REFORÇO NA SEGUNDONA
Polêmico jogador é anunciado pelo Sinop para 2ª divisão do Mato-grossense
Ex-Bahia, o atacante Jobson Leandro Pereira de Oliveira, mais conhecido como Jobson é o novo reforço do time do Sinop Futebol Clube. Aos 35 anos, o atleta vai disputar a Segunda Divisão do Campeonato Mato-grossense.
Jobson defendeu o Rio Branco (PR) no início deste ano na disputa do Campeonato Paranaense. Ele atuou em cinco jogos, mas não marcou nenhum gol e teve o contrato rescindido ainda em janeiro.
Revelado pelo Brasiliense, Jobson tem passagem pelo Bahia em 2011 e também passou por clubes como Botafogo, Atlético (MG), Barueri, Jeju United, da Coreia do Sul, Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre outros. Em 2015, ele foi suspenso pela Fifa de realizar qualquer atividade relacionada ao futebol até 31 de março de 2018, por ter se recusado a fazer exame antidoping na época que atuava pelo clube saudita.
Em novembro do ano passado, Jobson foi julgado por estupro de vulneráveis em processo aberto no ano de 2016. Ele nega as acusações. Em 2017, o atleta foi detido por se envolver em um acidente de trânsito que causou a morte de um homem, mas pagou fiança e foi liberado.

No ano passado, o atacante chegou a disputar alguns jogos do campeonato amador LICB, que ocorre no Mini Estádio do Jardim Paulista, em Cuiabá.
O Sinop segue em montagem do elenco. A Segundona do Mato Grosso está prevista para começar no final deste mês de abril. O clube é Tricampeão da elite, em 1990, 1998 e 1999, mas foi rebaixado em 2021. Em suas redes sociais, Sinop Futebol Clube anunciou a contratação do atacante Jobson para a disputa do Campeonato Mato-grossense da 2ª divisão.
Fazendo parte do Grupo A no mato-grossense da 2ª divisão, Sinop esta juntamente com Sorriso, Campo Novo do Parecis, Araguaia e Paulistano. A estreia será contra o Campo Novo, fora de casa. A Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), deverá divulgar as datas e horários, em breve.
O Campeão e Vice do Mato-grossense da 2ª divisão vão conquistar, além do acesso a elite do futebol mato-grossense em 2024, a oportunidade de disputar a Copa FMF em 2023. A competição tem início previsto para os dias 29 ou 30 de abril.
ESPORTES
Novas regras de arbitragem no futebol brasileiro
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou novas regras de arbitragem após reunião com clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino. As medidas passam a valer imediatamente e também alcançam as Séries C e D, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.
Segundo a entidade, o pacote foi elaborado para reduzir o tempo perdido com paralisações e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. A meta segue a orientação da Fifa de alcançar ao menos 60 minutos efetivos por jogo.
Objetivo é aumentar o tempo de jogo
Antes da pausa da competição, a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando por partida. A CBF calcula, com base em estudo da Opta, que as novas regras podem acrescentar até 5 minutos e 49 segundos de jogo, com possibilidade de chegar a 6 minutos e 22 segundos.
De acordo com a direção de arbitragem da entidade, a intenção é transformar o diagnóstico em ações concretas. Isso inclui padronização dos critérios, capacitação dos árbitros e participação ativa de clubes e jogadores para que o futebol tenha menos interrupções.
Veja as principais mudanças
Entre as alterações aprovadas, o goleiro passa a ter 8 segundos para segurar a bola nas mãos, sob pena de escanteio ao adversário. Nas cobranças de lateral, o limite será de 5 segundos, com perda da posse em caso de atraso. Já o tiro de meta deverá ser cobrado em até 5 segundos a partir do apito.

As substituições também terão nova contagem: o atleta que sair de campo deverá deixar a área em até 10 segundos. Se ultrapassar o prazo, quem entra terá de esperar um minuto para poder atuar. Haverá ainda regra de um minuto fora para jogadores atendidos no gramado, com exceção de situações específicas envolvendo o goleiro.
VAR, capitão e punições
Outra mudança determina que apenas o capitão fale com o árbitro, com exceção de casos em que o goleiro seja o capitão, quando um atleta de linha será designado como interlocutor. O desrespeito à norma poderá render cartão amarelo.
O pacote também inclui o chamado protocolo Vini Jr., que prevê expulsão quando um jogador tapar intencionalmente a boca ao discutir com o adversário para evitar leitura labial. Além disso, o VAR poderá revisar expulsões por segundo cartão amarelo. A única regra cuja aplicação fica para 2027 é a checagem de escanteios concedidos por engano, e apenas quando o lance resultar diretamente em gol ou pênalti.
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