MATO GROSSO NO PÓDIO
“Vamos continuar entre os estados que mais investem”
Se a política brasileira pudesse ser resumida em poucas palavras, elas poderiam ser: “crise,” “pandemia” e “ceticismo”. Na sua mais pura definição, eficiência é o ato de realizar o maior número possível de tarefas utilizando a menor quantidade possível de recursos, sem que haja interferência na qualidade do resultado.
Eficiência não é o mesmo que eficácia. Enquanto o que define a primeira é a ênfase na economia de recursos, para a segunda, o que vale é simplesmente que determinado objetivo seja alcançado.
Ao analisar o panorama social brasileiro desde a redemocratização, é possível afirmar que, de modo geral, os governos do país, independentemente de suas posições no espectro político, têm demonstrado eficácia em determinados setores.
Temos múltiplos exemplos de ineficiência nas mais diversas esferas do Estado. No nível estadual, por exemplo, os gastos com pessoal custam mais da metade das receitas arrecadadas. O direcionamento de verbas para a manutenção de uma máquina estatal exorbitante torna inviável um investimento significativo em áreas que de fato levem ao desenvolvimento, como infraestrutura, tanto em seu aspecto físico (portos e rodovias) quanto no social (saúde e saneamento básico).
Na sua mais pura definição, eficiência é o ato de realizar o maior número possível de tarefas utilizando a menor quantidade possível de recursos, sem que haja interferência na qualidade do resultado.

Investindo no cidadão
O Ministério da Economia apresentou dados que foram publicados nesta semana no perfil “Brasil em Mapas”, que o Estado de Mato Grosso está no pódio entre os estados brasileiros que mais investem no cidadão.
O Estado de Mato Grosso, conforme o levantamento, em 2021, aplicou 16% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) em investimentos, perdendo apenas para o Estado de Alagoas, que aplicou 30,8%. Somente outros dois estados também investiram 16%: Espírito Santo e Piauí.
O governador Mauro Mendes Ferreira (UB), ressaltou que esse volume de investimentos está ocorrendo todas as áreas, a exemplo da Infraestrutura, Saúde, Educação, Segurança e Social.
“São 2500 km de rodovias novas sendo asfaltadas, 1.900 km de rodovias sendo recuperadas, 190 pontes de concreto sendo entregues até o final do ano, seis grandes hospitais em construção. E estamos em curso com o maior programa de iluminação pública do Brasil: vamos ter 100% dos nossos municípios com LED”, citou.
De acordo com o governador, além de melhorar a qualidade de vida e a prestação de serviços à população, os investimentos estão sendo realizados de forma estratégica para alavancar o desenvolvimento dos municípios e gerar empregos.
“Mais importante do que está retratado neste mapa é aquilo que boa parte dos mato-grossenses tem percebido ao longo destes anos, que foram os investimentos feitos pelo Governo do Estado em todas as regiões e em todos os municípios de Mato Grosso. Vocês vão ver que em 2022 e em 2023, se Deus quiser, vamos continuar entre os estados que mais investem”, finalizou.
ECONOMIA
Com previsão orçamentaria de R$ 42,1 bilhões, ALMT limpa pauta antes do recesso parlamentar
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) converteu a sua última sessão ordinária do primeiro semestre em uma intensa força-tarefa voltada à deliberação de pautas estruturantes para a administração pública. Reunidos em plenário antes da suspensão temporária das atividades regimentais, os deputados estaduais aprovaram, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 692/2026, que institui a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) voltada ao exercício financeiro de 2027. O texto base estabelece as metas prioritárias e os parâmetros da política fiscal para o próximo ano, projetando uma receita total estimada em R$ 42,1 bilhões e prevendo um reajuste salarial correspondente a 4,2% por meio da Revisão Geral Anual (RGA) concedida aos servidores públicos estaduais.
Os deputados estaduais da atual legislatura figuraram como os protagonistas da maciça deliberação ocorrida no parlamento mato-grossense, atuando de maneira unificada para evitar o acúmulo de matérias pendentes. Sob a coordenação da mesa diretora e com a participação ativa das bancadas governista e de oposição, os parlamentares analisaram dezenas de proposições enviadas pelos Poderes Executivo e Judiciário, além de demandas submetidas pelas próprias comissões internas. O esforço concentrado mobilizou líderes partidários que buscaram construir consensos mínimos em torno de temas complexos, garantindo a governabilidade e a continuidade dos serviços essenciais prestados à população do estado.
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Poder Executivo Estadual também integraram o rol de instituições proponentes que pautaram os trabalhos legislativos daquela jornada. O Judiciário obteve a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 53/2026, que altera de modo direto a composição do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado, visando conferir maior dinamismo aos atos administrativos daquela corte. Paralelamente, o governador do estado, por meio do envio de mensagens e projetos específicos como o de alienação imobiliária para entidades de classe, consolidou a agenda econômica governamental e os parâmetros de investimentos que moldarão as ações sociais e de infraestrutura regionais nos próximos anos.

