PROGRAMA DE INCENTIVO AO ESPORTE
Bolsa Atleta impulsiona chances de medalhas no 1º Mundial de Boxe Elite
Realizado entre 4 e 14 de setembro em Liverpool, na Inglaterra, o 1º Campeonato Mundial de Boxe Elite masculino e feminino marca um momento histórico para a modalidade esportiva. Organizado pela Federação Internacional World Boxing, o evento é o primeiro a reunir homens e mulheres de forma conjunta na disputa pelos títulos mundiais de boxe olímpico.
O Brasil chega ao Mundial de Boxe Elite 2025 com uma delegação de 14 atletas, sendo sete homens, e sete mulheres, combinando jovens talentos e atletas experientes e com chances reais de medalha em diversas categorias. Um aspecto relevante na preparação brasileira é o suporte garantido pelo programa Bolsa Atleta, principal política pública de fomento individual ao esporte no país que desempenha papel fundamental no fomento do boxe brasileiro, assegurando condições de treinamento e continuidade das carreiras esportivas desses atletas. Dos 14 atletas representando a seleção brasileira, 12 fazem parte do programa gerido pelo Ministério do Esporte.
De acordo com levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva (IPIE), entre 2010 e 2025, a modalidade foi contemplada com 1.934 bolsas, beneficiando 859 atletas e totalizando um investimento de R$ 31.116.680,00. Esses números refletem não apenas o alcance da política pública, mas também a consolidação do boxe como uma das modalidades estratégicas para o país no cenário internacional.

Na análise por categorias, observa-se que a maior parte das concessões foi destinada ao nível Nacional, com 1.685 bolsas e cerca de R$ 18,8 milhões de investimento, evidenciando a amplitude da base esportiva. Em seguida, aparecem as bolsas da categoria Pódio, voltadas à elite do esporte, que somaram 68 concessões e representaram um aporte de aproximadamente R$ 7,8 milhões.
Já as categorias Internacional (106 bolsas; R$ 2,3 milhões), Olímpica/Paralímpica/Surdolímpica (51 bolsas; R$ 1,9 milhão) e Atleta de Base (24 bolsas; R$ 106 mil) demonstram o caráter diversificado da política esportiva, atendendo desde promessas em formação até atletas de alto rendimento.
A evolução histórica do investimento revela variações significativas ao longo dos anos. Entre 2010 e 2015, houve crescimento contínuo, alcançando o auge em 2014 e 2015, com valores superiores a R$ 2,8 milhões e mais de 170 bolsas concedidas em cada ano. A partir de 2016, observa-se uma queda gradual, intensificada em 2020, quando apenas três bolsas foram distribuídas, e o valor repassado não ultrapassou R$ 336 mil, reflexo das dificuldades orçamentárias e do contexto da Pandemia de Covid-19.
A partir de 2021, entretanto, há um movimento de recuperação, com destaque para 2023, quando o boxe recebeu R$ 2,96 milhões e 124 bolsas, reafirmando a relevância da modalidade dentro do programa.

O gráfico comparativo entre valores e número de bolsas evidencia essas oscilações, mostrando que, apesar das flutuações anuais, o patamar de investimento tende a se manter acima de R$ 2 milhões nos últimos ciclos, com média superior a 120 bolsas por ano. Isso indica uma retomada de estabilidade na política de fomento, fundamental para o planejamento de médio e longo prazos de atletas e federações.
Em síntese, os dados demonstram que o Bolsa Atleta foi determinante para a manutenção da competitividade do boxe brasileiro, tanto na formação de uma base ampla quanto no suporte aos atletas de elite, confirmando a modalidade como uma das mais beneficiadas pelo programa no país.
O Mundial de Boxe Elite 2025 reúne 550 atletas de mais de 60 países, distribuídos em 10 categorias de peso no masculino e 10 no feminino, consolidando-se como uma das maiores edições de boxe amador já realizadas. Ao longo de dez dias, as lutas acontecem em duas sessões diárias, uma no final da manhã e outra no início da noite, com pausas estratégicas e grande intensidade nas fases decisivas.
ESPORTES
Leonardo Storck estreia no US Open juvenil
US Open (ou Aberto dos Estados Unidos / Open dos Estados Unidos), nomeado formalmente como “United States Open Tennis Championships”, é um torneio de tênis disputado nos Estados Unidos. O US Open é a encarnação moderna do antigo U.S. National Championship, sendo este um dos mais antigos torneios de tênis do mundo, cujo torneio masculino ocorreu pela primeira vez em 1881.
Desde 1987, o US Open é cronologicamente o quarto e último dos Grand Slams no ano. Desde 1978, vem ocorrendo nas quadras do USTA Billie Jean King National Tennis Center em Flushing Meadows, no Queens, na cidade de Nova Iorque.
Estreia cuiabano
Leonardo Storck, jovem atleta da Rio Tennis Academy, do Rio de Janeiro, de 17 anos, número 23 do mundo, estreia neste domingo no US Open, quarto e último Grand Slam do ano, disputado em Nova York e pelo qual joga pela primeira vez.
O número dois do Brasil encara o americano Michael Antonius, número três do mundo e vice-campeão de Roland Garros juvenil. Os dois se enfrentaram uma vez, no ano passado na Copa Davis juvenil com triunfo em três sets do americano.

O duelo será o primeiro da quadra 12 do complexo de Flushing Meadows, começando às 12h de Brasília com transmissão do Disney+ para o Brasil.
Storck vem do vice-campeonato de duplas do J300 de Repentigny, no Canadá, e treinou nas quartas do complexo do US Open neste sábado.
A Rio Tennis Academy tem parceria com a ENGIE, Kallas, FILA , Wilson, a LIQUIDZ e a Granado.
-
Artigos5 dias atrásFale do conteúdo
-
Artigos7 dias atrásAs mulheres que carregam vaga-lumes no estômago iluminam a História
-
Artigos7 dias atrásTEMPO DA CRIAÇÃO – ÁGUA VIVA E A CRISE HÍDRICA MUNDIAL
-
Artigos4 dias atrásEndometriose na gestação: consenso orienta manejo obstétrico
-
ESPORTES7 dias atrásOperação contra tráfico interestadual leva jogador à prisão
-
Política4 dias atrásNa política de Mato Grosso: momentos de instabilidade e cruzamento de apoios
-
Artigos6 dias atrásDo Oz ao hoje: o “ser” espantalho
-
Artigos5 dias atrásCorrupção: a conta que o Brasil não pode mais pagar



