativo e busca reduzir os riscos de rejeição de uma das principais peças do planejamento financeiro do município.
Segundo Abilio Brunini, a prioridade da administração municipal foi cumprir o prazo legal para protocolar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo prazo terminou na última quarta-feira (30). O prefeito cuiabano afirmou que pretende utilizar a definição dos vereadores sobre o teto de gastos como referência para encaminhar a segunda proposta. O orçamento municipal em discussão envolve aproximadamente R$ 5,7 bilhões.
“A gente vai mandar lá para frente. A gente só vai mandar na hora que tiver um consenso na Casa sobre a LDO e LOA”, declarou o prefeito.
A manifestação indica que o Executivo pretende evitar o avanço de uma nova etapa do processo orçamentário sem que haja previamente uma sinalização política mínima dentro do Legislativo. A avaliação é de que o entendimento entre os parlamentares poderá facilitar a tramitação das propostas.
A decisão também está diretamente relacionada ao atual cenário político da Câmara de Cuiabá. Desde o rompimento com parte dos vereadores que integravam a base de sustentação do governo, Abilio Brunini passou a adotar uma postura mais cautelosa nas relações com o Legislativo.
A mudança procura diminuir a possibilidade de que matérias consideradas estratégicas para a administração municipal sejam rejeitadas ou sofram alterações capazes de comprometer o planejamento apresentado pelo Executivo.
A votação da LOA representa um dos principais testes dessa nova relação entre os dois Poderes. O projeto foi encaminhado pelo Executivo em regime de urgência, mas ainda não foi incluído na pauta de votação. Diferentemente de outras matérias cuja inclusão na ordem do dia havia sido previamente articulada com a presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), o prefeito afirmou que não houve entendimento específico sobre quando o orçamento será apreciado pelos vereadores.
“Eu não tratei desse assunto com ela. Se ela vai pautar ou não, tem que perguntar para ela porque eu não sei”.
A declaração evidencia que a condução da pauta orçamentária está, neste momento, submetida à dinâmica interna do Legislativo. Sem uma articulação política consolidada, o prefeito enfrenta o desafio de demonstrar aos vereadores a viabilidade da proposta e, ao mesmo tempo, preservar os principais pontos do planejamento financeiro elaborado pela administração.
A dificuldade do Executivo aumentou após a eleição da Mesa Diretora da Câmara, processo que provocou o afastamento de parte dos vereadores da base governista. A participação direta de Abilio Brunini nas articulações em torno da chapa apoiada pelo governo gerou insatisfação entre parlamentares que se posicionaram contra Paula Calil. O grupo passou a apoiar Ilde Taques (Podemos) e intensificou as críticas ao prefeito, aprofundando o desgaste político entre o Executivo e integrantes do Legislativo.
Em resposta ao movimento dos vereadores, Abilio Brunini decidiu retirar os parlamentares desse grupo de um canal de WhatsApp utilizado pela base do governo. A medida simbolizou o agravamento das divergências e reduziu ainda mais o espaço para uma atuação coordenada entre o prefeito e os vereadores que anteriormente compunham sua sustentação política.
O episódio passou a influenciar as negociações relacionadas às matérias de interesse direto da administração municipal.

A pressão exercida sobre a chapa de Paula Calil também contribuiu para o recuo da presidente em relação à disputa pela condução da Câmara de Cuiabá. Sem conseguir aprovar uma mudança no regimento interno que lhe permitiria concorrer, Paula recomendou o apoio a Dilemário Alencar (UB), ex-líder do governo municipal que havia sido destituído por Abilio Brunini. A movimentação alterou o equilíbrio das forças dentro do Legislativo e acrescentou uma nova disputa ao processo de votação do orçamento.
Além da análise da LOA em um ambiente político ainda indefinido, os vereadores terão pela frente a escolha do próximo presidente da Câmara de Cuiabá. Ilde Taques aparece com a maioria dos votos, segundo o cenário apresentado, enquanto o Executivo busca recompor sua capacidade de articulação no plenário.
Nesse contexto, a definição do teto de gastos e a tramitação da LDO de 2027 se transformam em importantes indicadores da relação entre Prefeitura e Câmara, podendo determinar o grau de estabilidade política de Abilio Brunini para conduzir o orçamento de Cuiabá.
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