DECISÃO DO STF
Distrito de Boa Esperança passa ser Município
Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta última sexta-feira, 6 de outubro, o Estado de Mato Grosso ganhou mais um Município nos autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 819. Agora, o Estado passa a ter 142 Municípios e Boa Esperança do Norte (MT) poderá eleger prefeito e vereadores nas eleições de 2024.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que a decisão da Suprema Corte utilizou como base a Emenda Constitucional (EC) 57/2008, que foi resultado da luta da entidade pela convalidação de Municípios ameaçados de extinção. Com a decisão, o Brasil passa a contar com 5.569 Municípios.
Em 2000, o Município de Boa Esperança do Norte chegou a ser criado pela Lei nº 7.264, de 29 de março daquele ano. No entanto, por conta da de um mandado de segurança formulado por Nova Ubiratã, o processo foi declarado como inconstitucional e o Município não chegou a ser instalado. Naquele mesmo ano, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT) acolheu decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJ/MT), que declarou, em Mandado de Segurança, inconstitucional a Lei de criação de Boa Esperança do Norte.
Depois de uma luta de mais de 20 anos, o Distrito de Boa Esperança foi emancipado por meio de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A partir de agora, Sorriso passa a deixar de nutrir uma relação de mãe e filha com Boa Esperança, e passa a vivenciar uma relação de cidades irmãs, que seguem se apoiando mutuamente e crescendo em bloco, junto aos outros municípios da região”, afirmou o prefeito Ari Lafin.
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), então recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão do Tribunal de Justiça, mas os ministros da Primeira Turma da Corte Superior, em julgamento datado de 6 de abril de 2000, decidiram não conhecer do recurso especial. Com isso, prevaleceu a decisão do Tribunal de Justiça.
Por fim, na última sexta-feira, os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e a ministra Rosa Weber foram a favor da criação do Município, contabilizando 8 votos a 3.
Com a decisão, Nova Ubiratã (MT) perde 360 mil hectares do atual território, o que corresponderá a 80% do novo Município. Outros 20% serão compostos por uma área que atualmente pertence a cidade de Sorriso. A escolha de prefeito e vereadores se dará nas eleições do próximo ano.
Histórico
A EC 57 de 2008 resultou de uma exitosa luta política, liderada pelo presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, que objetivou impedir a extinção de Municípios que tiveram leis de criação aprovadas após o advento da EC 15/1996. Graças à EC 57, 63 Municípios, considerando agora Boa Esperança do Norte (MT), têm garantido o seu direito de existir.
ECONOMIA
Tribunal de Contas e ANM firmam parceria para impulsionar economia e reduzir desigualdades
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, liderou nesta segunda-feira (18) uma reunião estratégica com representantes da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo o gerente regional Jocy Miranda. O encontro marcou o início de uma parceria institucional voltada para regulamentar e fomentar a atividade mineradora no estado.
A principal pauta da reunião foi a defesa da mineração como um dos pilares da economia mato-grossense. Sérgio Ricardo destacou que, além da produção agrícola e pecuária, a exploração mineral deve ser reconhecida como atividade histórica e estratégica, capaz de gerar emprego, renda e arrecadação para os municípios.
O encontro ocorreu na manhã de segunda-feira, dia 18, em Cuiabá. A data simboliza o início formal de uma cooperação que, segundo os envolvidos, terá desdobramentos práticos nos próximos meses, com a publicação de notas recomendatórias e a instauração de auditorias específicas.
A reunião foi realizada na sede do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. O local foi escolhido por representar a instituição responsável pela fiscalização e pelo acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter oficial e técnico da iniciativa.
Segundo Sérgio Ricardo, a mineração pode ser um instrumento eficaz no combate às desigualdades regionais. A justificativa está na capacidade de arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que destina 60% de sua receita diretamente aos municípios, fortalecendo os cofres públicos e ampliando investimentos locais.
O Tribunal de Contas prepara uma nota recomendatória aos municípios e instaurará auditorias para mapear a produção de ouro e outros minerais. O processo incluirá rastreabilidade, exigência de licenciamento ambiental e autorização da ANM, além de fiscalização rigorosa. A medida pretende separar práticas informais da exploração legal e transparente.
Embora ainda não haja números oficiais sobre a produção mineral em Mato Grosso, o conselheiro enfatizou a necessidade de mensurar a quantidade de ouro extraído e de outros minerais. A arrecadação via Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que já representa uma fonte significativa de recursos, deverá ser ampliada com a regulamentação e fiscalização adequadas.
As declarações foram feitas pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), Sérgio Ricardo, que ressaltou a importância da mineração como divisor de águas na economia estadual. O gerente regional da ANM, Jocy Miranda, reforçou que a cooperação busca orientar os municípios sobre o uso correto dos recursos federais e estaduais provenientes da atividade.
A expectativa é que a parceria entre TCE e ANM fortaleça a economia mato-grossense, ampliando a arrecadação municipal e estadual, além de promover maior transparência na exploração mineral. A medida também deve contribuir para reduzir desigualdades regionais, ao garantir que os recursos sejam aplicados em políticas públicas essenciais.
Nos próximos meses, o Tribunal de Contas deverá publicar oficialmente a nota recomendatória e iniciar auditorias em municípios com atividade mineradora. A ANM, por sua vez, continuará a fornecer suporte técnico e orientação, consolidando a mineração como um setor complementar ao agronegócio e fundamental para o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso.
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Aliança PL/MDB” no comando do PRD em Mato Grosso
-
Política7 dias atrás“Capitão Jaymão” arruma o tabuleiro eleitoral e muda de rota
-
Política6 dias atrásPaula Calil e o desafio da reeleição sob impasse regimental
-
Destaques6 dias atrásMST ocupa sede do Incra em Mato Grosso
-
Política5 dias atrásDisputa pela presidência do Legislativo cuiabano mobiliza alianças e reformas regimentais
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Nova Mesa Diretora” em Várzea Grande
-
Artigos6 dias atrásCPMI DO BANCO MASTER JÁ!
-
Artigos7 dias atrásO que o fogo revela




