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Maus servidores públicos: 88% apoiam demissão

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Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (19) apontou que 88% dos brasileiros acreditam ser importante demitir funcionários públicos que, constantemente, não têm feito um bom trabalho.

A avaliação do trabalho dos servidores públicos é uma das principais propostas da reforma administrativa do ministro da Economia, Paulo Guedes.

E, segundo o Datafolha, conta com o apoio de 91% dos entrevistados na pesquisa que foi feita a pedido da Aliança, instituição formada pela Fundação Lemann, pela Fundação Brava, pelo Instituto Humanize e pela República.org. Outros 88% ainda dizem que, se constatar um trabalho ruim, essa avaliação deve provocar a demissão dos mais servidores.

A pesquisa intitulada Os brasileiros e a percepção sobre a qualidade do gestor público também afirma que 91% da população querem avaliações e recompensas proporcionais ao desempenho do servidor.

A pesquisa foi realizada de 8 a 14 de maio de 2019, com 2.086 pessoas em todo território nacional, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Ainda conforme a pesquisa, apenas 39% dos entrevistados disseram que essa é uma questão que pode ser revista, enquanto 58% avaliaram que os servidores precisam da garantia da estabilidade para fazer um bom trabalho. Ainda segundo a pesquisa, 72% concordam que pessoas bem preparadas em cargos importantes do governo podem melhorar suas vidas, independente da simpatia dos entrevistados pelas ações do governante.

Segundo os servidores, a estabilidade está relacionada a um bom desempenho porque garante o caráter técnico do funcionalismo, que, com isso, não pode ser alterado de acordo com a linha ideológica do governo em questão.

Todas as grandes transformações no serviço público ao redor do mundo se deram a partir de você estabelecer um grupo bem preparado de liderança e com capacidade de transformação. A gente queria ver como as pessoas percebiam isso, independentemente das afinidades com o governo. Elas acreditam que avaliação constante é fundamental“, afirma Weber Sutti, diretor de projetos da Fundação Lemann.

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Fumantes são prováveis pacientes do caso mais grave da “Covid-19”

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Neste domingo (31) é celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco, data que alerta sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo. Diversas enfermidades pulmonares podem ser desencadeadas pelo consumo do produto e diante da pandemia do novo “Coronavírus“, a “Covid-19” o vício torna os fumantes prováveis pacientes do caso mais grave da doença infecciosa, conforme explica o pneumologista Clóvis Botelho, de Mato Grosso.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tabaco fumado, em qualquer uma das suas formas, é responsável por até 90% de todos os cânceres de pulmão. Além de ser fator para o desenvolvimento de doenças respiratórias crônicas, como asma, e doenças pulmonares obstrutivas crônicas, como bronquite e enfisema.

Clóvis Botelho observa que um fumante provavelmente também irá desenvolver as formas mais graves da infecção causada pelo novo coronavírus.

O fumante já é um paciente inflamado. Ele tem uma inflamação crônica nas vias aéreas e por isso quando ele pega qualquer tipo de doença, inclusive as virais, ele vai ter mais sintomas, vai ser mais grave. Hoje, o tabagismo é considerado grande fator de risco para complicações da doença“, explica o pneumologista.

Botelho ressalta que uma das principais formas de infecção é a má higienização das mãos, que quando levada ao rosto e através do toque na boca ou nos olhos transmite o vírus da Covid-19. O fumante está sempre levando as mãos ao rosto. Leva o cigarro até a boca. Por isso é essencial que ele faça a higienização corretamente.

O pneumologista também alerta para o uso de narguilé.

São várias pessoas que estão ali dividindo a piteira, mas muitos têm a doença de modo assintomático (sem sintomas), e transmite o coronavírus. Passando de boca a boca aumenta a chance de contaminação, se um desses amigos está doente, sem saber, ele passa para outras pessoas“.

Botelho explica que inalar e soltar a fumaça no ambiente também aumenta as chances de contrair ou se contaminar.

O especialista acredita que o cenário da pandemia só voltará à normalidade dentro de dois anos. Para ele, a partir do final de 2021 terá uma vacina e prevenção da doença em toda a população.

Esse é mais um motivo para o fumante deixar de fumar. Se eu tenho uma dependência eu devo procurar um médico, um profissional da saúde para tratar o tabagismo. Existem métodos de tratamentos. Muitos conseguem parar por si só, a pessoa deve fazer força e parar de fumar“, completa o médico, que integra a equipe da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde.

Última pesquisa

O número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% no período de 13 anos. É o que aponta dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) divulgados no último mês de abril.

Em 2019, 9,8% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar, enquanto que, em 2006, ano da primeira edição da pesquisa, esse índice era de 15,6%.

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