PARTICIPAÇÃO POPULAR
Sefaz realiza consulta pública para elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias 2022
Com o objetivo de despertar na sociedade civil o interesse em acompanhar e participar do orçamento público de Mato Grosso, a Secretaria de Fazenda (Sefaz) promoverá uma consulta popular para elaboração do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022. O edital de convocação foi publicado nesta quinta-feira (25) no Diário Oficial.
A consulta pública terá início na próxima segunda-feira (01.03) e segue até o dia 15 de março. Os interessados deverão preencher formulário eletrônico, a ser disponibilizado no site da Sefaz.
De acordo com a Secretaria Adjunta de Orçamento Público, da Sefaz, esse é um momento importante para que os cidadãos manifestem suas demandas e necessidades regionais. Além disso, é uma forma de atender ao disposto na Lei de Responsabilidade Fiscal, conferindo mais transparência à gestão fiscal e aos processos de elaboração das peças orçamentárias.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma das partes essenciais na elaboração do orçamento público.
“Na LDO constam o valor das projeções de receitas e despesas primárias, as estimativas dos resultados primário e nominal para os próximos três exercícios financeiros, limites para endividamento público decorrente de restos a pagar e das despesas primárias correntes de cada Poder ou Órgão Autônomo”, explica o secretário Adjunto de Orçamento Público, Ricardo de Almeida Capistrano.
Além disso, é com base na LDO que o Poder Executivo elabora a Lei Orçamentária Anual (LOA) que aponta como os recursos públicos serão aplicados.
Esse planejamento orçamentário é essencial na gestão governamental e cada etapa é importante, pois uma depende da outra.
ECONOMIA
Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.
A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.
O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.
A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.
Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.
O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.
Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.
As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.
A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.
Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
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