ECONOMIA
IPVA pago com juro indevido será ressarcido em 2017
Contribuintes que pagaram o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) referente ao exercício de 2016 com juros e multas aplicados indevidamente terão os valores estornados e revertidos como crédito a ser compensado no pagamento do IPVA de 2017. Relatório elaborado pela Gerência de IPVA da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) constatou que até este mês cerca de 530 contribuintes se enquadravam nesta situação, que ocorreu devido a uma falha no sistema operacional.
De acordo com a gerência, o problema ocorreu no momento do processamento de lançamento de débitos de IPVA 2016 para veículos que ainda não possuíam placa definida, devido ao processo de primeiro emplacamento não ter sido finalizado junto ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT) até o final de 2015. O processo de primeiro emplacamento é constituído por uma série de comunicações entre Sefaz e Detran, de forma que a placa do veículo é definida e informada para a Secretaria de Fazenda apenas ao final do processo.
No entanto, em dezembro de 2015, quando foi realizado o lançamento dos débitos do IPVA 2016, havia 1.026 veículos sem placa definida, os quais estavam com processo de primeiro emplacamento iniciado, mas não concluído. Desta forma, como não havia a placa, que é item indispensável para a data de vencimento do imposto, o débito foi lançado automaticamente com data de vencimento de 29 de Janeiro de 2016.
A Gerência de IPVA informa que contribuintes que constatarem a cobrança de juros e multas indevidos podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] e solicitar a mudança da data de vencimento. A alteração pode ser feita de forma manual, de maneira que o boleto para pagamento saia sem os acréscimos.
A expectativa é que a falha no sistema seja corrigida o quanto antes. Para evitar problemas futuros, a correção do procedimento está prevista no projeto de evolução a ser implementado juntamente com a equipe do Detran. Vale destacar, porém, que contribuintes que não registrarem o veículo zero km após 30 dias da emissão da nota fiscal terão que pagar multa de 25% do valor devido.
ECONOMIA
Estudo da CNM mostra impacto nos Municípios de propostas que reduzem a jornada de trabalho
Com possibilidade de ser analisada pelo Congresso Nacional nos próximos dias, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) publicou nesta sexta-feira, 8 de maio, um estudo sobre o impacto da redução da jornada de trabalho para os Municípios. O levantamento analisa os efeitos de propostas que tramitam no Congresso Nacional.
A depender do texto aprovado, a redução pode gerar um déficit diferenciado na prestação de serviços públicos para a população, com a necessidade de articulação dos gestores para reposição da força de trabalho.
As propostas se diferenciam na redução da jornada (as PECs reduzem para 36 horas semanais, com ou sem período de transição) e o Projeto de Lei estabelece uma jornada de 40 horas, de forma imediata. O levantamento indica que as PECs possuem efeito para toda a administração municipal, enquanto o PL, por alterar somente a CLT, apresenta impactos limitados a este tipo de vínculo no âmbito dos Municípios.
Nesse aspecto, as estimativas da Confederação apontam para efeitos expressivos, sobretudo quando se reduz a jornada semanal para 36 horas. A PEC 8/2025, por exemplo, apresenta impacta em R$ 48,4 bilhões para os cofres municipais e reforça a necessidade de reposição de 770,3 mil ocupações.
Vale lembrar que o texto entra em vigência um ano após a promulgação.
Esse impacto deve ser ainda maior, uma vez que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos Municípios.
O PL 1.838/2026 tem consequência mais limitada em relação ao texto do PEC, porém com resultado de R$ 442 milhões para os cofres municipais e necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no Projeto de Lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas.
“O estudo focou nos impactos financeiros das propostas para os Entes locais, revelando que os impactos serão bastante expressivos e merecem discussão aprofundada. É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos Entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população“, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Impactos nas carreiras
A análise das carreiras apontou déficits significativos em carreiras cruciais para a prestação de serviços públicos. A aplicação da PEC levará um déficit de, ao menos, 100 mil professores, 58 mil trabalhadores da limpeza urbana e 22 mil técnicos de enfermagem.
Para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para a manutenção da mesma estrutura vigente antes da PEC ou buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho, ou a informatização de parte dos serviços públicos.
Leia o estudo completo aqui.
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