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LDO PARA 2027 APROVADO

Com previsão orçamentaria de R$ 42,1 bilhões, ALMT limpa pauta antes do recesso parlamentar

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) converteu a sua última sessão ordinária do primeiro semestre em uma intensa força-tarefa voltada à deliberação de pautas estruturantes para a administração pública. Reunidos em plenário antes da suspensão temporária das atividades regimentais, os deputados estaduais aprovaram, em primeira votação, o Projeto de Lei nº 692/2026, que institui a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) voltada ao exercício financeiro de 2027. O texto base estabelece as metas prioritárias e os parâmetros da política fiscal para o próximo ano, projetando uma receita total estimada em R$ 42,1 bilhões e prevendo um reajuste salarial correspondente a 4,2% por meio da Revisão Geral Anual (RGA) concedida aos servidores públicos estaduais.

Os deputados estaduais da atual legislatura figuraram como os protagonistas da maciça deliberação ocorrida no parlamento mato-grossense, atuando de maneira unificada para evitar o acúmulo de matérias pendentes. Sob a coordenação da mesa diretora e com a participação ativa das bancadas governista e de oposição, os parlamentares analisaram dezenas de proposições enviadas pelos Poderes Executivo e Judiciário, além de demandas submetidas pelas próprias comissões internas. O esforço concentrado mobilizou líderes partidários que buscaram construir consensos mínimos em torno de temas complexos, garantindo a governabilidade e a continuidade dos serviços essenciais prestados à população do estado.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e o Poder Executivo Estadual também integraram o rol de instituições proponentes que pautaram os trabalhos legislativos daquela jornada. O Judiciário obteve a aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 53/2026, que altera de modo direto a composição do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais do Estado, visando conferir maior dinamismo aos atos administrativos daquela corte. Paralelamente, o governador do estado, por meio do envio de mensagens e projetos específicos como o de alienação imobiliária para entidades de classe, consolidou a agenda econômica governamental e os parâmetros de investimentos que moldarão as ações sociais e de infraestrutura regionais nos próximos anos.

As deliberações ocorreram no Palácio Paschoal Moreira Cabral, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, localizado no Centro Político Administrativo da capital, Cuiabá. O espaço físico das comissões técnicas e o plenário principal concentraram os debates calorosos e as votações nominais que selaram o destino de quarenta e seis matérias distintas, incluindo requerimentos, indicações e decretos.

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A centralização das atividades na capital permitiu o acompanhamento direto por parte de representantes sindicais de servidores e lideranças municipais interessadas no desfecho de plebiscitos territoriais que afetarão diretamente os limites geográficos e as receitas tributárias de importantes comunas do interior.

A maratona de votações estendeu-se ao longo de três sessões ordinárias consecutivas realizadas na semana que antecedeu o recesso parlamentar do mês de julho, culminando com o encerramento formal dos trabalhos do primeiro semestre. A fixação temporal desse esforço concentrado atendeu a uma exigência constitucional implícita, que vincula a interrupção dos trabalhos do parlamento à votação inicial das diretrizes que regerão as finanças públicas do ciclo subsequente. Com o encerramento desta etapa e a aprovação das matérias prioritárias, a Mesa Diretora estabeleceu o dia 12 de agosto como a data oficial para a retomada das sessões ordinárias regulares e dos debates em plenário.

O processo de votação desenvolveu-se por meio do rito legislativo ordinário, exigindo a leitura prévia dos pareceres das comissões de mérito e a posterior colheita de votos dos parlamentares em dois turnos previstos para matérias de natureza orçamentária. No caso específico da LDO, a aprovação em primeiro turno decorreu de intensas negociações políticas voltadas a assegurar o teto de gastos e as metas de superávit primário demandadas pela Secretaria de Fazenda.

A metodologia de tramitação incluiu ainda a abertura de prazos para a apresentação de emendas parlamentares modificativas e o pedido formal de vista que suspendeu temporariamente o andamento do projeto referente a parcerias do Detran-MT.

A urgência e a complexidade técnica justificaram a mobilização extraordinária dos deputados porque a LDO atua como o alicerce jurídico indispensável para a posterior elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), vinculando o Ministério Público, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública. A necessidade de fixar diretrizes rígidas decorre da busca permanente pelo equilíbrio fiscal e pela sustentabilidade das contas públicas, fatores considerados essenciais pelo Executivo para manter a capacidade de investimento do estado. O planejamento técnico minucioso visa blindar o tesouro estadual contra oscilações econômicas bruscas e assegurar que os reajustes previstos não infrinjam as vedações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal brasileira.

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A aprovação inicial da LDO e de outros projetos de impacto social gerou um ambiente de otimismo entre os gestores da administração pública, os quais enxergam a sinalização de um cenário financeiro previsível e equilibrado para Mato Grosso. O anúncio formal da RGA de 4,2% minimiza potenciais conflitos com as categorias do funcionalismo público, permitindo que o estado avance no planejamento de novos concursos e na atração de investimentos privados de grande porte. A estabilidade institucional demonstrada pela ALMT ao cumprir rigorosamente o cronograma de votações reforça a segurança jurídica da unidade federativa perante os órgãos de fiscalização nacional e agências de classificação de risco.

Os reflexos diretos dessas aprovações alcançarão as diversas microrregiões do estado, materializando-se em investimentos voltados à revitalização do Centro Histórico de Cuiabá e no fortalecimento das cadeias produtivas locais por meio de parcerias institucionais. O aval legislativo concedido aos decretos que autorizam a realização de plebiscitos territoriais modificará a configuração política de Primavera do Leste, Poxoréu, Cotriguaçu e Colniza, permitindo que os próprios munícipes decidam sobre seus destinos geográficos. A alienação autorizada de imóvel público para a Federação da Agricultura e Pecuária (Famato) potencializará as ações de fomento ao Agronegócio, setor que constitui a base motriz da economia mato-grossense.

