PROCON ALERTA SOBRE GOLPES
Novo golpe desvia dinheiro através do Pix “copia e cola”
Criminosos começaram a aplicar um novo golpe que rouba dinheiro de vitimas quando realizam compras on-line e optam pelo pagamento por PIX, na modalidade “copia e cola”. De acordo com informações, esse esquema fraudulento tem sido bem-sucedido devido ao fato de os golpistas conseguirem previamente instalar um tipo de software malicioso, conhecido como Malware, nos computadores ou notebooks das pessoas afetadas.
Em resumo, os criminosos exploram a vulnerabilidade dos sistemas de computadores para realizar esse tipo de fraude, alertando assim os consumidores sobre a importância de manter seus dispositivos protegidos contra malware e adotar medidas de segurança ao realizar transações on-line, especialmente quando se utiliza o PIX como forma de pagamento.
A Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon/MT), vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), alerta consumidores sobre o golpe que modifica o código do PIX a ser copiado para a realização de pagamentos. Na ação criminosa, é inserido um vírus que modifica o código e altera a conta de destino.

Marcia Santos, secretária adjunta do Procon-MT, explicou que o órgão tem recebido muitas reclamações sobre o assunto.
“Vários consumidores sofrem golpes no momento de pagar contas, e a de energia elétrica é uma delas. Em Mato Grosso, alguns usuários relataram que transações por meio do PIX pelo aplicativo da rede distribuidora de energia no estado vêm sofrendo com a fraude. A população da Capital e do interior do estado, que usa essa função do PIX, enfrenta o problema atualmente”.
Os golpistas utilizam a internet e produzem anúncios falsos para modificar o código do PIX, gerado para transação on-line, quando selecionada essa forma de pagamento.
Márcia recomenda que os consumidores deem mais atenção ao ato de realizar o pagamento por meio do PIX ou mesmo na hora de realizar pagamento de alguma conta ou de fazer compras pelo computador.
“É indicado que o consumidor fique muito atento quando for fazer pagamento dos seus boletos e confira a informação do nome do recebedor. Então, se está pagando uma conta de energia elétrica, é preciso verificar se o nome do recebedor é o da concessionária de energia elétrica. Porque se for um nome desconhecido ou nome de terceiros, é recomendável cancelar o pagamento, para realizá-lo de outra forma“.
A secretária adjunta do Procon-MT orienta aos consumidores que, ao perceberem que sofreram um golpe, primeiro tentem resolver o problema com a empresa fornecedora do serviço. Caso não seja possível uma solução junto ao fornecedor, a recomendação é de que a vítima registre o problema pelo site www.consumidor.gov.br ou pelo atendimento do Procon via WhatsApp (65) 99228-3098. Além disso, a pessoa pode ainda registrar um boletim de ocorrência.

Golpe
O golpe tem início a partir do momento que o usuário da internet clica em anúncios falsos disseminados em redes sociais e em plataformas de busca. A partir daí, o aparelho eletrônico, seja celular ou computador, é automaticamente infectado pelo malware “GoPIX”, que coleta os dados do usuário e passa a espioná-lo.
Assim, no momento em que a pessoa fizer uma compra on-line ou for fazer um pagamento de conta, e selecionar como modo PIX copia/cola, o malware entre em ação.
O código para pagamento do PIX gerado pela loja ou empresa vendedora de serviços é interceptado pelo malware, que insere a chave PIX do criminoso. Com isso, quando a transação é realizada, o dinheiro vai para a conta do golpista e não da empresa ou loja.
Como funciona o novo golpe
– Infecção por meio de anúncios maliciosos: A infecção pelo vírus chamado GoPIX começa com anúncios maliciosos no Google, conforme identificado pela Kaspersky.
– Uso de termos com erros de ortografia: Os criminosos compram espaço de anúncio no mecanismo de busca e utilizam termos com erros de ortografia, como “WhatsApp Web” e até “Correios”, para enganar as potenciais vítimas.
– Clique nos anúncios: Quando uma pessoa clica em um desses anúncios acreditando ser legítimo, seu computador é infectado pelo GoPIX.
– Espionagem da vítima: O vírus começa a espionar a vítima, monitorando suas atividades, especialmente quando ela realiza uma compra online e escolhe o pagamento por PIX.
– Manipulação do código de pagamento: Quando a vítima chega à tela de pagamento, o cliente normalmente copia um código e o cola no sistema PIX para concluir o pagamento. No entanto, o malware entra em ação nesse momento.
– Substituição do código de pagamento: O malware intercepta o código de pagamento e o modifica, substituindo-o pela chave PIX do criminoso no lugar da chave da loja legítima.

Algumas dicas para ajudar as pessoas a se protegerem de golpes:
– Ao realizar uma transferência via PIX, certifique-se de verificar cuidadosamente as informações da pessoa que receberá o dinheiro, como nome e conta, conforme indicado pelo aplicativo. Sempre confira essas informações antes de confirmar a transação.
– Antes de clicar em links, especialmente em mensagens suspeitas, é aconselhável fazer uma pesquisa no Google para verificar se o nome associado a esses links é legítimo e correto.
– Para aumentar a segurança, é recomendável utilizar um antivírus tanto no seu celular quanto no seu computador, a fim de proteger seus dispositivos contra ameaças cibernéticas.
– Caso suspeite que um PIX foi desviado indevidamente, é importante realizar uma varredura minuciosa no seu computador e celular para identificar possíveis problemas de segurança e tomar as medidas necessárias para resolvê-los.
ECONOMIA
Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT
Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.
A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.
Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.
“A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.
Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.
“Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.
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