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ECONOMIA

Sinvest-Sul discute fortalecimento do setor com o Governo do Estado

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Empresários do setor de vestuário, fiação, tecelagem e acessórios da Região Sul de Mato Grosso se reuniram com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Ricardo Tomczyk, para apresentar várias demandas, em especial o Arranjo Produtivo Local (APL) da Confecção e elaboração de um planejamento estratégico. A reunião marcou a primeira agenda oficial de Tomczyk em Rondonópolis

????????????????????????????????????De acordo com a presidente do Sindicato dos Vestuários da Região Sul (Sinvest-Sul), Claudia Fagotti, o setor tem muito a expandir e crescer se fortalecendo como grande gerador de emprego e renda, no entanto, é preciso política públicas voltadas para isso. O Sindicato do Vestuário da Região Sul é formado por representantes de 18 municípios: Alto Garças, Alto Araguaia, Araguainha, Campo Verde, Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira, Paranatinga, Primavera do Leste, São José do Povo, São Pedro da Cipa, Tesouro, Guiratinga, Nova Brasilândia, Poxoréu, Pedra Petra, Alto Taquari e Rondonópolis.

Queremos o apoio do Governo, já convivemos com o fechamento de algumas empresas do setor na cidade. E muitos dos que estão na ativa sentem o reflexo da crise, já reduzindo em mais da metade o número de funcionários. Precisamos de um planejamento em longo prazo, para oito ou 10 anos, uma política estadual e não de Governo, formalizada em Lei, para que o setor não tenha que ficar provando a cada gestão, os benefícios conquistados”, afirmou a presidente do Sinvest-Sul, Claudia Fagotti.

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Segundo o secretário-adjunto de Empreendedorismo e de Investimento da Sedec, Leopoldo Mendonça, o Núcleo Estadual de APL foi reativado pela  pasta e está sendo feito um estudo sobre o Plano de Desenvolvimento Preliminar do APL. “O APL não é só para os pequenos, mas também para os grandes empresários. E, nesse sentido, precisamos de política fiscal voltada para o setor, que terá mais força para importar, exportar, produzir”, explicou o secretário-adjunto.

Ricardo Tomczyk afirmou que a Santana Têxtil tem interesse em reativar a planta industrial em Rondonópolis e já procurou o Governo para uma parceria que deve fortalecer o segmento. Ele lembrou o potencial de Mato Grosso na produção de matéria-prima para a confecção e que tem tratado do assunto junto à Associação Mato-grossense do Algodão (AMpa) e vai se empenhar para atrair investimentos no setor industrial.

"Quero acreditar que o nosso esforço trará resultados para todos, pequenos, médios e grandes empresários. Não é um sonho, estou há quatro meses na função pública e a encaro como uma missão, cujo foco são os resultados”, disse o secretário Ricardo Tomczyk

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Na oportunidade, ele ainda revelou a aprovação da Assembleia Legislativa (ALMT), esta semana, da transição de MT Fomento em Desenvolve MT, que “vem turbinada para ser também uma agência de desenvolvimento para auxiliar o Estado na produção de investimentos nacional e internacional”. Tomczyk destacou também o aumento do teto do Simples Nacional que foi anunciado pelo Governo do Estado.

A estruturação de um Centro Atacadista e Industrial e a qualificação profissional para corte e costura industrial também estão entre as reivindicações do Sinvest-Sul.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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