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RESPEITO AOS SERVIDORES

Folha salarial de maio terá aumento de 11,5%

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Durante a live, transmissão ao vivo pelo Facebook, desta terça-feira (03), o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), anunciou que todos servidores públicos da capital receberão um reajuste de 11,5% na folha de pagamento do mês de maio.

O percentual é referente à Revisão Geral Anual (RGA) e corresponde à inflação registrada no país de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC/IBGE), acumulados de maio de 2021 a maio de 2022, reforçando o compromisso da gestão com a valorização dos servidores públicos municipais.

“Autorizei a equipe econômica da Prefeitura a implantar 11,5% na folha de pagamento de todos os servidores públicos do município de Cuiabá, relativo a RGA 2021/2022 que a data-base é no mês de maio. Então, já na folha de maio, no dia 31, salário na conta com 11,5% a mais para todos os servidores do município”, disse Pinheiro.

Diante da Pandemia de Covid-19, a Lei Complementar Federal nº 173/2020, que estabeleceu o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, impediu que a União, Estados e Municípios concedessem o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos até dezembro de 2021.

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Por esse motivo, o prefeito afirmou que na próxima semana deve se reunir com os sindicatos para negociar como pagará o montante relativo aos anos de 2019/2020 e 2020/2021, se atendo à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que estabelece limites para pagamento de pessoal.

“Tenho uma agenda marcada para semana que vem com Fórum Sindical Municipal onde iremos discutir as três RGAs que dá um total de 21,55% como farei para pagar. Acima de tudo, o servidor público mora no meu coração, não quero o servidor nem atrás e nem a minha frente, quero ao meu lado, valorizado, respeitado e estimulado. Mas, tenho que prezar pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o equilíbrio nas contas públicas é uma meta que todo gestor responsável tem que seguir”, pontuou.

”Graças a nossa boa gestão fiscal, temos condições de manter esse ritmo de investimento, prestigiando e zelando dos nossos servidores públicos. 2019/2020 e 2020/2021 é o índice da pandemia. Então, agora que venceu a Lei Federal e está na Procuradoria Geral do Município para ver o parecer, para fazer a revisão dos índices e tudo mais. Vamos negociar apenas os 10,5% relativos ao período da Pandemia”, acrescentou.

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ECONOMIA

Mato Grosso projeta orçamento de R$ 46,1 bilhões para 2027, com alta de 13,3% e expansão dos investimentos

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O Governo do Estado de Mato Grosso prevê um orçamento de R$ 46,125 bilhões para 2027, montante 13,3% superior aos R$ 40,7 bilhões estimados para 2026. A proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA) foi apresentada à Assembleia Legislativa na quarta-feira (7) e estabelece as diretrizes para a distribuição dos recursos públicos estaduais no próximo exercício financeiro. O planejamento define as prioridades administrativas, os gastos com pessoal, os investimentos em infraestrutura e os valores destinados aos principais setores da administração pública.

A proposta orçamentária foi elaborada pelo Poder Executivo estadual, responsável por planejar a arrecadação e estabelecer a previsão das despesas para o ano seguinte. O documento foi encaminhado ao Legislativo mato-grossense, onde os deputados estaduais deverão examinar os números, avaliar as prioridades apresentadas e discutir eventuais alterações. A tramitação constitui uma etapa fundamental para a definição dos limites financeiros que orientarão a atuação do governo em 2027.

Entre as principais despesas previstas, o pagamento de servidores públicos e os encargos sociais concentram a maior parcela dos recursos. O governo estima destinar R$ 25,34 bilhões a essa finalidade, valor equivalente a aproximadamente 55% do orçamento total. A quantia representa um crescimento de 9,5% em relação à previsão para 2026 e evidencia o peso das despesas com pessoal na estrutura financeira do Estado, reduzindo a parcela disponível para outras finalidades administrativas.

Os investimentos públicos também apresentam expansão significativa na proposta. A previsão é aplicar R$ 5,65 bilhões nessa área, o que corresponde a um aumento de 23,67% em comparação com o valor anteriormente estimado. Desse total, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística deverá contar com R$ 4,337 bilhões, incluindo R$ 1,31 bilhão destinado à pavimentação de 517 quilômetros de rodovias. A execução dessas ações dependerá da programação financeira, dos procedimentos administrativos e do andamento dos projetos previstos.

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Na distribuição dos recursos por áreas estratégicas, a Educação deverá receber R$ 6,85 bilhões, enquanto a Segurança Pública contará com R$ 4,92 bilhões. A Previdência Social terá uma previsão de R$ 7,91 bilhões, valor que integra o conjunto de despesas relacionadas à proteção previdenciária. Os montantes demonstram a dimensão dos compromissos financeiros assumidos pelo Estado em setores que influenciam diretamente a prestação de serviços públicos, a proteção social e o funcionamento da administração estadual.

A habitação aparece entre as áreas com maior crescimento proporcional na proposta orçamentária. Os recursos previstos para o setor chegam a R$ 490 milhões, ante R$ 15,4 milhões no orçamento anterior. A diferença representa uma ampliação expressiva da dotação projetada, embora a efetiva transformação desses valores em moradias e programas habitacionais dependa da execução orçamentária, da estruturação dos projetos e dos critérios de atendimento definidos pelo poder público.

No campo fiscal, o projeto prevê uma redução de 8,69% nas despesas com juros e encargos da dívida pública. Em contrapartida, os recursos destinados à amortização deverão aumentar 72,42%, alcançando R$ 674,6 milhões. Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), as medidas integram a estratégia governamental de controle das contas públicas e redução do endividamento. A concretização desses objetivos dependerá, entre outros fatores, do comportamento das receitas, do cumprimento das metas fiscais e da evolução das obrigações financeiras estaduais.

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A proposta também solicita autorização para que o Executivo abra créditos suplementares de até 20% das despesas previstas, percentual que corresponde a aproximadamente R$ 9,2 bilhões. O mecanismo permite reforçar dotações orçamentárias e ajustar a distribuição dos recursos durante o exercício, conforme as necessidades administrativas e os limites legais aplicáveis. A utilização dessa autorização, entretanto, deverá observar as regras orçamentárias e os procedimentos exigidos pela legislação vigente.

A partir da apresentação da LOA, o projeto passa à análise dos deputados estaduais, que poderão propor emendas antes da votação definitiva, prevista para ocorrer até o fim de 2026. Durante a tramitação, os parlamentares terão a oportunidade de examinar a distribuição dos recursos, discutir prioridades e avaliar a compatibilidade das despesas projetadas com as necessidades do Estado. A aprovação legislativa será necessária para concluir o processo de autorização orçamentária para o próximo exercício.

A expectativa é que o orçamento entre em vigor em 1º de janeiro de 2027, após a conclusão das etapas legais de apreciação e aprovação. Com a previsão de R$ 46,125 bilhões, o planejamento financeiro estabelecerá os parâmetros para o custeio da máquina pública, a manutenção dos serviços essenciais, o pagamento das obrigações estaduais e a realização de investimentos. O principal desafio será transformar as previsões financeiras em resultados concretos para a população, mantendo o equilíbrio das contas públicas e assegurando transparência na aplicação dos recursos arrecadados.

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