O encerramento do semestre legislativo deixa pendente para o mês de agosto a segunda votação e a redação final do arcabouço orçamentário, período em que o texto original receberá as emendas propostas pelos deputados para o aperfeiçoamento da peça. A manutenção da responsabilidade fiscal continuará a capitanear as discussões no plenário, exigindo dos parlamentares um monitoramento constante sobre as projeções de arrecadação e os limites de despesas com pessoal.

A sociedade mato-grossense aguardará o desfecho das discussões no segundo semestre, ciente de que as decisões tomadas pela Casa de Leis ditarão o ritmo do desenvolvimento socioeconômico e a qualidade dos serviços públicos ofertados ao cidadão.

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ECONOMIA

TCU revela amplo conjunto de irregularidades em Emendas Pix

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A maior auditoria já realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas Emendas Pix identificou um amplo conjunto de irregularidades na aplicação de recursos públicos transferidos a estados e municípios entre 2020 e 2024. O levantamento apontou indícios de superfaturamento, fraudes em licitações, pagamentos sem comprovação, desvio de finalidade, deficiência nos mecanismos de transparência e falhas na rastreabilidade das despesas, levando a Corte de Contas a encaminhar os achados à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Controladoria-Geral da União (CGU) para eventual adoção de medidas investigativas.

A fiscalização examinou uma amostra de 100 transferências especiais, modalidade criada por emenda constitucional em 2019 para permitir o repasse direto de recursos federais aos cofres estaduais e municipais, dispensando a celebração de convênios com a União. Dos 74 entes públicos analisados, 61 apresentaram irregularidades, fazendo com que 82% das emendas auditadas registrassem algum tipo de inconsistência considerada relevante pelos auditores.

O volume financeiro analisado alcançou R$ 198,11 milhões. Segundo o relatório consolidado, foram identificados R$ 55,4 milhões em potenciais prejuízos ao erário. O documento reúne os resultados de 24 auditorias realizadas em diferentes regiões do país e será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para subsidiar a ação que discute o modelo de execução das emendas parlamentares, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Entre as principais irregularidades encontradas, R$ 26,4 milhões estão relacionados ao uso inadequado das contas bancárias destinadas às transferências especiais. Conforme o TCU, diversos gestores utilizaram essas contas como simples instrumentos de passagem, transferindo os recursos para outras contas sem identificação suficiente da destinação final, prática que compromete significativamente o controle e a rastreabilidade dos valores públicos.

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A auditoria também apontou aproximadamente R$ 15 milhões em pagamentos realizados sem documentação jurídica ou fiscal considerada idônea, além de despesas incompatíveis com a finalidade das transferências, serviços sem comprovação de execução, desembolsos sem cobertura contratual e ausência de demonstração da quantidade efetivamente executada em diversas contratações públicas.

Outros R$ 14,1 milhões referem-se a falhas verificadas na execução física dos contratos, incluindo obras paralisadas ou não executadas, pagamentos por serviços inexistentes, superfaturamento qualitativo, preços superiores aos praticados pelo mercado e outras inconsistências que podem ter provocado prejuízos aos cofres públicos. Em alguns casos, também foram registrados contratos destinados ao financiamento de festas, shows e eventos culturais e esportivos custeados com recursos das emendas.

Os auditores identificaram ainda indícios de fraude em procedimentos licitatórios, concorrências supostamente simuladas, restrições indevidas à competitividade, contratação direta considerada irregular, participação de empresas declaradas inidôneas, direcionamento de certames, existência de licitante único e vínculos entre empresas concorrentes e agentes públicos. Segundo o tribunal, essas situações podem configurar crimes previstos na legislação penal e administrativa vigente.

O relatório também destaca graves deficiências na transparência das informações disponibilizadas no Transferegov, sistema responsável pelo acompanhamento das transferências federais. A ausência de relatórios de gestão e de mecanismos adequados de prestação de contas dificultou o monitoramento da aplicação dos recursos públicos, comprometendo a fiscalização e reduzindo a capacidade de controle por parte dos órgãos competentes e da sociedade.

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Embora o documento não identifique os parlamentares responsáveis pela destinação das emendas analisadas, o TCU esclarece que o objetivo da auditoria consiste em evidenciar fragilidades estruturais na gestão das transferências especiais e aperfeiçoar os mecanismos de controle. Conforme o Tribunal, parte dessas vulnerabilidades decorreu da inexistência de regras específicas nos primeiros anos de funcionamento da modalidade, cenário posteriormente alterado pela Instrução Normativa nº 93, de 2024, e por decisões do STF que passaram a exigir plano de trabalho, relatórios de gestão e movimentação dos recursos em contas específicas.

Como desdobramento da fiscalização, o TCU propõe a instauração de tomadas de contas especiais para promover o ressarcimento dos prejuízos eventualmente confirmados, além da abertura de representações destinadas ao aprofundamento das apurações. O Tribunal também determinou o encaminhamento do relatório ao STF e recomendou ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos novos aperfeiçoamentos no módulo de transferências especiais do Transferegov, visando ampliar a transparência e a rastreabilidade dos recursos. Paralelamente, a Corte lançou uma plataforma pública que permite aos cidadãos acompanhar as emendas parlamentares, identificando deputados, senadores, partidos políticos e os respectivos valores destinados.

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