As deliberações ocorreram no Palácio Paschoal Moreira Cabral, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, localizado no Centro Político Administrativo da capital, Cuiabá. O espaço físico das comissões técnicas e o plenário principal concentraram os debates calorosos e as votações nominais que selaram o destino de quarenta e seis matérias distintas, incluindo requerimentos, indicações e decretos.
A centralização das atividades na capital permitiu o acompanhamento direto por parte de representantes sindicais de servidores e lideranças municipais interessadas no desfecho de plebiscitos territoriais que afetarão diretamente os limites geográficos e as receitas tributárias de importantes comunas do interior.
A maratona de votações estendeu-se ao longo de três sessões ordinárias consecutivas realizadas na semana que antecedeu o recesso parlamentar do mês de julho, culminando com o encerramento formal dos trabalhos do primeiro semestre. A fixação temporal desse esforço concentrado atendeu a uma exigência constitucional implícita, que vincula a interrupção dos trabalhos do parlamento à votação inicial das diretrizes que regerão as finanças públicas do ciclo subsequente. Com o encerramento desta etapa e a aprovação das matérias prioritárias, a Mesa Diretora estabeleceu o dia 12 de agosto como a data oficial para a retomada das sessões ordinárias regulares e dos debates em plenário.
O processo de votação desenvolveu-se por meio do rito legislativo ordinário, exigindo a leitura prévia dos pareceres das comissões de mérito e a posterior colheita de votos dos parlamentares em dois turnos previstos para matérias de natureza orçamentária. No caso específico da LDO, a aprovação em primeiro turno decorreu de intensas negociações políticas voltadas a assegurar o teto de gastos e as metas de superávit primário demandadas pela Secretaria de Fazenda.
A metodologia de tramitação incluiu ainda a abertura de prazos para a apresentação de emendas parlamentares modificativas e o pedido formal de vista que suspendeu temporariamente o andamento do projeto referente a parcerias do Detran-MT.
A urgência e a complexidade técnica justificaram a mobilização extraordinária dos deputados porque a LDO atua como o alicerce jurídico indispensável para a posterior elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), vinculando o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública. A necessidade de fixar diretrizes rígidas decorre da busca permanente pelo equilíbrio fiscal e pela sustentabilidade das contas públicas, fatores considerados essenciais pelo Executivo para manter a capacidade de investimento do estado. O planejamento técnico minucioso visa blindar o tesouro estadual contra oscilações econômicas bruscas e assegurar que os reajustes previstos não infrinjam as vedações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira.
A aprovação inicial da LDO e de outros projetos de impacto social gerou um ambiente de otimismo entre os gestores da administração pública, os quais enxergam a sinalização de um cenário financeiro previsível e equilibrado para Mato Grosso. O anúncio formal da RGA de 4,2% minimiza potenciais conflitos com as categorias do funcionalismo público, permitindo que o estado avance no planejamento de novos concursos e na atração de investimentos privados de grande porte. A estabilidade institucional demonstrada pela ALMT ao cumprir rigorosamente o cronograma de votações reforça a segurança jurídica da unidade federativa perante os órgãos de fiscalização nacional e agências de classificação de risco.

Os reflexos diretos dessas aprovações alcançarão as diversas microrregiões do estado, materializando-se em investimentos voltados à revitalização do Centro Histórico de Cuiabá e no fortalecimento das cadeias produtivas locais por meio de parcerias institucionais. O aval legislativo concedido aos decretos que autorizam a realização de plebiscitos territoriais modificará a configuração política de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza, permitindo que os próprios munícipes decidam sobre seus destinos geográficos. A alienação autorizada de imóvel público para a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) potencializará as ações de fomento ao Agronegócio, setor que constitui a base motriz da economia mato-grossense.
O encerramento do semestre legislativo deixa pendente para o mês de agosto a segunda votação e a redação final do arcabouço orçamentário, período em que o texto original receberá as emendas propostas pelos deputados para o aperfeiçoamento da peça. A manutenção da responsabilidade fiscal continuará a capitanear as discussões no plenário, exigindo dos parlamentares um monitoramento constante sobre as projeções de arrecadação e os limites de despesas com pessoal.
A sociedade mato-grossense aguardará o desfecho das discussões no segundo semestre, ciente de que as decisões tomadas pela Casa de Leis ditarão o ritmo do desenvolvimento socioeconômico e a qualidade dos serviços públicos ofertados ao cidadão.
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