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ECONOMIA

Registros de emplacamentos sobem, mas não as vendas

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Sem ser motivo de comemoração pelas concessionárias, levantamento sobre emplacamentos de veículos aponta aumento de 29,04% em novembro. O resultado é na comparação com o mesmo período de 2016, segundo a Federação das Concessionárias de Veículos – Regional Mato Grosso (Fenabrave-MT). O crescimento pomposo não reflete a realidade das vendas nas lojas de veículos zero, já que este salto é explicado pelo fim da greve no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). O órgão teve as atividades paralisadas por quase dois meses e, portanto, os registros estavam acumulados e estão ocorrendo com atraso.

Foram emplacados 7.265 automóveis em novembro de 2017 e 5.630 em novembro de 2016, entre automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus, moto, implementos rodoviários e outros. Em outubro deste ano, as vendas alcançaram 5.740, assim registra-se aumento de 26,57% em novembro.

Por segmento

Os emplacamentos de automóveis e comerciais leves aumentaram 13,45% em novembro comparando com outubro. O penúltimo mês do ano fechou em 3.627 unidades, contra 3.197 unidades emplacadas em outubro. Comparando novembro deste ano a novembro de 2016 (2.863), o crescimento foi de.

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As vendas de caminhões e ônibus chegaram a 168 unidades em novembro. Em outubro foram 161, crescendo 4,35%.

O segmento de motos deu um salto de 47,25%. Foram emplacadas 3.104 unidades em novembro e 2.108 no mês anterior.

Implementos rodoviários chegaram a 193 emplacamentos em novembro e 181 em outubro. O aumento neste segmento foi de 6,63%.

Análise

Embora os números pareçam animadores, o diretor da Fenabrave- Regional Mato Grosso, Paulo Boscolo, avalia os números com cautela. Ele reitera que as vendas, em sua maior parte, cresceram porque os emplacamentos em meses anteriores estão sendo realizados agora, devido a greve no Detran.

Outro fato importante a ser avaliado é o de que o desempenho no acumulado do ano em Mato Grosso não acompanha o bom desempenho da média nacional. As No Brasil, as vendas de veículos novos subiram 14,6% em novembro deste ano em relação ao mesmo mês de 2016. “Acreditamos que, em parte, por conta das dificuldades de aprovações no cadastro dos clientes“, explica Boscolo.

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Isenção de IPVA

Existe uma expectativa positiva no setor motivada por campanhas de vendas em dias de feriado e também pela renovação por mais quatro anos (até 2020) do benefício da isenção do IPVA. “Quem comprar em dezembro só pagará IPVA em 2019“, pontua.

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ECONOMIA

Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.

A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.

O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.

A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.

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Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.

O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.

Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.

As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.

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A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.

Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.

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