Geral
Hospital Beneficente Santa Helena cria comissão de voluntariado e nomeia membros
A Portaria nº 001 /2017 /HBSH, criada na última semana, aprova a criação da Comissão de Voluntariado que terá como objetivo a captação de recursos para o Hospital Beneficente Santa Helena, visto se tratar de uma entidade filantrópica, sem fins lucrativos.
A comissão é composta por 05 membros, dentre eles, o presidente do Hospital, Dr. Marcelo Sandrin, a gerente administrativa, Zoraida Hanna Mady, o gerente de recursos humanos, Jadson Oliveira Barros, a assistente social, Laura Cristina Alencastro Moura e o funcionário público e voluntário, Osvaldo Borges e funcionará da seguinte forma: os membros se reunirão mensalmente para analisar os pedidos dos trabalhos voluntários, realizarão a entrevista com os candidatos, para fins de seleção e avaliação da aptidão para a proposta.
Os setores aptos a receber serviços voluntários serão: Pronto Atendimento da Ginecologia e Obstetrícia, Pediatria, Unidade de Terapia Intensiva Adulto, Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Clínica Médica-Cirúrgica e Alojamento Conjunto.
Além disso, esses membros serão responsáveis pela mobilização de recursos financeiros ou materiais para atender esta instituição filantrópica e/ou implementação de projetos sociais.
Para o presidente do Hospital Beneficente Santa Helena esse é um trabalho que será feito com muita força de vontade dos membros e com amor que todos tem por essa entidade. “Nós precisamos dessas doações e tenho certeza que com o meu trabalho, dos demais membros e dos voluntários, conseguiremos muitos recursos”, declarou o presidente do Hospital, Dr. Marcelo Sandrin.
Os profissionais que tiverem interesse em se voluntariar, devem entrar em contato com a administração do hospital que hoje conta com um total de 157 leitos, distribuídos entre maternidade, sala de parto, clínica médica-cirúrgica, UTI adulto, pediatria, UTI neonatal e unidade canguru, disponibiliza 95% da ocupação desses leitos para pacientes do Sistema único de Saúde (SUS), através de convênio com as Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, onde em média é realizado 1.000 internações mensais nas diversas áreas citadas.
Geral
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios”
O xadrez tem contribuído para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais dos estudantes da Escola Estadual de Tempo Integral Clênia Rosalina, em Cuiabá. Concentração, raciocínio lógico, disciplina e tomada de decisões estão entre as competências estimuladas pela modalidade, que integra a proposta pedagógica das escolas de tempo integral vocacionadas ao esporte da rede estadual.
O trabalho é conduzido desde 2021 pelo professor de Educação Física, João Paulo da Silva Louzada. Na avaliação dele, o esporte cumpre um papel importante na escola ao ajudar os estudantes a desenvolver disciplina, convivência e responsabilidade, principalmente quando é trabalhado de forma contínua no dia a dia da unidade.
“O esporte vai além da prática física e da competição. Na escola, ele é uma ferramenta de formação humana, social e educacional. Por meio das atividades esportivas, os estudantes desenvolvem competências importantes para a convivência, como respeito às regras, cooperação, liderança, disciplina, criatividade e responsabilidade”, afirma o professor.
No caso do xadrez, segundo João Paulo, os efeitos aparecem tanto dentro quanto fora do tabuleiro. A cada partida, o estudante aprende a observar melhor, a controlar impulsos, a lidar com erros e a avaliar as consequências antes de agir.
“O xadrez ensina o aluno a lidar com pressão, frustrações e desafios de forma mais equilibrada. Ele ajuda o estudante a pensar antes de agir, pois, em uma partida, podem ocorrer situações inesperadas. O aluno precisa avaliar o cenário, tomar decisões e assumir o resultado de cada escolha”, explica.
Entre os exemplos citados pelo professor está a estudante Ana Clara da Silva Pinho, do 1º ano do Ensino Médio. A jovem enxadrista se tornou referência na escola pelo desempenho em campeonatos escolares e estaduais.

Nos últimos anos, ela acumulou títulos como campeã estadual do JORE 2025, campeã regional do JORE 2025, campeã do Festival Escolar de Xadrez (FEX) Torneio Verão 2026, campeã sub-14 feminino do Festival Escolar de Xadrez 2024 e campeã do IFMT Blitz 2024, também na categoria sub-14 feminino.
Ana Clara ainda foi vice-campeã dos Jogos Estudantis de 2025, em Cuiabá.
Para João Paulo, os resultados alcançados pela estudante nas competições estaduais refletem um trabalho desenvolvido na escola, com incentivo, treino e acompanhamento contínuos.
“O desempenho da Ana Clara é resultado de um processo que começou aqui. Mas percebo mudanças não apenas nela. Os demais alunos que praticam xadrez também demonstram maior concentração, mais segurança ao lidar com desafios e mais cuidado ao tomar decisões. Para mim, é uma modalidade muito eficiente nesse desenvolvimento”, destaca.
O trabalho desenvolvido na escola também tem contribuído para ampliar o cenário enxadrístico no âmbito escolar de Mato Grosso. Além das aulas e dos treinamentos, os professores João Paulo e Glaydson Magno Andrade da Costa atuam na organização do Festival Escolar de Xadrez (FEX), realizado desde 2024 com o apoio da Federação Mato-grossense de Xadrez.
Sediado na própria unidade escolar, o festival vem crescendo a cada edição e reunindo estudantes, atletas e admiradores da modalidade de diferentes regiões do estado. Em 2026, o FEX recebeu mais de 80 inscrições, consolidando-se como uma competição estudantil importante para a valorização do xadrez no ambiente escolar.
De acordo com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), a experiência da unidade está inserida na política de expansão das escolas de tempo integral da rede estadual.
Mato Grosso possui atualmente 594 escolas estaduais, das quais 96 funcionam em tempo integral, o que corresponde a 16,16% da rede. Desse total, 14 unidades são destinadas ao esporte. As escolas de tempo integral estão presentes em 53 municípios.
A rede estadual atende 324.406 estudantes, dos quais 19.650 em tempo integral, o que corresponde a 6,6% das matrículas. Nessas unidades, as práticas esportivas fazem parte da rotina dos alunos e contribuem para uma formação mais ampla, com reflexos na aprendizagem, na convivência e no desenvolvimento emocional.
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